A Defesa Civil de Belo Horizonte emitiu alerta amarelo para chuvas intensas na capital mineira nesta terça-feira, 29 de outubro de 2025. Cerca de 1.200 moradias em vilas e favelas localizadas em encostas e margens de córregos enfrentam risco de deslizamentos e alagamentos. A medida ocorre com a chegada do período chuvoso, que aumenta a vulnerabilidade dessas áreas.
Moradores relatam preocupações constantes com temporais. A Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel) realiza monitoramento contínuo.
- Vistorias técnicas realizadas em 2025: 964.
- Obras concluídas: 106.
- Intervenções em andamento: 102.
Áreas afetadas na capital
O bairro Taquaril, na Região Leste, concentra parte das moradias em risco. Líderes comunitários destacam a instabilidade do solo em encostas.
Edneia Aparecida de Souza, moradora local, descreve o terreno como impróprio para habitação. A terra se transforma em barro durante chuvas, elevando o perigo de escorregamentos.
Ações da Urbel em andamento
A Urbel executa vistorias durante todo o ano. Em 2025, o órgão concluiu obras em diversas regiões da cidade.
Previsões incluem oito intervenções em encostas com recursos federais a partir de 2026. Quatro obras estruturantes estão planejadas para comunidades específicas.
O Programa Estrutural em Áreas de Risco (PEAR) monitora índices pluviométricos. Alertas são repassados a núcleos voluntários para disseminação nas comunidades.
Monitoramento pluviométrico
O PEAR instala lonas em encostas e isola cômodos em moradias sinalizadas. Remoções preventivas ocorrem quando necessário.
Cláudio, residente no Taquaril, relata umidade nas paredes devido à infiltração de água. A prefeitura prometeu muro de contenção há mais de cinco anos, sem execução até o momento.
Previsões para 2026
Obras em comunidades como Rosa Leão e Cabana do Pai Tomaz iniciam no próximo ano. Recursos do governo federal financiam parte das intervenções.
A Urbel realiza obras emergenciais em casos de risco imediato. Isolamento de áreas e remoções temporárias integram o protocolo.
Demandas por agilidade
Especialistas cobram respostas mais rápidas do poder público. Áreas vulneráveis exigem equipes mobilizadas para emergências.
Silvio Motta, presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil em Minas Gerais, enfatiza a necessidade de planejamento antecipado. Remoções temporárias evitam incidentes graves em períodos chuvosos.
