Nasa revela fotos exclusivas do cometa 3I/ATLAS feitas pela Parker Solar Probe em 2025

Cometa

Cometa - Nazarii Neshcherenskyi/ iStock

A sonda Parker Solar Probe, da Nasa, capturou imagens inéditas do cometa interestelar 3I/ATLAS entre 18 de outubro e 5 de novembro de 2025. O instrumento WISPR registrou cerca de 10 fotos por dia durante esse período, quando o cometa estava próximo ao periélio.

Essas observações ocorreram enquanto a sonda se afastava do Sol após seu 25º sobrevoo mais próximo. O cometa, terceiro objeto interestelar confirmado, não podia ser visto da Terra devido à proximidade com o Sol.

A Parker Solar Probe ofereceu uma perspectiva única, permitindo registrar o movimento do cometa atrás do Sol. Os dados ajudam a entender melhor a composição e o comportamento de objetos vindos de fora do sistema solar.

  • O cometa 3I/ATLAS foi descoberto em 1º de julho de 2025 pelo telescópio ATLAS no Chile.
  • Ele segue trajetória hiperbólica, confirmando origem interestelar.
  • Alcançou o periélio em outubro de 2025, a cerca de 1,4 unidades astronômicas do Sol.

Descoberta do cometa interestelar

O cometa 3I/ATLAS foi identificado inicialmente pelo sistema ATLAS, financiado pela Nasa, em observações realizadas em julho de 2025. Dados pré-descoberta estenderam as observações até junho daquele ano, confirmando sua natureza interestelar.

Esse objeto é o terceiro confirmado a visitar o sistema solar de fora, após ‘Oumuamua e 2I/Borisov. Sua trajetória hiperbólica indica que não está gravitacionalmente ligado ao Sol e passará apenas uma vez.

Instrumento WISPR em ação

O Wide-Field Imager for Solar Probe (WISPR) foi o responsável pelas capturas. Projetado para imagem da corona solar, o instrumento adaptou-se para registrar o cometa durante a passagem.

A sonda precisou ser rotacionada para alinhar o campo de visão. As imagens brutas mostram o cometa se movendo, e o processamento final removerá interferências como luz solar dispersa.

As observações ocorreram a distâncias entre 172 e 195 milhões de milhas do cometa. Esse posicionamento permitiu visões impossíveis de telescópios terrestres na época.

Posição única da sonda Parker

A Parker Solar Probe estava se afastando do Sol após o sobrevoo de setembro de 2025. Essa órbita permitiu capturar o cometa quando ele estava oculto pelo brilho solar da perspectiva terrestre.

O cometa posicionava-se além da órbita de Marte durante as imagens. Os dados complementam estudos sobre como objetos interestelares interagem com o vento solar.

Observações complementares de outras missões

Várias missões da Nasa contribuíram para o monitoramento do 3I/ATLAS. Entre elas estão Hubble, James Webb, Europa Clipper e SOHO, que forneceram dados em diferentes espectros.

A Europa Clipper registrou imagens ultravioleta em novembro de 2025. Essas colaborações permitem uma visão mais completa da trajetória e composição do cometa.

Outras sondas como Psyche e Lucy também capturaram o objeto em setembro. Os dados combinados ajudam a refinar modelos sobre visitantes interestelares.

Características do cometa 3I/ATLAS

O núcleo do cometa tem diâmetro estimado entre 440 metros e 5,6 quilômetros, com base em observações do Hubble. Ele exibe atividade cometária, incluindo coma e cauda de poeira.

O objeto viaja a velocidades elevadas, alcançando cerca de 246 mil km/h perto do periélio. Sua composição pode revelar condições de sistemas estelares distantes.

Estudos indicam presença de gases como diatomic carbon, dando brilho esverdeado em algumas imagens. A análise continua para determinar variações em relação a cometas do sistema solar.

Processamento e análises futuras

As imagens da Parker ainda passam por calibração para corrigir variações de exposição e luz dispersa. O processamento final revelará detalhes mais precisos sobre brilho e estrutura.

Cientistas esperam insights sobre interação com o vento solar. Os dados contribuem para entender diferenças entre objetos interestelares e locais.

Trajetória e passagem pelo sistema

O cometa aproximou-se da Terra em dezembro de 2025, a cerca de 270 milhões de quilômetros. Ele segue agora para fora do sistema solar, sem risco de impacto.

Sua origem provável está no disco da Via Láctea. A passagem única oferece oportunidade rara de estudo direto de material interestelar.

Colaboração em observações espaciais

Missões como PUNCH e STEREO também rastrearam o cometa. Essa abordagem multi-instrumental enriquece o conhecimento sobre dinâmica solar e interestelar.

A combinação de dados de várias sondas permite reconstruir a jornada completa. Pesquisas futuras usarão esses registros para comparar com futuros visitantes.