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Operação policial no Rio registra 121 mortes em confrontos na Penha e Alemão

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Foto: operação penha rj - Foto: Reprodução

Polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro executaram na terça-feira, 28 de outubro de 2025, a operação Contenção nos complexos de favelas da Penha e do Alemão, na zona norte da capital. A ação resultou em 121 mortes, sendo 117 suspeitos e quatro policiais, durante cumprimento de mandados contra lideranças do Comando Vermelho. Moradores localizaram corpos na mata e os deslocaram para a Praça São Lucas, na Penha.

O governador Cláudio Castro informou que a operação baseou-se em investigações de um ano para desarticular a facção. Autoridades atualizaram o balanço na quarta-feira, 29 de outubro. A estratégia envolveu 2.500 agentes em 180 endereços.

  • 69 mandados de prisão principais;
  • 113 detenções realizadas;
  • 118 armas apreendidas, incluindo 91 fuzis.

Estratégia tática adotada

Agentes formaram o Muro do Bope para cercar suspeitos e direcioná-los à Serra da Misericórdia. Equipes posicionaram-se antecipadamente na área de mata. O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, destacou que a manobra minimizou riscos a civis.

Corpos enfileirados em rua do Rio de Janeiro após operação policial mais letal da história da cidade
Corpos enfileirados em rua do Rio de Janeiro após operação policial mais letal da história da cidade 29/10/2025 REUTERS/Ricardo Moraes

Quatro moradores sofreram feridos. Suspeitos utilizaram drones com explosivos contra as forças policiais.

Apreensões realizadas

Policiais recolheram 91 fuzis e 27 pistolas. Nove motocicletas foram abandonadas pelos suspeitos. Explosivos caseiros apareceram em esconderijos.

Líderes capturados transferiram-se para presídios de segurança máxima. Trinta e três detidos vieram de outros estados.

Reações de moradores

Testemunhas buscaram parentes na vegetação após o tiroteio. Residentes protestaram na Praça da Penha contra a ação. Manifestantes reuniram-se em frente à sede do governo estadual na tarde de quarta-feira.

Familiares aguardaram identificação no Instituto Médico-Legal. A costureira Tauã Brito perdeu o filho e questionou falta de medidas sociais.

Posicionamento oficial

Cláudio Castro defendeu planejamento de 60 dias para a operação. Victor Santos negou execuções e afirmou que suspeitos mortos portavam armas pesadas. Investigações internas apurarão denúncias de excessos.

O Ministério Público enviará peritos ao IML. A ação ocorreu sem ligação com eventos internacionais na cidade.

Envolvimento federal

O ministro Ricardo Lewandowski informou ausência de convite prévio para apoio federal. A Polícia Federal recusou participação por divergências no planejamento. Castro e Lewandowski criaram escritório emergencial contra crime organizado.

O presidente Lula manifestou surpresa com a escala. A cúpula da PF soube da recusa após o início da operação.

Histórico de letalidade

A operação superou o massacre do Carandiru, com 111 mortes em 1992. No Rio, o Jacarezinho registrou 28 óbitos em 2021. A Operação Exceptis teve 25 mortes em 2020.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública acompanha padrões em favelas. A ONU demandou investigações sob normas de direitos humanos.

Vítimas policiais

Os agentes mortos foram Rodrigo Velloso Cabral, da 39ª DP, com 34 anos; Cleiton Serafim, casado e pai de filha; Heber Fonseca, pai de dois filhos; e outro militar. Enterros ocorreram em cerimônias familiares na quarta-feira. A Polícia Civil homenageou os colegas.

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