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Tony Ramos revela adaptação diária com cachorro surdo Zeca no É de Casa deste sábado

Tony Ramos
Foto: Tony Ramos - Foto: intagram

Tony Ramos, ator veterano da televisão brasileira, participou do programa É de Casa, da TV Globo, neste sábado (15), e detalhou sua rotina alterada pela adoção de Zeca, um cachorro surdo de nascença. A entrevista ocorreu nos estúdios da emissora no Rio de Janeiro, onde o artista compartilhou experiências pessoais sobre a convivência com o pet, adotado após a morte de sua labradora Mel durante a pandemia de Covid-19. O objetivo da conversa foi destacar a parceria familiar na adaptação, enfatizando gestos e sinais visuais como ferramentas essenciais para a comunicação diária.

A decisão pela adoção veio de uma oferta inesperada da enfermeira da sogra de Tony, que propôs filhotes resgatados. Inicialmente hesitante, o ator e sua esposa, Lidiane, escolheram dois animais: Zeca, de pelagem branca, e Eva, com tons cinza. A surpresa surgiu quando Zeca não respondia a estímulos sonoros, levando a uma consulta veterinária que confirmou a surdez congênita.

  • Zeca foi batizado em homenagem a um amigo falecido do casal.
  • Eva, a companheira de Zeca, reage normalmente a comandos verbais.
  • A adoção ocorreu em 2021, marcando o retorno gradual à normalidade pós-pandemia.

Essa dinâmica inicial exigiu ajustes rápidos na casa, transformando hábitos simples em exercícios de paciência e observação.

Início da convivência com Zeca

Lidiane assumiu a liderança nas pesquisas sobre treinamento para cães surdos, consultando materiais online e profissionais especializados. Ela desenvolveu uma série de gestos manuais básicos, como apontar para a tigela de comida ou acenar com a mão para chamar atenção. Tony elogiou a iniciativa da esposa, notando que os sinais se tornaram intuitivos após poucas semanas de prática consistente.

O ator descreveu os primeiros dias como um período de descoberta mútua, onde Zeca explorava o ambiente sem alertas auditivos, dependendo de vibrações e movimentos visuais para orientação.

Técnicas de comunicação visual

A adaptação incluiu o uso de luzes e toques suaves para alertar Zeca sobre presenças ou perigos, especialmente à noite. Lidiane explicou que o cão aprendeu a associar padrões de piscar de lanternas a horários de passeio, acelerando o processo de integração familiar.

Tony destacou a importância de recompensas visuais, como treats visíveis, para reforçar comportamentos positivos, uma abordagem recomendada por adestradores para pets com deficiências auditivas.

  • Sinais para “sentar” envolvem palma da mão erguida.
  • Para “vir aqui”, um aceno circular com o braço.
  • Comida é indicada por bater palmas leves, criando vibrações no chão.

Esses métodos não só facilitaram comandos, mas também fortaleceram o laço emocional entre o pet e os donos.

Vínculo afetivo fortalecido

Ao retornar do trabalho, Tony é recebido por Zeca com toques insistentes nas pernas, um gesto que o ator interpreta como demonstração de afeto imediato. Essa recepção diária contrasta com a ausência de latidos, mas compensa com proximidade física constante, alterando o ritmo da casa para um mais calmo e atento.

Lidiane e Tony dividem tarefas, com ela focando no treinamento matutino e ele nas brincadeiras vespertinas, criando uma rotina equilibrada que beneficia todos os membros da família, incluindo Eva.

O casal nota que Zeca se tornou mais observador, respondendo a expressões faciais sutis, o que enriquece as interações cotidianas.

Experiências de outros tutores de cães surdos

Muitos donos relatam desafios iniciais semelhantes, mas enfatizam benefícios como maior tranquilidade residencial. Associações veterinárias indicam que cerca de 10% dos cães idosos desenvolvem surdez parcial, embora casos congênitos como o de Zeca sejam menos comuns, afetando principalmente raças de pelagem branca devido a fatores genéticos.

Treinadores profissionais sugerem ambientes seguros, com cercas visíveis e rotas de passeio previsíveis, para evitar acidentes.

Uma pesquisa recente de clínicas veterinárias mostra que 70% dos tutores adaptam-se totalmente em três meses, usando apps de vídeo para monitorar respostas.

Papel da família na adaptação

Tony Ramos, casado com Lidiane há mais de 50 anos, credita à parceria do casal o sucesso na criação de Zeca. A experiência reforçou a colaboração diária, com discussões sobre novas técnicas surgindo naturalmente durante refeições.

Eva, a outra cadela, atua como “guia” informal, imitando ações que Zeca observa e replica, acelerando seu aprendizado social.

O ator mencionou que o pet participa de momentos familiares, como assistir televisão, posicionando-se perto da tela para captar vibrações sonoras.

Essa inclusão plena demonstra como pequenas mudanças podem ampliar o bem-estar animal.

Dicas práticas para comunicação

Adestradores recomendam começar com sinais simples e consistentes, evitando sobrecarga de comandos no início. Para alertas noturnos, interruptores de luz ou vibrações em coleiras são opções acessíveis.

Tony aconselha paciência, observando que Zeca agora antecipa rotinas, como horários de alimentação, baseando-se em padrões visuais diários.

  • Use cores contrastantes em brinquedos para visibilidade.
  • Integre toques gentis para associações positivas.
  • Consulte veterinários para exames regulares de saúde ocular.

Essas estratégias, validadas por especialistas, garantem uma vida ativa e feliz para o pet.