Astrônomo Avi Loeb alerta para possível manobra de Oberth do objeto 3I/ATLAS em outubro

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Brilho 3I/atlas Foto: Brilho 3I/atlas - AstronomyVibes

O astrofísico Avi Loeb, de Harvard, propôs que o objeto interestelar 3I/ATLAS execute uma manobra de Oberth durante sua passagem pelo periélio em 29 de outubro de 2025. Essa técnica usa a gravidade solar para acelerar naves espaciais. O evento ocorre quando o objeto fica oculto pela conjunção solar, iniciada em 21 de outubro.

Loeb classifica a hipótese como um evento de “cisne negro”, com baixa probabilidade, mas implicações significativas. A manobra ocorreria a 203 milhões de quilômetros do Sol. Observações terrestres param por oito dias nesse período.

O 3I/ATLAS, descoberto em 1º de julho de 2025, segue trajetória hiperbólica. Sua velocidade excede 30 km/s. Especialistas monitoram para detectar desvios gravitacionais.

  • Composição rica em níquel, incomum em cometas locais.
  • Jato solar apontado para o Sol, visto em julho e agosto.
  • Alinhamento com plano eclíptico em apenas 5 graus.
  • Perda de massa de 2 milhões de toneladas até outubro.

Anomalias detectadas no 3I/ATLAS

O objeto exibe oito características que o colocam no nível 4 da escala Loeb para origens tecnológicas. Essa pontuação reflete desvios de padrões cométicos conhecidos. A polarização negativa forte indica superfície metálica possível.

Trajetória e ocultação solar

Em 21 de outubro de 2025, o 3I/ATLAS alinhou-se diretamente atrás do Sol em relação à Terra. Telescópios ópticos perdem visibilidade nesse momento. A conjunção dura até o periélio.

Essa posição favorece ações não observáveis de solo. Loeb menciona liberação de mini-sondas como opção. A rede internacional de alerta de asteroides coordena monitoramento.

Dados astrométricos confirmam aceleração não gravitacional de 5,9 x 10^{-5} UA/dia². Isso sugere ejeção de material. O objeto aproxima-se da Terra em 19 de dezembro de 2025. Observações pós-periélio revelarão mudanças.

Explicações naturais em debate

Modelos de Loeb e Eric Keto atribuem o jato solar à sublimação de gelo. Diferentes tipos de gelo vaporizam em velocidades variadas. Isso explica a cauda anti-solar inicial.

A NASA classifica o 3I/ATLAS como cometa interestelar natural. Imagens do Telescópio Óptico Nórdico mostram cauda clássica em setembro.

Perda de massa totaliza 13% da estrutura estimada em 33 bilhões de toneladas. Fração baixa de água reforça origem extrassolar. Cientistas como Jason Wright questionam estatísticas de Loeb. Desvios ocorrem em cometas de outros sistemas.

Energia disponível no periélio

O 3I/ATLAS recebe mais de 33 gigawatts de radiação solar no ponto mais próximo. Essa quantidade equivale a um terço da produção nuclear dos EUA.

Se artificial, a energia alimentaria sistemas avançados. A manobra de Oberth maximiza ganho cinético no pico de velocidade orbital.

Impulso na direção da velocidade aumenta eficiência. Reverso permitiria desaceleração para órbita solar. Estudos em arXiv exploram interceptação de Júpiter pós-periélio. Aceleração observada sugere trajetória ajustada.

Monitoramento global intensificado

A Rede Internacional de Alerta de Asteroides emitiu nota editorial em outubro. O Centro de Planetas Menores coordena dados. Telescópios em ilhas Canárias capturaram imagens de alta resolução. Elas confirmam evolução da coma gasosa.

Loeb recomenda buscas por atividade incomum em novembro e dezembro. Novos objetos derivados seriam sinal claro. A composição de ligas industriais aparece em análises espectrais. Níquel vaporiza a -200°C, fenômeno inédito.

Hipótese de sonda-mãe

Loeb estima 40% de chance de origem artificial com base em anomalias acumuladas. A estrutura resiste à passagem solar intacta. Mini-sondas poderiam ser lançadas para planetas internos. Trajetória original leva à saída do Sistema Solar.

A coincidência com sinal “Wow!” direcional adiciona especulação. Probabilidade de 0,2% para alinhamento eclíptico. Especialistas mantêm ceticismo, mas testes ácidos ocorrem pós-ocultação. Desvios confirmariam tecnologia.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

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