O meia Oscar, do São Paulo, foi internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, após sofrer uma síncope vasovagal durante um treino no CT da Barra Funda, na última quinta-feira (13). A condição, que provoca desmaios por queda súbita da pressão arterial e dos batimentos cardíacos, foi confirmada pelo clube após exames cardiológicos de rotina. O jogador desmaiou durante um teste de esforço em bicicleta ergométrica e foi levado consciente ao hospital. Ele permanece estável, sob cuidados em unidade cardiológica, e passará por um estudo eletrofisiológico nesta sexta-feira (14).
A síncope vasovagal ocorre devido a uma ativação inadequada do nervo vago, causando dilatação dos vasos sanguíneos e redução do fluxo de sangue ao cérebro. O problema é responsável por até 5% dos atendimentos de emergência, segundo estudos médicos. Oscar apresentou sintomas como tontura e palidez antes do desmaio.
- Principais gatilhos da condição: esforço físico intenso, desidratação, estresse emocional e ambientes quentes.
- Medidas preventivas: hidratação, evitar longos períodos em pé e sentar ao perceber sintomas iniciais.
O São Paulo acompanha a evolução do quadro e não divulgou previsão de alta.
Diagnóstico e sintomas
A síncope vasovagal é caracterizada por sintomas como fraqueza, náuseas, calor e visão escurecida antes do desmaio. A recuperação é rápida, geralmente em menos de dois minutos, conforme o fluxo sanguíneo cerebral se normaliza.
No caso de Oscar, o desmaio ocorreu em um ambiente controlado, permitindo atendimento imediato. Especialistas destacam que a condição não é grave na maioria dos casos, mas exige monitoramento.
Causas e gatilhos
A ativação inadequada do nervo vago pode ser desencadeada por fatores como desidratação ou esforço físico. Estudos apontam que 1% a 6% das internações hospitalares estão ligadas à síncope.
Pacientes com predisposição genética podem ter episódios frequentes. Ambientes quentes e abafados também aumentam o risco.
Certos estímulos, como coleta de sangue, são gatilhos comuns em pessoas suscetíveis. Medidas como hidratação intensa ajudam a minimizar os riscos.
Cuidados para evitar crises
Manter o corpo hidratado é essencial para prevenir novos episódios. Aumentar a ingestão de sal, quando não há contraindicações, também é recomendado.
Outras estratégias incluem evitar locais abafados e realizar exercícios que melhorem a circulação. Movimentos como contrair as panturrilhas durante sintomas iniciais elevam a pressão arterial.
Adaptações na rotina, como dormir com a cabeça elevada, podem reduzir a frequência das crises. Em casos raros, medicamentos ou marcapassos são indicados.
Casos graves exigem avaliação cardiológica detalhada para descartar outras condições.
Diferenças com outras condições
A síncope vasovagal se distingue de doenças como epilepsia, na qual o paciente fica atordoado após a crise. Na labirintite, predomina o desequilíbrio, não o desmaio.
A rápida recuperação é um indicativo claro da síncope vasovagal. Exames como o estudo eletrofisiológico, que Oscar realizará, ajudam a confirmar o diagnóstico.
Monitoramento de Oscar
O São Paulo informou que o jogador está clinicamente estável e segue em observação. O estudo eletrofisiológico avaliará possíveis alterações no sistema cardíaco.
O clube não detalhou o impacto da condição na pré-temporada do atleta, mas reforçou que ele recebe atendimento especializado. A expectativa é que os exames esclareçam a gravidade do quadro.
Prevenção no esporte
Atletas como Oscar podem adotar medidas preventivas para minimizar riscos. Hidratação rigorosa e monitoramento durante treinos intensos são práticas comuns.
Clubes investem em exames cardiológicos na pré-temporada para identificar problemas precocemente. A rápida intervenção no caso de Oscar demonstra a importância dessas avaliações.
