Sequência de Avenida Brasil ganha sinal verde na Globo e mira elenco original em 2027
A TV Globo encomendou a continuação de Avenida Brasil ao autor João Emanuel Carneiro, que já iniciou os esboços da trama para exibição no horário das nove. O projeto, tratado como prioridade interna, visa revisitar o universo da novela de 2012, com estreia prevista para 2027, após a trama Quem Ama Cuida, de Walcyr Carrasco. A emissora não definiu a grade completa para o ano, mas fontes indicam que a sequência segue uma estratégia de sucessos revisitados, como Êta Mundo Melhor.
Adriana Esteves e Murilo Benício foram os primeiros confirmados para reviver Carminha e Tufão. A produção busca alinhar agendas do elenco original para manter a essência do folhetim que alcançou 52 pontos de audiência no final.
- Principais retornos esperados: Adriana Esteves como Carminha, vilã central da trama.
- Murilo Benício como Tufão, o marido ingênuo que impulsiona os conflitos.
- Eliane Giardini como Muricy, mãe de Tufão, com participação em cenas iniciais.
A novela original foi exportada para mais de 100 países e registrou picos de 60 pontos em capítulos finais.
Enredo avança anos após o original
A sequência deve se passar cerca de 15 anos depois dos eventos de 2012, explorando desfechos abertos como o destino de Max e novas tensões no bairro fictício do Divino. João Emanuel Carneiro, que aceitou o convite da Globo, equilibra o projeto com outros compromissos, focando em reviravoltas familiares e cotidianas.
O autor, responsável por sucessos como A Favorita, planeja manter o tom de drama e humor que marcou a primeira versão. A trama não será um remake, mas uma extensão direta, com ênfase em evoluções dos personagens principais.
Direção repete parceria de sucesso
Ricardo Waddington foi recontratado para a direção artística, a pedido de Carneiro.
Os dois já colaboraram em A Favorita e na Avenida Brasil original, garantindo locações reais no Rio de Janeiro. Waddington, afastado há dois anos de novelas, retorna para comandar a equipe técnica.
A escolha reforça a aposta em familiaridade, após resultados mistos em remakes como Vale Tudo. A produção prioriza sequências para reconquistar o público do horário nobre.
Situação de Débora Falabella gera expectativa
Débora Falabella, intérprete de Nina, ainda não recebeu convite oficial para a continuação. A atriz, que brilhou como a vingadora Rita/Nina, dedicou-se ao teatro após Terra e Paixão, em 2023, com o monólogo Prima Facie. A peça encerrou em 2025 e retorna em 2026, o que pode influenciar sua agenda.
Ela expressou afeto pelo papel em entrevistas recentes, mas a Globo prioriza negociações com o elenco principal antes de expandir convites. Fãs aguardam o retorno da personagem central na trama de vingança.
A ausência de contato inicial não descarta participação, dependendo do alinhamento de datas.
Estratégia da Globo prioriza continuações
A emissora adota o modelo de sequências para evitar riscos de remakes recentes. Verdades Secretas 2 e No Rancho Fundo serviram de teste, com bom retorno de audiência.
O foco em Avenida Brasil visa repetir o faturamento internacional da original, licenciada para 140 nações.
- Vantagens internas: Redução de custos em desenvolvimento de novas histórias.
- Público-alvo: Nostalgia para faixas etárias variadas, com novos conflitos para gerações atuais.
- Cachês: Elenco principal negocia valores milionários, refletindo o status do projeto.
A programação de 2027 inclui Três Graças antes da sucessora de Quem Ama Cuida.
Bastidores revelam disputas por elenco
Eliane Giardini foi realocada de Quem Ama Cuida para Avenida Brasil 2, gerando ajustes na escalação de Walcyr Carrasco. A atriz confirmou interesse em reviver Muricy, mas negou escalação formal.
Marcos Caruso, como Leleco, aceitou retornar para cenas cômicas. Cauã Reymond e Marcello Novaes estão em análise para papéis secundários.
A Globo planeja reuniões em breve para apresentar a sinopse e fechar contratos.
Impacto cultural persiste após 13 anos
Avenida Brasil continua gerando memes e referências, com bordões como “Oi, oi, oi” em uso diário. O último capítulo parou o país em 2012, com 52 pontos na Grande São Paulo, último recorde do Ibope para novelas da emissora.
A trama abordou temas como vingança e família disfuncional, exportada para mercados globais. A sequência busca capturar esse legado, com enredo adaptado ao público contemporâneo, incluindo dilemas modernos no Divino.
A produção integra uma fase de renovação na teledramaturgia, com investimento em narrativas consolidadas para sustentar o horário nobre.
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