INSS convoca aposentados para biometria em 2025 com prazo final para evitar suspensão de benefícios

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INSS Foto: INSS - Foto: Gov.br

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estabeleceu um novo cronograma para o cadastramento biométrico obrigatório em 2025, convocando aposentados, pensionistas e recebedores do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a validarem seus dados. A medida é parte de um esforço contínuo para modernizar o sistema e aumentar a segurança contra fraudes nos pagamentos de benefícios.

Biometria
Biometria – Foto: vchal/istock

O procedimento de validação poderá ser realizado tanto por canais digitais, como aplicativos oficiais, quanto presencialmente em agências bancárias conveniadas e unidades do INSS. A não regularização dentro do período estipulado pode resultar na suspensão temporária dos pagamentos mensais até que a pendência seja resolvida.

Com a biometria, o órgão governamental busca garantir que os recursos sejam pagos exclusivamente aos titulares legítimos, utilizando tecnologia de reconhecimento facial e digital para confirmar a identidade de forma automática e segura, o que dificulta a ação de criminosos e o desvio de verbas públicas.

Entenda a obrigatoriedade da validação biométrica

A exigência da biometria é uma ferramenta estratégica do INSS para combater fraudes estruturadas, que frequentemente utilizam documentos falsificados ou exploram a identidade de beneficiários já falecidos para realizar saques indevidos. Ao vincular o benefício a uma identificação biométrica única e intransferível, o sistema cria uma barreira robusta contra esse tipo de crime, assegurando a integridade dos fundos da Previdência Social e a correta aplicação dos recursos destinados aos cidadãos.

Essa iniciativa faz parte de um amplo projeto de digitalização dos serviços públicos federais, que visa não apenas aumentar a segurança, mas também simplificar a vida dos beneficiários. A autenticação biométrica elimina gradualmente a necessidade de senhas complexas e comparecimentos presenciais para procedimentos de rotina, como a prova de vida, tornando o acesso a serviços e informações mais ágil, direto e conveniente para milhões de brasileiros, especialmente aqueles com mobilidade reduzida.

Integração com outras bases de dados do governo

Um dos avanços mais significativos do sistema é a integração da base de dados do INSS com outros registros governamentais. A verificação biométrica é cruzada automaticamente com as informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Na prática, isso dispensa milhões de beneficiários da necessidade de realizar um novo cadastro. Se o cidadão já possui sua biometria registrada para votar ou para emitir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o sistema do INSS pode utilizar esses dados para validar a prova de vida de forma automática.

Essa interoperabilidade entre os sistemas públicos otimiza o processo e reduz a demanda por atendimento presencial, focando a convocação em quem ainda não possui registro em nenhuma das bases de dados integradas ou em casos que apresentam alguma inconsistência cadastral.

Quem precisa realizar o procedimento em 2025

A convocação para o cadastramento biométrico em 2025 será direcionada a grupos específicos, sendo fundamental que cada cidadão verifique sua situação nos canais oficiais para não perder o prazo.

A notificação será realizada por meio do aplicativo Meu INSS, por extratos de pagamento ou por correspondência.

Devem ficar atentos e realizar o procedimento os seguintes grupos:

  • Aposentados e pensionistas que receberem notificação direta do INSS para regularização.
  • Beneficiários do BPC que forem expressamente convocados.
  • Representantes legais, como tutores, curadores ou procuradores, que administram benefícios de terceiros.
  • Cidadãos que não possuem biometria cadastrada em nenhuma base de dados do governo (TSE ou Senatran).

Canais disponíveis para o cadastramento

O INSS oferece duas modalidades principais para a realização do cadastramento biométrico, buscando atender a diferentes perfis de beneficiários. A forma mais recomendada e prática é a digital, por meio do reconhecimento facial nos aplicativos Gov.br e Meu INSS, disponíveis para smartphones. Para isso, o usuário deve acessar sua conta com CPF e senha, buscar a opção de prova de vida ou validação biométrica e seguir as instruções na tela. O sistema pedirá que a pessoa posicione o rosto em frente à câmera e realize alguns movimentos, como sorrir ou piscar, para confirmar sua identidade em tempo real, comparando a imagem capturada com as fotos existentes nos bancos de dados oficiais. Para quem encontrar dificuldades com a tecnologia ou preferir o atendimento humano, a opção presencial continua disponível. Neste caso, o beneficiário deve se dirigir à agência bancária onde recebe o pagamento ou a uma agência da Previdência Social, portando um documento de identificação com foto, como RG ou CNH. No local, um funcionário habilitado fará a coleta das digitais e o registro facial, garantindo que o cadastro seja concluído corretamente no sistema.

O risco de suspensão do benefício após o prazo

O INSS esclarece que a suspensão do pagamento não será automática para todos no dia seguinte ao término do prazo. No entanto, os beneficiários que foram notificados individualmente e não regularizarem a situação ficam sujeitos à interrupção temporária do repasse dos valores. A reativação do benefício ocorrerá somente após a conclusão do procedimento de validação biométrica.

Para evitar problemas, é crucial que os cidadãos utilizem exclusivamente os canais oficiais para obter informações: o aplicativo Meu INSS, o portal Gov.br e a Central de Atendimento pelo telefone 135. O órgão reforça que não entra em contato por meio de aplicativos de mensagens nem solicita dados pessoais, senhas ou informações bancárias por telefone ou e-mail.

Medida reforça a segurança e moderniza o sistema

A implementação definitiva da biometria como ferramenta de validação representa um marco na modernização da gestão previdenciária, alinhando o Brasil a padrões internacionais de segurança e eficiência, além de proteger os recursos públicos e simplificar a relação do cidadão com o Estado.

O que fazer em caso de dificuldade no acesso digital

Beneficiários que não possuem acesso à internet, têm dificuldades com o uso de smartphones ou apresentam alguma condição que impeça o reconhecimento facial devem buscar o atendimento presencial.

É recomendado agendar o atendimento em uma agência do INSS por meio da Central 135 para evitar longas esperas e garantir que um servidor possa auxiliar no procedimento de forma adequada.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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