A startup brasileira re.green foi premiada com 1 milhão de libras, equivalente a R$ 7 milhões, na cerimônia do Earthshot Prize, realizada na noite de ontem, 5 de novembro de 2025, no Rio de Janeiro. A empresa, focada na restauração de florestas degradadas, foi reconhecida por suas iniciativas em sustentabilidade. O evento, que contou com a presença do príncipe William, destacou cinco vencedores globais, incluindo projetos de Bogotá, Nigéria, Bangladesh e um tratado de proteção aos oceanos. Cada iniciativa recebeu o mesmo valor para ampliar suas ações ambientais.
A premiação, criada em 2020 pelo príncipe William, visa incentivar soluções inovadoras para os desafios climáticos e ambientais. A escolha do Rio como sede da cerimônia reforça o papel do Brasil na agenda global de sustentabilidade. A re.green se destacou por seus projetos de reflorestamento em áreas devastadas, como a Amazônia e o Cerrado. O reconhecimento internacional eleva a visibilidade de startups brasileiras no combate à crise climática.
Projetos premiados no Earthshot
A re.green dividiu o palco com iniciativas de impacto global. A prefeitura de Bogotá foi premiada por um programa de mobilidade sustentável, enquanto a Semana de Moda de Lagos venceu por promover a economia circular na moda. Uma ONG de Bangladesh foi reconhecida por soluções em energia renovável, e um tratado internacional recebeu o prêmio por esforços na proteção dos oceanos. Cada projeto reflete inovações práticas para a preservação ambiental.
Modelo de negócio da re.green
A startup brasileira opera com um modelo que combina tecnologia e reflorestamento. A empresa utiliza drones e inteligência artificial para mapear áreas degradadas e planejar a recuperação de florestas. Seus projetos já restauraram milhares de hectares, com foco em espécies nativas. A premiação de R$ 7 milhões será usada para expandir operações no Brasil e em outros países da América Latina.
Escolha do Rio como sede
A decisão de realizar a cerimônia no Rio de Janeiro foi estratégica. A cidade, conhecida por sua biodiversidade, enfrenta desafios como desmatamento e mudanças climáticas. O evento atraiu líderes globais, cientistas e ambientalistas, reforçando a importância de ações locais com impacto global. A presença do príncipe William destacou a relevância do Brasil no cenário ambiental. O Earthshot Prize planeja novas edições em outras cidades para ampliar o alcance de suas iniciativas.
Impacto do prêmio para o Brasil
O reconhecimento da re.green coloca o Brasil em evidência no combate à crise climática. A startup já opera em áreas críticas, como a Amazônia, onde o desmatamento atingiu 11,8 mil km² em 2024, segundo dados do Inpe. O prêmio fortalece a posição de empresas brasileiras em mercados internacionais, atraindo investidores. A iniciativa também estimula outras startups a desenvolverem soluções sustentáveis.
Planos de expansão da startup
Com os R$ 7 milhões, a re.green planeja acelerar seus projetos de reflorestamento. A meta é restaurar 100 mil hectares até 2030, com foco em áreas degradadas do Cerrado e da Amazônia. O recurso também será investido em parcerias com comunidades locais e no desenvolvimento de tecnologias para monitoramento ambiental.
Relevância do Earthshot Prize
O Earthshot Prize é uma das principais premiações globais em sustentabilidade. Desde sua criação, já destinou mais de 15 milhões de libras a projetos em 20 países. O programa foca em cinco categorias: proteção da natureza, ar limpo, revitalização dos oceanos, economia sem resíduos e ação climática. A edição de 2025 no Rio foi a primeira realizada na América do Sul, marcando um avanço na inclusão de países em desenvolvimento.
