Superlua do Castor atinge pico nesta quarta com brilho intenso e coincide com Táuridas do Sul

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superlua - Stefan Holm/Shutterstock.com

O fenômeno ocorre quando o satélite natural está no perigeu, a cerca de 356.980 quilômetros da Terra, aparecendo até 14% maior e 30% mais luminosa que o habitual.

Essa Lua Cheia coincide com o pico da chuva de meteoros Táuridas do Sul, ativa entre 4 e 5 de novembro, originada de fragmentos do cometa 2P/Encke.

  • A visibilidade abrange todo o território brasileiro a olho nu, preferencialmente após o pôr do sol em locais com pouca poluição luminosa.
  • O brilho lunar pode ofuscar meteoros mais fracos, mas bolas de fogo permanecem detectáveis.
Superlua – m-gucci/ iStock

Origem dos nomes tradicionais

A denominação Lua do Castor remete a tradições indígenas norte-americanas, associada ao período em que os castores constroem represas e estocam alimentos para o inverno no Hemisfério Norte.

Outras culturas adotam termos como Lua da Geada, pelos cree, ou Lua de Escavação, pelos tlingit.

No Hemisfério Sul, o evento mantém o apelido, embora a estação seja oposta.

Essa superlua é a segunda de uma sequência de três em 2025, destacando-se pela proximidade orbital máxima do ano.

Detalhes da chuva Táuridas do Sul

As Táuridas do Sul produzem em média cinco meteoros por hora, mas 2025 registra um ano de enxame, com debris mais denso do cometa Encke.

Esses fragmentos geram fireballs lentos e brilhantes, visíveis em ambos os hemisférios.

O radiante localiza-se na constelação de Touro, favorecendo observações no Hemisfério Norte, mas acessível no Brasil em céus claros.

A sobreposição com as Táuridas do Norte eleva as chances de avistamentos intensos até meados de novembro.

Dicas para observação prática

Escolha áreas afastadas de luzes artificiais e edifícios altos para maximizar a visibilidade.

O melhor período inicia após o crepúsculo e estende até antes do ponto culminante da Lua.

Não são necessários equipamentos especiais, embora binóculos realcem detalhes lunares como crateras.

  • Observe na direção leste após o nascer da Lua, por volta das 17h em grande parte do país.
  • Monitore condições climáticas locais via aplicativos do Inmet.
  • Registre fireballs em redes como a American Meteor Society para contribuições científicas.

Eventos astronômicos complementares

Planetas como Vênus, Marte e Júpiter permanecem visíveis simultaneamente à superlua em noites claras.

O aglomerado das Plêiades forma alinhamento próximo à Lua na noite de 6 de novembro.

Chuvas subsequentes incluem as Táuridas do Norte, com pico em 11 e 12 de novembro.

As Leônidas atingem máxima em 16 e 17 de novembro, com até 15 meteoros por hora em condições ideais.

Características do cometa Encke

O cometa 2P/Encke completa órbita em apenas 3,3 anos, o período mais curto conhecido entre cometas.

Seus debris formam as Táuridas, responsáveis por fireballs históricos em períodos de Halloween.

Em 2025, o encontro com material fresco aumenta a frequência de meteoros brilhantes.

Esses eventos ocorrem anualmente, mas anos de enxame como este amplificam o espetáculo.

Próximas chuvas de meteoros

  • Táuridas do Norte: pico em 11-12 de novembro, média de cinco por hora.
  • Leônidas: máxima em 16-17 de novembro, originadas do cometa Tempel-Tuttle.
  • Geminídeas: auge em 13-14 de dezembro, até 120 meteoros por hora.
  • Úrsidas: pico em 21-22 de dezembro, visíveis no Hemisfério Norte.

A superlua do Castor encerra a série de supermoons de 2025, com a próxima em dezembro marcada como Lua Fria.

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