O Ministério de Minas e Energia anunciou que o horário de verão não será adotado no Brasil em 2025. A medida, suspensa desde 2019, continua sem aplicação devido à baixa efetividade na economia de energia. Estudos do Operador Nacional do Sistema Elétrico indicam que o pico de consumo ocorre às 15h, impulsionado pelo uso de ar-condicionado.
A decisão foi divulgada em outubro de 2025, desmentindo rumores sobre retorno. O governo federal destacou que os reservatórios hidrelétricos estão em níveis favoráveis, garantindo suprimento sem necessidade de ajustes horários.
- Principais pontos da suspensão:
- Mudança no perfil de consumo elétrico desde 2019.
- Neutralidade nos impactos para o sistema elétrico nacional.
- Avaliação permanente pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico.
Motivos técnicos para a não adoção
Alterações nos hábitos de consumo tornaram a medida ineficaz. Antes, o pico ocorria no período noturno, mas agora concentra-se na tarde.
O aumento do uso de refrigeração elevou a demanda vespertina. Lâmpadas LED reduziram o impacto da iluminação artificial.
Estudos do ONS mostram economia inferior a 0,5% no pico. Em 2025, o sistema elétrico opera com robustez.
Histórico da medida no país
Instituído em 1931 por Getúlio Vargas, o horário de verão visava aproveitar luz natural. Aplicado intermitentemente, foi revogado em 2019 por decreto.
Entre 2010 e 2018, gerou economia média de R$ 1,4 bilhão. A abolição ocorreu após análises de neutralidade energética.
Mudanças no consumo energético
Pico de demanda deslocou-se para as 15h devido a aparelhos de ar-condicionado. Geração solar e eólica alterou a matriz elétrica.
Em fevereiro de 2025, registrou-se recorde de 103.785 MW às 14h42. Transição para renováveis reduz necessidade de medidas temporárias.
O Ministério monitora o tema periodicamente.
Avaliações do governo federal
Ministro Alexandre Silveira afirmou segurança energética completa em 2025. Planejamento inclui níveis altos nos reservatórios.
Medida só seria considerada em crises graves de seca. ONS projeta suprimento até fevereiro de 2026.
Repercussões na rotina diária
Brasileiros mantêm fuso horário fixo pelo sexto ano consecutivo. Setores como turismo defendem retorno por dias mais longos.
Sem adiantamento, rotina segue sem alterações bianuais. Discussões sobre saúde e produtividade continuam em debate.
Perspectivas para o setor elétrico
Governo prioriza eficiência de longo prazo com renováveis. Investimentos em transmissão compensam variações sazonais.
Verão de 2025 registrou temperaturas recordes desde 1961. Sistema interligado nacional opera sem riscos imediatos.
O Comitê de Monitoramento realiza reuniões mensais para ajustes.
Dados sobre economia de energia
Antigamente, reduzia até 5% no pico noturno. Atualmente, efeitos são neutros ou negativos em alguns cenários.
Substituição de lâmpadas por LED supera 70% nas residências. Consumo vespertino neutraliza benefícios do adiantamento.
Posição oficial do ministério
Nota da Secretaria de Comunicação Social negou rumores em outubro. Avaliação considera temperatura e iluminação conjuntamente.
Política pública perdeu razão de ser no contexto atual. Monitoramento prossegue para anos seguintes.
O Brasil registra estabilidade no suprimento elétrico.
