Forbes divulga anualmente o ranking das 100 Mulheres Mais Poderosas do Mundo, e a edição de 2025, publicada em 10 de dezembro em Nova York, Estados Unidos, destaca líderes que gerenciam US$ 37 trilhões em poder econômico e impactam mais de 1 bilhão de pessoas. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, ocupa o primeiro lugar pela influência em políticas de defesa e energia na Europa. Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil, surge como a única brasileira na 18ª posição, supervisionando financiamentos para a agricultura e exportações na América Latina. A seleção considera métricas como dinheiro, mídia, impacto e esferas de influência, em um ano marcado por desafios econômicos globais.
A lista reflete decisões que definem trajetórias em inteligência artificial, cadeias de suprimentos e instituições financeiras. Líderes políticas como Sanae Takaichi, primeira-ministra do Japão desde outubro, e Christine Lagarde, do Banco Central Europeu, priorizam segurança de semicondutores e estabilidade monetária. Executivas de tecnologia controlam investimentos bilionários em infraestrutura de IA, enquanto nomes do entretenimento convertem influência cultural em valor econômico.
- Ursula von der Leyen (1º): Gerencia coesão europeia em crises energéticas.
- Christine Lagarde (2º): Define políticas monetárias para 20 países da zona do euro.
- Sanae Takaichi (3º): Lidera economia japonesa de US$ 4,2 trilhões.
Essas mulheres ocupam pontos de inflexão geopolítica, com apenas três das 25 maiores economias mundiais sob comando feminino.
A tecnologia impulsiona o ranking com investimentos anuais de mais de US$ 400 bilhões em infraestrutura de IA por empresas do S&P 500. Lisa Su, CEO da AMD na 10ª posição, gerencia gargalos de semicondutores essenciais para o ecossistema global de inteligência artificial. Suas escolhas afetam o suprimento de chips para líderes como Nvidia e Google, garantindo conformidade com demandas de investidores e governos.
Ruth Porat, presidente e diretora financeira da Alphabet em 12º lugar, aloca bilhões para data centers e pesquisa em IA, supervisionando o Google em meio a regulamentações antitruste. Daniela Amodei, cofundadora da Anthropic em 73º, alcançou status de bilionária com a empresa avaliada em US$ 18,3 bilhões, focando em modelos de IA seguros. Sarah Friar, CFO da OpenAI em 50º, gerencia fluxos de capital que aceleram inovações em chatbots e ferramentas generativas.
Executivas financeiras como Colette Kress da Nvidia em 37º e Amy Hood da Microsoft em 16º controlam mais de US$ 8 trilhões em valor de mercado combinado das “Sete Magníficas” de tecnologia.
Líderes políticas moldam o cenário global
Sanae Takaichi assumiu o cargo de primeira-ministra do Japão em outubro de 2025, tornando-se a primeira mulher no posto e gerenciando uma economia de US$ 4,2 trilhões. Suas prioridades incluem realinhamento de defesa e resposta à pressão demográfica, influenciando a manufatura asiática e fluxos de comércio.
Ursula von der Leyen, em Bruxelas, na Bélgica, lidera a Comissão Europeia desde 2019 e foca em energia renovável e defesa coletiva, navegando crises que afetam 450 milhões de cidadãos. Christine Lagarde, em Frankfurt, na Alemanha, preside o Banco Central Europeu e ajusta taxas de juros para conter inflação, impactando exportações e investimentos na região.
Claudia Sheinbaum, presidente do México desde outubro de 2024, ocupa o 5º lugar e atrai investimentos em nearshoring, transformando o país em hub manufatureiro para a América do Norte. Netumbo Nandi-Ndaitwah, primeira-ministra da Namíbia em 79º, gerencia recursos de minerais raros essenciais para baterias de veículos elétricos.
Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália em 4º, equilibra políticas de imigração e crescimento econômico em Roma.
Executivas financeiras controlam o capital
Jane Fraser, CEO do Citi em 8º lugar, base em Nova York, Estados Unidos, reestruturou o banco durante volatilidade global, supervisionando US$ 2,4 trilhões em ativos. Suas decisões em empréstimos corporativos afetam cadeias de suprimentos internacionais.
