Saída de Matheus Cunha abre vaga e Flamengo elege Gabriel Brazão como plano A para meta rubro-negra
O Flamengo inicia o planejamento para a temporada de 2026 com uma prioridade clara no setor de goleiros. A saída confirmada de Matheus Cunha, que assinou pré-contrato com o Cruzeiro e se despediu do clube no final de 2025, abre espaço para uma reposição estratégica. A diretoria rubro-negra identifica Gabriel Brazão, atualmente no Santos, como o alvo principal para reforçar a posição e criar concorrência direta com Agustín Rossi, titular absoluto na campanha vitoriosa do ano anterior.
Essa escolha reflete uma alteração no perfil de contratações para o gol. Nos últimos anos, o clube lidou com instabilidades, promovendo jovens da base de forma acelerada em momentos de necessidade. Agora, o foco recai sobre atletas jovens, mas com experiência consolidada, capazes de disputar titularidade imediatamente.
Gabriel Brazão, de 25 anos, se encaixa nesse modelo após atuações destacadas no Santos durante 2025.
⚠️ Flamengo prepara nova proposta pelo goleiro Gabriel Brazão, do Santos.
— Planeta do Futebol 🌎 (@futebol_info) December 30, 2025
O plano B da diretoria rubro-negra é Pedro Morisco, do Coritiba.
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Perfil do alvo principal
Gabriel Brazão emerge como opção preferencial devido à combinação de idade e rodagem profissional. Revelado pelo Cruzeiro, o goleiro migrou cedo para a Europa, passando por clubes como Parma, Inter de Milão e diversos times italianos e espanhóis. Sua chegada ao Santos em fevereiro de 2024 marcou o retorno ao Brasil, onde conquistou a titularidade em maio e se firmou como peça chave.
No ano passado, Brazão participou de dezenas de partidas, exibindo reflexos apurados e boa saída de bola. Esses atributos atraem o Flamengo, que busca alguém para pressionar Rossi e evitar dependência excessiva do argentino. O Santos detém 60% dos direitos econômicos, com os restantes pertencendo à Inter de Milão, o que complica as tratativas iniciais.
A diretoria rubro-negra já manifestou interesse formal em momentos anteriores, mas esbarrou na resistência santista.
Alternativas no radar
Pedro Morisco, do Coritiba, surge como plano secundário na lista de observados. Aos 21 anos, o jovem arqueiro contribuiu significativamente para o acesso do time paranaense à Série A em 2025.
Em 41 jogos, sofreu apenas 24 gols, registrando média de 0,58 por partida. Esse índice supera o de Rossi, que fechou o ano com 0,60, e de outros referências como Weverton e Fábio. Morisco representa uma aposta de menor custo financeiro, alinhada a possíveis restrições orçamentárias.
- Média de gols sofridos por jogo em 2025:
- Pedro Morisco: 0,58
- Agustín Rossi: 0,60
- Weverton (Palmeiras): superior a 0,60
- Fábio (Fluminense): superior a 0,60
O Flamengo avalia esses números para decidir entre experiência imediata ou potencial de crescimento a longo prazo.
Configuração atual do setor
Agustín Rossi permanece como titular indiscutível, com contrato vigente e desempenho consolidado na conquista de títulos recentes. Dyogo Alves, cria da base, continua como terceira opção, com vínculo até o final de 2026.
O clube planeja renovar com o jovem para permitir desenvolvimento gradual, sem pressão prematura por minutos em jogos decisivos. Essa estrutura visa estabilidade, evitando promoções precipitadas que marcaram temporadas passadas.
Históricos de goleiros no elenco rubro-negro mostram variações frequentes, com nomes como Hugo Souza e o próprio Matheus Cunha assumindo papéis centrais em contextos de emergência.
Mudança estratégica na montagem
A busca por dois competidores de alto nível por posição guia o planejamento sob comando de Filipe Luís. No gol, essa filosofia ganha aplicação direta com a necessidade de sombra qualificada para Rossi.
O clube monitora o mercado desde o final de 2025, priorizando negociações que equilibrem folha salarial e ambições esportivas. Brazão recebe atenção especial por reunir juventude e maturidade, reduzindo riscos de instabilidade futura.
Conversas iniciais já ocorreram, e o Flamengo prepara abordagens renovadas nos primeiros dias de 2026.
Desafios nas negociações
O Santos resiste à liberação de Brazão, considerando-o essencial para o projeto alvinegro. Valores elevados e preferência por vendas internacionais complicam o cenário.
Apesar disso, o Flamengo mantém otimismo interno, avaliando cenários como rebaixamento santista ou brechas contratuais. Pedro Morisco oferece rota alternativa mais acessível, permitindo flexibilidade nas tratativas.
A janela de transferências abre em janeiro, e o clube trabalha para definir o reforço rapidamente.
Projeção para o elenco
Com Rossi como base, a chegada de um concorrente forte eleva o patamar do setor. Dyogo Alves ganha tempo para maturação, enquanto o novo contratado assume papel de reserva imediato.
Essa composição busca evitar cenários passados de improvisação. O Flamengo alinha essa movimentação a outras prioridades, como defesa, mantendo foco em competitividade para calendário extenso em 2026.
A diretoria prossegue monitorando oportunidades, sempre priorizando equilíbrio financeiro e esportivo.
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