Nasa divulga fotos inéditas de cometa interestelar 3I/Atlas em aproximação à Terra em dezembro

3I/ATLAS

3I/ATLAS - Reprodução

O cometa interestelar 3I/Atlas, descoberto em julho de 2025 pelo telescópio Atlas no Chile, segue uma órbita hiperbólica que o leva para fora do Sistema Solar após sua passagem.

Essa trajetória o aproxima do Sol em 30 de outubro, a 1,4 unidade astronômica de distância, e da Terra em 19 de dezembro, a 1,8 unidade astronômica, sem risco de colisão.

Cientistas da Nasa coordenam observações com agências internacionais para mapear sua composição e velocidade de 125 mil milhas por hora.

  • Descoberta inicial em 1º de julho de 2025, com observações pré-descoberta de junho.
  • Idade estimada em sete bilhões de anos, originário do disco espesso da Via Láctea.
  • Massa aproximada de 33 bilhões de toneladas, coberto por gelo que forma coma e cauda.

A proximidade com Marte em 3 de outubro permitiu imagens detalhadas de orbitadores, revelando grãos de poeira micrométricos.

Características físicas reveladas em detalhes

A composição do 3I/Atlas inclui compostos orgânicos irradiados, como tolinas, que conferem cor avermelhada à coma.

Sua coma expandiu de 13 mil quilômetros em junho para 18 mil em julho, indicando liberação de poeira e gases.

O núcleo gelado gera uma cauda de mais de 600 mil milhas, com comportamento atípico ao apontar para o Sol em vez de afastar-se.

3IATLAS – Nasa – Foto Nasa

Observações iniciais e anomalias detectadas

Telescópios terrestres capturaram o objeto em forma cônica com brilho esverdeado, confirmando sua natureza cometária.

Dados da Nasa indicam que o cometa não altera sua rota de forma irregular, contrariando especulações iniciais.

Campanha de monitoramento internacional

A Rede Internacional de Alerta de Asteroides coordena rastreamento de 27 de novembro a 27 de janeiro de 2026.

Imagens capturadas por missões espaciais

O Telescópio Espacial Hubble registrou o 3I/Atlas em 21 de julho, a 277 milhões de milhas da Terra, mostrando casulo de poeira em forma de gota.

A missão Lucy, a caminho dos asteroides troianos de Júpiter, empilhou fotos de 16 de setembro, a 240 milhões de milhas, revelando o núcleo como ponto fraco.

A missão Psyche obteve quatro observações em 8 e 9 de setembro, a 33 milhões de milhas, detectando coma inicial.

O Orbitador de Reconhecimento de Marte capturou imagens em outubro, a 90 milhões de milhas, exibindo bola difusa de poeira e gelo.

Anomalias e teorias científicas

O cometa exibe cauda invertida e mudanças de cor azulada perto do Sol, atribuídas a liberação de hidrogênio e poeira fina.

Pesquisadores notam 12 irregularidades, como rota íngreme pela galáxia, mas confirmam conformidade com leis gravitacionais.

Exercício de defesa planetária em ação

A ONU ativa protocolos de defesa com simulações de desvio, usando radares, satélites e aprendizado de máquina para testes em 29 de dezembro.

Agências como Esa e Jaxa integram o esforço, validando sistemas automáticos de detecção e interceptação.

Contribuições de observadores amadores

Astrônomos amadores em Canadá, Japão, Espanha e Chile forneceram snaps nítidos, como a imagem de Paul Craggs em 21 de novembro, superando fotos iniciais da Nasa em definição.

Essas contribuições complementam dados profissionais, ampliando o catálogo de imagens para análise espectroscópica.

O professor Avi Loeb, de Harvard, registrou fotos em 22 e 24 de novembro, destacando coma brilhante e cauda estreita.

Futuro do cometa após periélio

Após o periélio, o 3I/Atlas passa por Vênus em 3 de novembro a 0,65 unidade astronômica e por Júpiter em 16 de março de 2026 a 0,358 unidade astronômica.

Observações prosseguem com missões como PUNCH, que combinou imagens de setembro a outubro mostrando alongamento da cauda a 231-235 milhões de milhas da Terra.

O instrumento ultravioleta da Maven, em órbita de Marte, mapeou átomos de hidrogênio ao redor do cometa em 9 de outubro.

Avanços em detecção de objetos interestelares

O terceiro visitante interestelar reforça a importância de redes como Atlas para alertas precoces.

Dados do 3I/Atlas aprimoram modelos de defesa, simulando respostas a ameaças reais sem pânico público.

A observabilidade prolongada permite estudos de poeira interestelar, comparável a 2I/Borisov, para entender formação galáctica.

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