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Investir em conta remunerada vale a pena com Selic alta? Entenda benefícios

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Foto: rafastockbr/shutterstock.com

No quadro Pé de Meia da Rádio Senado, o jornalista Jeziel Carvalho analisou as contas remuneradas como uma ferramenta prática para poupança cotidiana. Essas contas aplicam automaticamente o saldo disponível em títulos de renda fixa, como CDBs ou RDBs, garantindo rendimento diário sem necessidade de movimentações manuais. O foco recai em quem busca simplicidade para metas financeiras específicas, como viagens ou emergências, em um cenário de Selic elevada.

Carvalho destacou que o mecanismo opera via aplicativos bancários, com depósitos a partir de R$ 1 em muitos casos. O dinheiro rende atrelado ao CDI, indicador que segue de perto a taxa básica de juros.

Vantagens para o poupador iniciante

As contas remuneradas oferecem liquidez imediata, permitindo saques a qualquer momento sem perda de rendimentos acumulados. Essa flexibilidade atrai quem precisa de acesso rápido ao capital, diferentemente de investimentos com prazos fixos.

Outro ponto é a proteção pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF em caso de problemas na instituição financeira. Assim, o risco fica minimizado para valores comuns.

  • Rendimento médio de 100% a 110% do CDI, superior à poupança tradicional.
  • Isenção de taxas de manutenção em bancos digitais.
  • Integração com ferramentas de metas, como “cofrinhos” virtuais.

Bancos que lideram em rentabilidade

Diversos bancos digitais disputam o mercado com ofertas atrativas em 2025. O Sofisa Direto aplica 110% do CDI em saldos com liquidez diária, ideal para reservas de curto prazo. Já o Mercado Pago eleva para 105% acima de R$ 1.000, com limite de R$ 50 mil nessa faixa.

O Nubank e o PagBank mantêm 100% do CDI automático, enquanto o Itaú introduziu “Cofrinhos” rendendo o mesmo percentual a partir de R$ 1. Essas opções cresceram com a Selic em 15% ao ano, impulsionando ganhos reais acima da inflação.

Neon destaca-se com promoções de até 150% do CDI para novos clientes em dois meses, mas exige resgate programado.

Comparação com alternativas tradicionais

A poupança rende cerca de 0,5% ao mês mais Taxa Referencial, totalizando 6% ao ano em cenários atuais, abaixo do CDI de 14,90%. Contas remuneradas superam isso, mas incidem Imposto de Renda regressivo, de 22,5% para resgates em até 180 dias.

Tesouro Selic oferece rendimento similar ao CDI, com aplicação mínima baixa, mas exige plataforma separada. Fundos DI cobram taxa de administração, reduzindo o netto.

Em um exemplo prático, R$ 1.000 em conta a 100% do CDI gera R$ 12,40 brutos em 12 meses, menos IR de 15% (R$ 1,86), resultando em R$ 10,54 líquidos.

Taxa Selic, moeda real
Taxa Selic, moeda real – Foto: rafastockbr/ Shutterstock.com

Limites e cuidados na aplicação

Todo investidor deve verificar o teto de cobertura do FGC e evitar concentrar valores acima de R$ 250 mil em uma instituição. Além disso, promoções sazonais, como as do Neon, demandam leitura de condições para evitar surpresas.

Carvalho recomendou separar a conta remunerada da corrente diária, minimizando riscos de gastos impulsivos. Atualizações no app facilitam o monitoramento, com alertas para metas alcançadas.

Riscos associados ao produto

Embora seguras, essas contas expõem a variações da Selic, que pode cair e reduzir rendimentos futuros. Não há garantia de taxas fixas, diferentemente de CDBs prefixados.

O IOF incide em resgates nos primeiros 30 dias, mas desaparece após. Para perfis conservadores, o produto atende bem, mas diversificação em LCIs isentas de IR pode otimizar retornos.

Cenário econômico favorece o uso

Com o CDI em 14,90% em setembro de 2025, as contas remuneradas entregam ganhos reais de cerca de 9% ao ano, após inflação projetada em 4,5%. Essa atratividade impulsiona migração de poupança, que ainda concentra 70% das reservas familiares, segundo dados do Banco Central.

Bancos tradicionais como BB oferecem CDBs diários a partir de R$ 500, com opções pós-fixadas. A adesão cresceu 25% no último ano, refletindo busca por simplicidade em tempos de juros altos.