Nova Zelândia elege bowling após vencer toss no 2º ODI contra Índia no estádio de Rajkot
A Nova Zelândia venceu o sorteio e escolheu lançar primeiro no segundo ODI contra a Índia, disputado no Niranjan Shah Stadium, em Rajkot, nesta quarta-feira. O capitão Michael Bracewell tomou a decisão considerando as condições do campo e a possibilidade de orvalho no segundo turno. A Índia, que lidera a série por 1 a 0 após vitória no primeiro jogo, foi convidada a bater primeiro.
O confronto marca o segundo de três jogos da série bilateral. Ambas as equipes fizeram uma alteração cada em relação ao onze inicial do primeiro ODI, disputado em Vadodara. O público local lotou as arquibancadas para acompanhar o duelo entre duas seleções em momentos distintos.
A série ganhou importância após a Índia interromper uma sequência de nove vitórias consecutivas da Nova Zelândia no primeiro encontro. Os visitantes buscam o empate para levar a decisão ao terceiro jogo, marcado para Indore.
Condições do campo e decisão tática
O gramado do Niranjan Shah Stadium apresentou características favoráveis aos batedores desde o início. Especialistas locais apontaram que a superfície plana oferece bom rebote e pouca assistência inicial aos lançadores. A expectativa era de uma pontuação alta, acima de 300 corridas.
Bracewell justificou a escolha de lançar primeiro pela presença prevista de orvalho no período noturno. Esse fator costuma dificultar o controle da bola para os lançadores no segundo turno. A estratégia visa explorar as condições mais favoráveis na primeira metade do jogo.
Historicamente, o estádio de Rajkot registrou vitórias exclusivas para o time que bateu primeiro nos quatro ODIs realizados no local. Nenhum alvo foi defendido com sucesso até o momento.
Escalações confirmadas das equipes
As duas seleções anunciaram mudanças pontuais em suas composições.
Escalação da Índia:
- Rohit Sharma
- Shubman Gill (capitão)
- Virat Kohli
- Shreyas Iyer
- KL Rahul
- Ravindra Jadeja
- Nitish Kumar Reddy
- Harshit Rana
- Kuldeep Yadav
- Mohammed Siraj
- Prasidh Krishna
A principal alteração foi a entrada de Nitish Kumar Reddy no lugar de Washington Sundar, lesionado nas costelas durante o primeiro jogo. Ayush Badoni foi convocado como reserva, mas não integrou o onze inicial.
Escalação da Nova Zelândia:
- Devon Conway
- Henry Nicholls
- Will Young
- Daryl Mitchell
- Glenn Phillips
- Mitchell Hay
- Michael Bracewell (capitão)
- Zakary Foulkes
- Jayden Lennox
- Kristian Clarke
- Kyle Jamieson
Os visitantes estrearam o left-arm spinner Jayden Lennox, que substituiu o wrist spinner Adithya Ashok. A mudança reforça o ataque de spin em um campo que pode oferecer alguma rotação nas entradas mais velhas.
Desempenho da Índia na primeira entrada
A Índia terminou sua entrada com 284 corridas para 7 wickets em 50 overs. KL Rahul marcou 112 corridas não out, com uma centena em 87 bolas que ancorou a recuperação após perdas iniciais. Shubman Gill contribuiu com 56 corridas, formando parceria importante no início.
Os batedores enfrentaram pressão com wickets rápidos no meio da entrada. Kristian Clarke destacou-se com 3 wickets para a Nova Zelândia, removendo Rohit Sharma, Shreyas Iyer e Virat Kohli. Kyle Jamieson e outros lançadores mantiveram economia controlada.
Rahul acelerou nas mortes, adicionando limites cruciais. Parcerias com Jadeja e Nitish Reddy ajudaram a alcançar uma pontuação competitiva em superfície favorável.
Início forte da Nova Zelândia na perseguição
A Nova Zelândia avançou com firmeza na perseguição do alvo de 285 corridas. Daryl Mitchell marcou 109 corridas não out, alcançando sua oitava centena em ODIs. Will Young somou 87 corridas antes de ser eliminado, formando parceria de 162 corridas para o terceiro wicket.
Os abridores perderam wickets cedo, com Harshit Rana e Prasidh Krishna pegando um cada. A associação entre Young e Mitchell recuperou o controle e colocou pressão sobre o ataque indiano. Glenn Phillips permaneceu não out em apoio.
Kuldeep Yadav sofreu com economia elevada, enquanto os paceiros mantiveram linhas apertadas. A Nova Zelândia precisava de menos de 6 corridas por over nas fases finais, posicionando-se favoravelmente.
Contexto histórico do confronto
Índia e Nova Zelândia mantêm rivalidade equilibrada em ODIs recentes. A vitória indiana no primeiro jogo de Vadodara por 4 wickets destacou a força do batting chase dos anfitriões. Os visitantes chegaram com sequência invicta quebrada.
Jogadores como Virat Kohli e Rohit Sharma acumulam experiência contra os Kiwis. Do lado neozelandês, Daryl Mitchell demonstrou forma consistente em entradas decisivas. A série serve como preparação para compromissos futuros.
Rajkot raramente sedia internacionais, tornando o jogo especial para torcedores locais. O estádio registrou pontuações altas em encontros anteriores, alinhando com as condições observadas.
Destaques individuais em foco
KL Rahul emergiu como principal responsável pela total indiano competitivo. Sua entrada invicta incluiu 11 fours e 1 six, mostrando adaptação após colapso. A centena reforça sua importância no middle order.
Daryl Mitchell guiou a resposta neozelandesa com agressividade controlada. Sua parceria com Will Young mudou o momento do jogo. O all-rounder provou valor em perseguições.
Capitães Shubman Gill e Michael Bracewell lidaram com decisões táticas. A ausência de nomes estabelecidos testou profundidade de ambas as seleções.
Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.








