Bernard d’Ormale revela a causa da morte de Brigitte Bardot: atriz sucumbiu ao câncer

5 min de leitura
Brigitte Bardot Foto: Brigitte Bardot - ladie_c/Shutterstock.com

A atriz francesa Brigitte Bardot, um dos maiores ícones do cinema mundial e ativista dedicada à causa animal, faleceu em 28 de dezembro de 2025, aos 91 anos, em sua residência em Saint-Tropez, no sul da França. A causa da morte, inicialmente não divulgada, foi confirmada recentemente pelo seu viúvo, Bernard d’Ormale, que revelou à revista Paris Match que a estrela sucumbiu a um câncer após um longo período de tratamento. A notícia trouxe detalhes sobre os últimos meses da vida da atriz, marcados por sofrimento físico e procedimentos cirúrgicos.

A confirmação da causa da morte ocorreu em 7 de janeiro de 2026, pouco antes de uma cerimônia religiosa e do sepultamento de Bardot, realizados em Saint-Tropez. Este esclarecimento encerra especulações sobre as condições de saúde da artista, que havia sido hospitalizada em outubro de 2025 para uma cirurgia em Toulon, recebendo alta no mesmo mês.

Os últimos anos e a batalha contra a doença

Bernard d’Ormale compartilhou que Brigitte Bardot passou por duas cirurgias anteriores para tratar o câncer antes de “se entregar” à doença em dezembro de 2025. O viúvo descreveu momentos de grande dificuldade, nos quais a atriz expressou o desejo de partir. Apesar do sofrimento, os procedimentos médicos foram, segundo ele, bem tolerados pela artista.

Os admiradores de Bardot se reuniram em Saint-Tropez para prestar as últimas homenagens, refletindo o profundo impacto que a atriz teve em gerações. Um telão com a inscrição “Merci Brigitte” perto da prefeitura da cidade simbolizou o reconhecimento e o carinho do público e da comunidade local pela trajetória da estrela.

Início da carreira e ascensão ao estrelato

Nascida em Paris em 28 de setembro de 1934, Brigitte Bardot teve uma formação artística precoce, iniciando os estudos de balé clássico aos 13 anos. Aos 15, sua incursão como modelo abriu as portas para o universo cinematográfico, onde rapidamente se tornou uma figura de destaque. Sua beleza e carisma a catapultaram para o reconhecimento global ainda na juventude, definindo os rumos de sua carreira.

O papel em “E Deus Criou a Mulher” (1956), dirigido por seu então marido Roger Vadim, foi um marco decisivo. A atuação de Bardot a transformou em um símbolo de sensualidade e liberdade, influenciando de forma significativa a cultura pop da década de 1960 e quebrando tabus da época.

A cena icônica do filme, onde a atriz dança mambo descalça e com a saia aberta, gerou escândalo e até censura em Hollywood. No entanto, essa controvérsia apenas solidificou a imagem de Bardot como um símbolo sexual, revolucionando comportamentos e tendências.

Legado no cinema e influência cultural

Durante os anos 1960, Brigitte Bardot consolidou seu prestígio artístico com performances aclamadas em obras como “A Verdade” (1960), de Henri-Georges Clouzot, e “O Desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard. Essas atuações demonstraram sua versatilidade e profundidade como atriz, indo além do mero apelo estético.

Ao longo de sua prolífica carreira, Bardot estrelou cerca de 50 filmes, além de atuar como cantora e modelo. Sua presença magnética a tornou uma das personalidades mais fotografadas e comentadas de sua geração, com um estilo que era replicado em diferentes países.

Brigitte Bardot também participou de outras produções notáveis que marcaram a história do cinema, como:

– “Viva Maria!” (1965), dirigida por Louis Malle, onde contracenou com Jeanne Moreau.
– “O Repouso do Guerreiro” (1964), novamente sob a direção de Roger Vadim.
– “As Petroleiras” (1971), ao lado de Claudia Cardinale, evidenciando seu alcance internacional.

Sua assinatura estética, com o cabelo loiro platinado propositalmente desalinhado e o delineado preto marcante nos olhos, se tornou uma referência de moda e comportamento. Milhões de mulheres em todo o mundo tentaram imitar seu estilo, consolidando-a como uma verdadeira influenciadora de tendências.

A transição para o ativismo animal

Após encerrar sua carreira no cinema em 1973, aos 39 anos, Brigitte Bardot dedicou-se integralmente à defesa dos direitos dos animais. Fundou a Fondation Brigitte Bardot, uma organização que se tornou uma das mais proeminentes na luta contra a crueldade animal e pela preservação da vida selvagem. Sua paixão e comprometimento com essa causa foram intensos e duradouros, marcando uma nova fase em sua vida pública.

O legado de Bardot, portanto, transcende as telas de cinema. Ela permanece como um ícone de beleza, talento e liberdade, cuja influência cultural se estendeu por décadas. Seu ativismo incansável garantiu que sua voz continuasse ressoando em favor daqueles que não podiam se defender, solidificando seu status como uma figura lendária em múltiplos campos.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

Notícias relacionadas