Tan Su Shan, nova CEO do DBS em Singapura desde março de 2025, em 29º lugar, dirige o maior banco do Sudeste Asiático com US$ 637 bilhões em ativos, facilitando crédito para crescimento regional em comércio e tecnologia. Tarciana Medeiros, em Brasília, Brasil, na 18ª posição, financia 30% da produção agrícola nacional, com parcerias como US$ 250 milhões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento para energia renovável em 2023.
Abigail Johnson, CEO da Fidelity Investments em 9º, gerencia US$ 13,7 trilhões em ativos sob administração, influenciando aposentadorias e investimentos em Boston, Estados Unidos.
Essas líderes determinam fluxos de capital que sustentam ou freiam economias emergentes.
Destaques em negócios e indústria
Mary Barra, CEO da General Motors em 7º lugar, em Detroit, Estados Unidos, acelera transição para veículos elétricos, com investimentos de US$ 35 bilhões até 2025. Julie Sweet, CEO da Accenture em 6º, integra IA em operações de 7.000 clientes globais, gerando US$ 64 bilhões em receita anual.
Gwynne Shotwell, presidente da SpaceX em 20º, em Hawthorne, Califórnia, Estados Unidos, implantou o 3.000º satélite Starlink até dezembro de 2025, expandindo conectividade global e defesa espacial. Sua participação acionária a coloca entre bilionárias, com foco em missões reutilizáveis.
No setor automotivo, Barra colabora com fornecedores para baterias de lítio, enquanto Sweet otimiza consultorias em cibersegurança.
Influência cultural gera valor econômico
Kim Kardashian, em 71º lugar, Los Angeles, Estados Unidos, captou US$ 225 milhões para a Skims em 2025, avaliada em US$ 5 bilhões, e lançou a NikeSKIMS com a Nike. Seus 350 milhões de seguidores impulsionam vendas em moda inclusiva.
Taylor Swift, em 21º, Nashville, Estados Unidos, influencia mercados musicais com turnês que geraram US$ 2 bilhões em 2023-2024, e filantropia em educação. Oprah Winfrey, em 30º, Chicago, Estados Unidos, mantém império midiático com US$ 3 bilhões em patrimônio, focando em narrativas sociais.
As Guerreiras do KPop, em 100º como grupo da Netflix, dominam streaming com animação que transcende fronteiras, engajando fãs em 190 países. MacKenzie Scott, filantropa em 11º, doou mais de US$ 700 milhões a universidades negras nos EUA.
Essas figuras convertem audiências em marcas globais, com Swift liderando entre artistas.
A única brasileira no topo
Tarciana Medeiros assumiu a presidência do Banco do Brasil em janeiro de 2023, primeira mulher em 215 anos de história da instituição. Na 18ª posição global, ela supervisiona US$ 600 bilhões em ativos e financia projetos sustentáveis, como agricultura de baixo carbono que representa 25% das exportações brasileiras.
Medeiros integrou a lista pela terceira vez consecutiva, destacando-se por discursos na ONU sobre inclusão financeira em 2023. Sob sua gestão, o banco expandiu empréstimos para energias renováveis em 15% em 2024, alinhando-se a metas globais de emissões zero. Sua trajetória inclui 30 anos na instituição, com foco em inovação digital que atende 50 milhões de clientes.
A executiva paraibana influencia políticas latino-americanas, colaborando em fóruns como o G20 para equidade de gênero em finanças.
A lista Forbes de 2025 inclui 17 novatas e abrange 17 países, com ênfase em resiliência frente a perdas de empregos femininos comparáveis à pandemia e hostilidades online. Mulheres em posições chave gerenciam ecossistemas de IA, comércio e cultura, mas representam apenas 10% dos CEOs das maiores empresas globais. O ranking, compilado por métricas quantitativas, projeta tendências para 2026, como maior integração de IA em governos. Ngozi Okonjo-Iweala, diretora da OMC em 92º, e Mia Mottley, premiê de Barbados em 99º, exemplificam impacto em comércio e clima. Essas líderes, de 35 a 82 anos, definem agendas que afetam bilhões, com Taylor Swift como a mais jovem individual em 21º.

