Terremoto de magnitude 7,8 atinge costa de Mindanao nas Filipinas e provoca pelo menos 32 mortes

Terremoto Filipinas -Visual Force/ Istockphoto.com

Terremoto Filipinas -Visual Force/ Istockphoto.com

Um terremoto de magnitude 7,8 sacudiu o sul das Filipinas na manhã desta segunda-feira. O epicentro ficou offshore, a cerca de 20 quilômetros da província de Sarangani, em Mindanao. O tremor ocorreu por volta das 7h37 no horário local e durou cerca de 30 segundos. Equipes de resgate trabalham em meio a deslizamentos e edifícios colapsados. O governo filipino mobilizou apoio federal para as áreas mais afetadas.

O abalo causou pânico imediato em General Santos e outras cidades próximas. Várias construções vieram abaixo. Autoridades confirmaram pelo menos 32 óbitos até o momento, com mais de 200 feridos. A maioria das vítimas morreu por queda de escombros ou deslizamentos de terra. Equipes buscam ainda cerca de duas dúzias de desaparecidos.

Tremor derruba estruturas em General Santos

O impacto foi mais forte em General Santos, cidade com cerca de 700 mil habitantes. Um prédio de três andares que abrigava uma unidade do Jollibee desabou. Vídeos mostram pedestres correndo enquanto poeira tomava as ruas. Outros estabelecimentos comerciais, uma universidade e um shopping também sofreram danos.

Hospitais enfrentaram problemas. Partes do St. Elizabeth Hospital precisaram ser evacuadas por rachaduras. Pacientes e funcionários foram transferidos para áreas externas. Escolas também registraram incidentes. O tremor aconteceu no primeiro dia letivo do ano. Milhões de estudantes sentiram o chão tremer. Algumas salas de aula ficaram comprometidas.

  • Vários prédios comerciais colapsaram em General Santos
  • Uma ponte cedeu na província de South Cotabato
  • Deslizamento em Glan matou ao menos 13 pessoas
  • Linhas de transmissão de energia foram danificadas em várias regiões
  • Aeroporto de General Santos suspendeu operações temporariamente para inspeção

O tremor atingiu intensidade VIII na escala local em algumas áreas de Sarangani. Isso significa danos graves em construções. Tremores foram sentidos até em partes de Leyte, bem mais ao norte.

Alertas de tsunami ativados em vários países

Autoridades emitiram avisos de tsunami logo após o abalo. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico indicou possibilidade de ondas de até três metros em trechos da costa filipina. Ondas menores foram esperadas na Indonésia, Palau e outras ilhas.

Na Indonésia, um tsunami de 75 centímetros foi registrado nas Ilhas Sanjaya, em Sulawesi do Norte. Ondas menores, entre 17 e 46 centímetros, apareceram em outros pontos como Davao, nas Filipinas, e Bitung. No Japão, ondas de até 30 centímetros chegaram a portos como Miyazaki. Os alertas foram suspensos após algumas horas sem danos maiores.

Moradores de áreas costeiras em Sarangani, Sultan Kudarat e outras províncias foram orientados a subir para terrenos mais altos. Cerca de 10 mil famílias deixaram suas casas preventivamente. O movimento evitou exposições desnecessárias ao risco inicial.

Resgate avança em meio a réplicas

Mais de 180 réplicas foram registradas. A mais forte chegou a magnitude 6,5. Elas complicam o trabalho das equipes de busca. Militares e órgãos de defesa civil atuam nas operações. O presidente Ferdinand Marcos Jr. determinou o envio de suprimentos e reforço de pessoal.

O governo declarou estado de calamidade em General Santos. Aulas e serviços públicos foram suspensos em várias províncias. Isso permite concentrar esforços no atendimento às vítimas. Danos materiais preliminares chegam a um bilhão de pesos só na cidade mais afetada. Avaliações continuam em outras localidades.

Equipes verificam pontes, estradas e redes de utilidade pública. Algumas vias ficaram interditadas por rachaduras ou quedas. Energia elétrica e água foram restabelecidas parcialmente em zonas atingidas. A prioridade segue sendo localizar sobreviventes sob escombros.

Filipinas enfrentam histórico de abalos sísmicos

O arquipélago fica no Anel de Fogo do Pacífico. A região registra centenas de terremotos por ano. Este evento foi o mais forte no país desde 1990. Em 1976, outro tremor na mesma trincheira Cotabato causou milhares de mortes e tsunami devastador.

Especialistas monitoram a falha tectônica. O abalo atual resultou de movimentação de placas. A profundidade moderada, em torno de 45 a 55 quilômetros, amplificou o efeito na superfície. Autoridades pedem que a população evite entrar em prédios danificados enquanto as réplicas persistirem.

Ajuda internacional começa a se organizar. Organizações como a Cruz Vermelha e a Unicef preparam apoio logístico. O foco inicial é em abrigos, água potável e assistência médica. Famílias afetadas relatam perda de pertences e moradia. Muitos passaram a noite em áreas abertas.

Esforços de recuperação seguem em andamento

O balanço de vítimas ainda pode subir. Buscas continuam em locais de deslizamento e edifícios colapsados. Em Sarangani, o número de mortos foi particularmente alto. Deslizamentos de terra foram responsáveis por boa parte das fatalidades.

Moradores compartilham relatos de pavor. Motoristas pararam veículos no meio da rua. Crianças em escolas seguiram protocolos de evacuação. O tremor pegou muitos desprevenidos no início do dia letivo. Voluntários e forças armadas coordenam distribuição de alimentos e cobertores.

O governo central reforçou o compromisso com Mindanao. Recursos emergenciais foram liberados. Avaliações técnicas vão orientar a reconstrução. Enquanto isso, famílias buscam reconstruir rotinas em meio à incerteza das réplicas. O episódio lembra a vulnerabilidade sísmica constante da região.

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