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Novo levantamento indica Flamengo como líder absoluto e Corinthians perde força entre torcidas em 2025

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Foto: corinthians camiseta - foto: Instagram

A mais recente pesquisa Ipsos-Ipec para 2025 revela um cenário consolidado para o Flamengo, que mantém sua posição de maior torcida do Brasil com 21,2% das preferências nacionais. O levantamento, divulgado recentemente, aponta uma dinâmica de mudança significativa no topo do ranking, com o Corinthians registrando uma retração notável em sua base de apoiadores.

O estudo, que envolveu 2 mil entrevistados acima de 16 anos em 132 municípios de todas as regiões do país, coletou dados entre 5 e 9 de junho. A metodologia permitiu até duas respostas espontâneas por pessoa, buscando capturar a complexidade das simpatias múltiplas no cenário futebolístico nacional.

Torcida do Flamengo
Torcida do Flamengo -Foto: A.PAES / Shutterstock.com
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Enquanto o clube carioca demonstra estabilidade, a equipe paulista observa sua base de torcedores diminuir para 11,9%. Essa alteração coloca o Palmeiras na terceira colocação com 6,5%, superando o São Paulo, que agora ocupa a quarta posição com 6,4% no panorama geral.

Metodologia da pesquisa e abrangência nacional

O instituto Ipsos-Ipec adotou uma abordagem quantitativa presencial para coletar dados, entrevistando 2 mil indivíduos em 132 municípios. A abrangência cobriu todas as regiões do país, garantindo um equilíbrio representativo entre áreas urbanas e rurais, com foco em pessoas acima de 16 anos para capturar a diversidade geracional no apoio ao futebol.

Essa escolha pelo método presencial foi crucial para evitar vieses comuns em pesquisas online, onde o acesso à internet pode distorcer as respostas em regiões menos conectadas. Além disso, permitiu respostas espontâneas para até dois clubes, ampliando a contagem real de simpatizantes sem forçar exclusividade e refletindo a realidade de torcidas duplas.

A liderança consolidada do Flamengo no cenário nacional

O Flamengo registra 21,2% das menções em 2025, uma leve queda de apenas 0,6 ponto percentual em relação a 2022, mas que se mantém dentro da margem de erro da pesquisa, confirmando a estabilidade da sua torcida e reforçando sua liderança com uma vantagem de 9,3 pontos sobre o vice-líder. Essa base de fãs se distribui nacionalmente, com uma notável presença no Norte e Nordeste, onde o clube carioca atinge cerca de 30% das preferências, superando rivais locais e consolidando-se como uma opção unificadora em regiões distantes do Rio de Janeiro. A estabilidade numérica do Flamengo contrasta com o crescimento do desinteresse geral pelo futebol, sugerindo que o clube consegue reter seus torcedores fiéis mesmo em meio a oscilações econômicas e à crescente migração para conteúdos globais de futebol. Enquanto clubes como Palmeiras e São Paulo disputam tecnicamente o terceiro lugar, o rubro-negro se beneficia de uma torcida mais espalhada, com 63% de seus fãs residindo fora da região Sudeste. O fenômeno de torcedores múltiplos também beneficia o Flamengo, que aparece como segunda opção em 7% dos casos, elevando sua influência indireta no ranking geral de simpatizantes.

O recuo do Corinthians e a ascensão do Palmeiras no pódio

O Corinthians despenca de 15,5% para 11,9%, uma redução de 3,6 pontos percentuais que excede em dobro sua margem de erro de 1,4%, sinalizando uma perda real e significativa de sua base de torcedores. Essa queda pode estar ligada a resultados irregulares e à concorrência crescente de ligas estrangeiras, que atraem o público mais jovem.

Essa retração afeta particularmente o Sudeste, região onde o clube alvinegro liderava com 20% em 2022, mas agora observa uma fragmentação de preferências. O Palmeiras, com campanhas consistentes nos últimos anos, tem ganhado terreno e se beneficiado dessa movimentação.

