Senegal vence Marrocos em final dramática da Copa Africana e garante segunda taça consecutiva

jogador do Senegal

jogador do Senegal - Instagram/@footballsenegal

O Senegal conquistou o bicampeonato da Copa Africana de Nações ao derrotar o Marrocos por 1 a 0 na prorrogação, em partida realizada no Estádio Prince Moulay Abdellah, em Rabat, no domingo, 18 de janeiro. O gol decisivo saiu logo aos 4 minutos do tempo extra, marcado por Pape Gueye após boa jogada coletiva.

A final ficou marcada por decisões controversas da arbitragem nos minutos finais do tempo normal. O árbitro Jean-Jacques Ndala, da República Democrática do Congo, anulou um gol válido do Senegal e assinalou um pênalti discutível para os donos da casa.

Os jogadores senegaleses reagiram com indignação à marcação do pênalti, chegando a deixar o gramado em protesto. A intervenção de Sadio Mané ajudou a convencer a equipe a retornar ao campo para evitar possíveis sanções da Fifa.

Polêmica nos acréscimos do tempo normal

Nos oito minutos de acréscimos concedidos, o árbitro primeiro invalidou um gol senegalês que havia sido validado inicialmente no campo. A decisão gerou protestos imediatos dos visitantes, que consideraram o lance regular.

Logo em seguida, Ndala consultou o VAR e apontou pênalti para o Marrocos, alegando falta de Malick Diouf sobre Brahim Díaz. A revisão gerou revolta entre os senegaleses, que invadiram o gramado em contestação.

Abandono temporário do campo

A marcação do pênalti provocou confusão generalizada no estádio. Vários jogadores do Senegal dirigiram-se aos vestiários, recusando-se a continuar a partida.

Sadio Mané permaneceu no gramado e correu para convencer os companheiros a voltar. A volta evitou punições mais graves, como perda de pontos ou desclassificação automática.

O técnico Pape Thiaw também orientou a equipe a retornar. A decisão preservou a possibilidade de disputa normal do pênalti.

Erro decisivo de Brahim Díaz

Brahim Díaz, responsável pela cobrança, optou por uma cavadinha no minuto 114 da partida. O chute saiu fraco e centralizado, facilitando a defesa de Edouard Mendy.

O goleiro senegalês segurou a bola sem dificuldades, mantendo o empate no placar. O erro do jogador do Real Madrid foi determinante para o desfecho do jogo.

Após a defesa, o árbitro encerrou o tempo normal. A partida seguiu para a prorrogação com o placar zerado.

Gol do título na prorrogação

Pape Gueye abriu o placar logo no início do tempo extra. O meio-campista recebeu na entrada da área e finalizou com precisão no canto.

A defesa marroquina não conseguiu bloquear o chute. O gol deu vantagem ao Senegal e mudou o panorama da decisão.

Os Leões de Teranga controlaram melhor a posse de bola na sequência. O Marrocos tentou pressionar, mas não criou chances claras de empate.

Trajetória das equipes na competição

O Senegal chegou à final invicto na competição. A equipe venceu todos os jogos da fase de grupos e eliminou adversários difíceis nas etapas mata-mata.

  • Vitória sobre Camarões nas quartas de final
  • Triunfo contra Costa do Marfim nas semifinais
  • Defesa sólida ao longo do torneio
  • Ataque eficiente liderado por Mané

O Marrocos, como anfitrião, contou com apoio maciço da torcida. A seleção avançou com campanhas convincentes até a decisão.

Destaques individuais da final

Sadio Mané demonstrou liderança ao evitar o abandono definitivo da equipe. O atacante também criou oportunidades importantes durante os 120 minutos.

Edouard Mendy fez defesas cruciais, incluindo a do pênalti. O goleiro consolidou sua reputação em decisões importantes.

Pape Gueye marcou o gol histórico do título. O meio-campista entrou no segundo tempo e decidiu a partida.

Brahim Díaz, apesar do erro no pênalti, foi um dos principais nomes do Marrocos na campanha. O jogador balançou as redes em fases anteriores.

Contexto histórico do confronto

O Senegal conquistou sua segunda taça na história da competição. O primeiro título veio em 2022, também decidido nos pênaltis.

O Marrocos buscava o segundo troféu, 50 anos após a conquista de 1976. A equipe anfitriã entrou como favorita por jogar em casa.

A final de 2025 reuniu duas das seleções mais fortes do continente africano atualmente. O duelo representou o alto nível técnico da competição.

Reações após o apito final

Os jogadores senegaleses comemoraram intensamente no gramado. A torcida visitante, presente em Rabat, festejou o bicampeonato.

A delegação marroquina deixou o campo visivelmente abatida. Autoridades locais garantiram a segurança no estádio após o término.

A Fifa acompanhou o desenrolar dos incidentes através de seu presidente, presente na tribuna. Não houve registros de punições imediatas às equipes.

Organização da Copa Africana de 2025

A competição foi realizada no Marrocos entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. O torneio contou com 24 seleções participantes.

Estádios modernos receberam os jogos em diversas cidades. Rabat sediou a grande final no Prince Moulay Abdellah.

A CAF organizou o evento com protocolos de segurança reforçados. A presença de torcedores de vários países africanos marcou o torneio.

Maria: Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.