Flamengo prepara proposta para Paulo Dybala, atacante argentino da Roma, visando reforçar o setor ofensivo em 2026. A iniciativa surge no Rio de Janeiro, conforme revelações recentes de fontes ligadas ao clube italiano, com foco em elevar o nível do time sob o comando do técnico Filipe Luís. O jogador, de 31 anos, tem contrato com a Roma até junho de 2026, mas enfrenta uma temporada com lesões que limitaram sua participação a apenas cinco partidas e pouco mais de 200 minutos em campo.
O interesse do clube rubro-negro ganhou força após sondagens iniciais, com a diretoria analisando viabilidade financeira e esportiva. Dybala acumula 42 gols e 22 assistências em 117 jogos pela Roma, além de títulos pela Juventus e pela seleção argentina, incluindo a Copa do Mundo de 2022.
A negociação depende de ajustes salariais, já que o argentino recebe cerca de 8 milhões de euros anuais, equivalente a R$ 50 milhões, valor acima do teto salarial do Flamengo.
- Proposta inicial: contrato de dois anos, com opção de renovação por mais uma temporada.
- Bônus por metas: desempenho em jogos e conquistas coletivas.
- Redução salarial: estimada em até 50% para adequação ao mercado brasileiro.
- Aliado chave: lateral Wesley, ex-Flamengo e atual companheiro na Roma, que destaca a estrutura do clube.
Passagem pela Itália e números recentes
A Roma busca manter Dybala no elenco, preparando uma oferta para evitar a saída. O clube italiano valoriza a versatilidade do jogador, que atua como centroavante, falso nove ou pelas pontas.
Na temporada 2025/2026, o argentino não registrou gols ou assistências até o momento, afetado por lesão na coxa que o afastou por semanas.
Estratégia rubro-negra para o mercado
O Flamengo prioriza saídas de jogadores antes de avançar em contratações de peso. A diretoria negocia liberações para equilibrar o orçamento e abrir espaço no elenco.
Wesley incentiva Dybala a considerar o projeto, enfatizando a torcida numerosa e a visibilidade em competições como a Libertadores.
A proposta inclui incentivos de marketing, com potencial de patrocínios ligados à imagem global do argentino. O clube vê nele um líder para o ataque, combinando experiência internacional com adaptação ao futebol sul-americano.
Histórico de conquistas do argentino
Dybala iniciou carreira no Instituto, na Argentina, antes de se transferir para o Palermo em 2012. Pela Juventus, de 2015 a 2022, conquistou cinco títulos da Serie A, quatro Copas da Itália e três Supercopas Italianas, com 115 gols em 293 partidas.
Na seleção argentina, contribuiu para a vitória na Copa América de 2021 e na Copa do Mundo de 2022, somando 10 gols em 45 jogos. Sua chegada ao Flamengo representaria retorno à América do Sul após 13 anos na Europa.
O impacto no Brasileirão seria imediato, com foco em duelos diretos contra rivais como Palmeiras.
Desafios contratuais e janela de transferências
O contrato com a Roma impede movimentações imediatas, mas permite pré-acordo a partir de janeiro de 2026. O Flamengo monitora a situação de perto, sem pressa devido ao foco atual no Brasileirão e na Libertadores.
Fontes internas indicam que o clube descarta negociações precipitadas, priorizando resultados em campo. A janela de inverno europeu, em janeiro, pode acelerar discussões.
Uma possível redução salarial facilitaria a operação, alinhada a estratégias de sustentabilidade financeira adotadas pelo Rubro-Negro nos últimos anos.
Aliados e influência no elenco
Wesley, revelado no Flamengo e hoje na Roma, atua como ponte na negociação. O lateral destaca benefícios como o Ninho do Urubu e a paixão da torcida rubro-negra.
Outros argentinos no elenco, como Gonzalo Plata, poderiam facilitar a adaptação cultural de Dybala.
A diretoria avalia o equilíbrio etário do time, com média acima de 28 anos, buscando nomes que combinem juventude e maturidade.
Viabilidade financeira no clube
O Flamengo estuda parcerias com patrocinadores para cobrir parte dos custos. A Betano, atual parceira, sinaliza apoio a contratações de impacto.
A operação demandaria vendas de atletas como Pedro ou Bruno Henrique, negociados com clubes europeus ou rivais brasileiros. O teto salarial, regulado pelo Brasileirão, limita gastos, mas bônus variáveis mitigam riscos iniciais.
O planejamento para 2026 inclui Dybala como peça central no ataque, visando taças continentais.