O São Paulo segue a tendência negativa, caindo de 8,2% para 6,4%, uma variação além da margem de 1,1%, o que o empata tecnicamente com o rival palmeirense na disputa pela terceira posição. Esse recuo reflete desafios do clube em reconectar com torcedores, especialmente nas periferias urbanas.

A dupla paulista, que somava 23,7% das preferências há três anos, agora representa apenas 18,3%, um número inferior ao do Flamengo sozinho. Essas quedas contribuem para o encolhimento das sete maiores torcidas, todas com retração em comparação a 2022, impulsionadas pelo aumento de 32% de pessoas que declaram não torcer por nenhum clube.

Desinteresse pelo futebol e perfis demográficos da torcida

O aumento para 32,1% de brasileiros sem time fixo explica uma parte das retrações observadas, com mulheres ultrapassando 42% nessa categoria, refletindo um menor engajamento tradicional no futebol. Esse dado sugere uma mudança cultural no consumo de esporte.

Torcedores de dois clubes representam 7,8% do total, um fenômeno mais comum na região Nordeste, onde o Palmeiras ganha destaque como segunda opção em 12% dos casos, contribuindo para sua ascensão no ranking geral. Essa flexibilidade na escolha de times é uma característica marcante da atualidade.

O Flamengo possui a torcida com maior representatividade de pessoas pretas ou pardas, com 65% de seus apoiadores se declarando dentro dessas categorias. Em seguida, aparecem São Paulo (59%) e Palmeiras (58%), alinhando-se aos dados do Censo 2022 que indicam uma maioria não branca na população brasileira.

Movimentações em Minas Gerais e crescimento de clubes regionais

Atlético-MG e Cruzeiro continuam empatados em 2,3% das preferências, com um crescimento de 0,2 ponto para o Galo e estabilidade para a Raposa, ambos dentro da margem de erro. Essa rivalidade mineira divide a preferência local, somando 4,6% do total para os dois clubes.

O empate técnico reflete o impacto das campanhas recentes, com o Atlético beneficiado por títulos continentais que atraíram torcedores jovens, enquanto o Cruzeiro trabalha na reconstrução de sua base após anos de desafios. A competitividade local mantém o engajamento elevado.

Impacto das SAFs e estratégias de clubes menores

O Fluminense registra uma queda para 0,9%, impactado por oscilações em campo, mas consegue manter um nicho significativo no cenário carioca. Clubes como Vitória e Fortaleza, empatados em 0,8% e 0,7% respectivamente, demonstram ganhos com bases regionais fortes no Nordeste.

Ceará e Santa Cruz somam 0,7% e 0,6%, respectivamente, com torcidas passionais que frequentemente lotam as arenas locais, contrastando com a retração nacional. Esses clubes menores têm crescido em engajamento digital, com o Bahia somando 15% de alta em seguidores e o Botafogo 16%, impulsionados por Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) que modernizam a interação com os fãs.

Projeções para o futebol de clubes

O ranking de torcidas reforça a concentração de preferências no eixo Rio-São Paulo, com os quatro maiores clubes somando 45,9% das menções. No entanto, o crescimento de equipes como Bahia e Botafogo sinaliza uma diversificação gradual, especialmente após conquistas em competições importantes como a Libertadores.

Clubes como o Atlético-MG, com 2,3% das preferências, investem em perfis de torcedores fiéis, onde 49% assistem aos jogos semanalmente, um número superior à média nacional de 38%. Essa estratégia de engajamento profundo é vital para a manutenção da base.

A tendência de desinteresse, com 32% dos brasileiros sem um time fixo, pressiona as federações e os próprios clubes a inovar em formatos e conteúdos. A busca por jogos mais acessíveis e a integração com e-sports são caminhos potenciais para capturar a atenção da Geração Z e reverter essa estatística.