O Palmeiras mantém vivo um dos hinos mais tradicionais do futebol brasileiro, cantado por gerações de torcedores em todos os jogos no Allianz Parque. A música oficial, composta em 1949, continua sendo executada antes das partidas e em momentos de celebração. A torcida organizada complementa o hino com diversos cânticos que criam atmosfera única no estádio.
A letra completa é entoada em uníssono pelos mais de 40 mil alviverdes presentes, reforçando a identidade do clube. Além do hino oficial, cânticos como “Avanti Palestra” e “Verde que te quero verde” fazem parte do repertório fixo.
Hino oficial do Palmeiras
A versão atual do hino, adotada desde 1949, foi composta por Gennaro Trindade (letra) e música de Carlos de Campos Telles e Antonio Sergi.
A letra completa é a seguinte:
Quando surge o alviverde imponente No campo de jogo em que a luta se trava Em posição de combate aguerrida O Palmeiras se apresenta altivo e gentil
É o Palmeiras, o clube mais querido Dos campos e das grandes multidões Com seu nome escrito na história E no peito de seus torcedores fiéis
Palmeiras, Palmeiras Glória dos esportes nacionais Vives no peito do povo E és o orgulho do Brasil
Teu passado é uma epopeia De glórias sem fim Teu presente é vitória Teu futuro é ser campeão outra vez
O hino é tocado integralmente antes do apito inicial em todos os jogos no Allianz Parque e também após vitórias importantes.
Principais cânticos da torcida
A torcida do Palmeiras possui dezenas de cânticos que variam conforme o momento do jogo.
- “Sou Palmeiras até morrer, eu sou Palmeiras até morrer” – cantado em sequência longa durante todo o segundo tempo
- “Vamos, vamos, Palestra, vamos ser campeão” – usado em fases decisivas de campeonatos
- “Ei, ei, ei, o Palmeiras é o time da virada, o Palmeiras é o time do amor” – entoado após gols sofridos e viradas históricas
- “Verde que te quero verde, é a cor que eu defendo com orgulho” – referência direta ao uniforme e apelido do clube
- “Movimento verde e branco, ninguém pode parar” – grito de guerra da principal organizada
Esses cânticos são repetidos em bloco pela torcida uniformizada e acompanhados por bateria e sinalizadores autorizados.
Cânticos específicos para o início do jogo
Antes do pontapé inicial, o estádio inteiro participa de uma sequência fixa.
A torcida canta primeiro o hino oficial completo. Em seguida, inicia o cântico “Avanti Palestra”, criado na época do nome Palestra Italia.
A letra mais conhecida é:
Avanti Palestra, avanti Palestra Avanti para vencer Palestra Italia, Palestra Italia Ninguém pode te deter
O cântico é repetido três vezes consecutivas e marca a entrada dos jogadores em campo.
Ritmo durante os 90 minutos
Durante a partida, o repertório muda conforme o desempenho do time.
Quando o Palmeiras pressiona, a torcida canta “Bota pra descer, bota pra descer, essa porrinha tem que descer”. Em caso de empate ou placar adverso, entra o “Eu nunca vi perder, eu nunca vi perder, o Palmeiras não pode perder”.
Nos minutos finais de jogos equilibrados, o estádio inteiro entoa “90 minutos de pura emoção, Palmeiras é o meu campeão”.
Cânticos em decisões e clássicos
Em mata-matas e clássicos, surgem versões específicas.
Contra o Corinthians, o cântico mais comum é “Domingo eu vou ao Maracanã, vou torcer pro time que é campeão”. Contra o São Paulo, prevalece “O São Paulo tem mundial? Tem não, tem não!”.
Em finais de Libertadores, a torcida adapta “Ole ole ole, Porco, Porco” em ritmo mais lento e com palmas sincronizadas.
Tradição mantida pelas novas gerações
O Allianz Parque registrou em 2025 média de 38 mil torcedores cantando em uníssono nos jogos do Paulista e Brasileirão.
As arquibancadas continuam transmitindo oralmente as letras completas do hino e dos cânticos principais para crianças e novos sócios-torcedores. A diretoria mantém a tradição de executar o hino oficial em volume alto antes de cada partida, garantindo que a música permaneça parte essencial da experiência palestrina.
