Senado aprova isenção de IR até R$ 5 mil mensais e taxa alta renda com até 10% a partir de 2026

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O plenário do Senado durante sessão de votações — Foto: Carlos Moura/Agência Senado Foto: O plenário do Senado durante sessão de votações — Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Senado aprova projeto que eleva isenção do Imposto de Renda para rendas mensais até R$ 5 mil. A medida, válida a partir de janeiro de 2026 após sanção presidencial, beneficia trabalhadores com salários até R$ 7.350 por meio de descontos progressivos. O texto inclui tributação sobre lucros e dividendos para rendas anuais acima de R$ 600 mil.

A proposta compensa a perda de arrecadação com alíquota progressiva de até 10% sobre dividendos de alta renda. Cerca de 10 milhões de contribuintes entram na faixa de isentos. Nada altera para quem já paga pela tabela atual acima de R$ 7.350.

  • Economia mensal para salário de R$ 5 mil: R$ 312,89;
  • Ganho anual com 13º: R$ 4.067;
  • Benefício para R$ 7 mil: R$ 46,61 por mês.

Isenção ampliada para salários médios

A faixa de isenção passa de R$ 3.036 para R$ 5 mil mensais. Trabalhadores com rendas entre R$ 5.001 e R$ 7.350 recebem desconto reduzido gradualmente.

Quem ganha R$ 6 mil economiza cerca de R$ 200 mensais. A mudança atinge diretamente assalariados com retenção na fonte.

Detalhes da economia por faixa salarial

Simulações indicam ganhos variados. Para R$ 5 mil, o valor poupado equivale a 6,26% do salário mensal.

Rendas até R$ 3.036 permanecem inalteradas. Acima de R$ 7.350, segue a tabela progressiva vigente.

Tributação progressiva em rendimentos altos

Contribuintes com lucros e dividendos anuais acima de R$ 600 mil pagam alíquota mínima inicial. O imposto inicia em R$ 0,10 para valores ligeiramente superiores ao limite.

A alíquota máxima de 10% aplica-se a partir de R$ 1,2 milhão anual. Rendimentos de LCI e LCA ficam excluídos da base de cálculo.

Cálculo anual para alta renda

O imposto considera o total recebido no ano. Pagamentos mensais acima de R$ 50 mil em dividendos ativam alíquota de 10% imediata.

Ajustes ocorrem na declaração anual seguinte. Contribuintes podem abater valores retidos e receber restituição se excessivos.

Especialistas recomendam acompanhamento mensal para otimizar. A sistemática evita surpresas na prestação de contas.

Impacto na arrecadação pública

A isenção gera renúncia estimada em R$ 25,8 bilhões em 2026. A taxação de dividendos compensa parte dessa redução.

O Brasil alcança 26,6 milhões de isentos, representando 65% dos declarantes. A medida cumpre compromisso assumido pelo governo federal em março.

Tramitação e aprovação legislativa

O projeto seguiu sem alterações no Senado para agilizar sanção. Relator evitou modificações devido ao prazo apertado.

A proposta unificou textos da Câmara e do Senado. Entrada em vigor coincide com calendário eleitoral de 2026.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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