Salário mínimo de R$ 1.621 entra em vigor e reajusta benefícios do INSS

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Carteira de trabalho, dinheiro Foto: Carteira de trabalho, dinheiro - Etalbr/shutterstock.com

O salário mínimo nacional passa a valer R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026.

O decreto presidencial oficializou o reajuste de 6,79%, equivalente a R$ 103 acima do piso atual de R$ 1.518.

Os pagamentos com o novo valor começam em fevereiro, conforme o calendário de salários e benefícios.

Cerca de 61,9 milhões de pessoas terão rendimentos influenciados diretamente pelo aumento.

  • Aposentadorias e pensões atreladas ao piso
  • Abono salarial
  • Seguro-desemprego
  • Benefícios assistenciais

Fórmula de cálculo do reajuste

O valor segue a política de valorização permanente estabelecida pela Lei 14.663, de 2023.

O reajuste combina a inflação medida pelo INPC acumulado até novembro, de 4,18%, com o crescimento do PIB de dois anos antes.

O PIB de 2024 registrou alta de 3,4%, mas o ganho real ficou limitado a 2,5% pelas regras do arcabouço fiscal.

O salário diário passa para R$ 54,04 e o valor horário, para R$ 7,37.

salário mínimo
salário mínimo – Foto: Rmcarvalho/istock

Efeitos nas aposentadorias e pensões

Beneficiários do INSS que recebem o piso nacional terão o valor ajustado automaticamente para R$ 1.621.

Os pagamentos referentes a janeiro ocorrem no fim desse mês e início de fevereiro.

Aproximadamente 70,8% dos benefícios previdenciários estão vinculados ao mínimo.

O aumento eleva as despesas da Previdência em cerca de R$ 39,1 bilhões ao longo de 2026.

Quem recebe acima do piso terá correção apenas pela inflação do INPC pleno de 2025.

Benefício de Prestação Continuada

O BPC, destinado a idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda, acompanha o novo piso.

O valor mensal sobe para R$ 1.621.

O critério de elegibilidade mantém a renda familiar per capita em até 25% do mínimo.

Isso corresponde a R$ 405,25 por pessoa na família.

Abono salarial e seguro-desemprego

O abono PIS/Pasep tem valor máximo de um salário mínimo para quem trabalhou 12 meses no ano-base.

Pagamentos em 2026 iniciam em 15 de fevereiro, com estimativa de R$ 33,5 bilhões para 26,9 milhões de trabalhadores.

No seguro-desemprego, nenhuma parcela pode ser inferior ao piso nacional.

O mínimo garantido passa a R$ 1.621, enquanto os tetos máximos aguardam portarias específicas.

Alterações em programas sociais e contribuições

O Cadastro Único eleva o limite de renda para inscrição em programas como Bolsa Família.

Famílias com até meio salário mínimo per capita, ou R$ 810,50, podem se cadastrar.

Contribuições de MEI sobem para R$ 81,05 mensais no plano padrão.

Para MEI caminhoneiro, o valor varia até R$ 207,42, dependendo do tipo de transporte.

A margem para crédito consignado aumenta para R$ 569,45 em benefícios de um mínimo.

Movimentação na economia

O reajuste deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia durante 2026, via maior consumo e arrecadação.

Cerca de 29,3 milhões de aposentados e pensionistas recebem impacto direto.

Outros 17,7 milhões de trabalhadores formais, 10,7 milhões de autônomos e 3,9 milhões de domésticos também sentem o efeito.

Cada R$ 1 de aumento no mínimo gera custo adicional estimado em R$ 380,5 milhões para o orçamento público.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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