Dois adolescentes suspeitos na morte do cão Orelha voltam dos EUA e têm celulares apreendidos em operação policial
Dois adolescentes investigados pela agressão que resultou na morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, retornaram ao Brasil nesta quinta-feira (29). Eles desembarcaram no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, vindos de Orlando, nos Estados Unidos, onde participavam de uma excursão à Disney. A chegada foi acompanhada de perto por autoridades da Polícia Civil de Santa Catarina e da Polícia Federal.
As passagens de volta foram compradas na quarta-feira (28), o que antecipou o retorno originalmente previsto. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos imediatamente no local, com foco em itens que podem auxiliar nas investigações.
- Celulares dos jovens foram recolhidos para análise pericial.
- Roupas usadas durante a viagem também foram apreendidas por possível correspondência com imagens do crime.
- O procedimento ocorreu em área restrita para garantir segurança.
A operação evitou exposição pública dos investigados no terminal.
Chegada acompanhada em Florianópolis
Os adolescentes prosseguiram para o Aeroporto de Florianópolis após o desembarque em São Paulo. A Polícia Civil montou esquema especial para receber os jovens e preservar a integridade de todos os envolvidos.
A transferência entre aeroportos ocorreu sob escolta. Familiares acompanharam o processo, que seguiu orientações judiciais previamente definidas.
Dois adolescentes investigados pela morte do cão Orelha retornaram ao Brasil após terem viajado para os Estados Unidos. A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão e recolheu os celulares dos dois jovens.
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Detalhes da operação policial
A Polícia Civil confirmou que o monitoramento começou assim que a antecipação do voo foi detectada. A ação conjunta com a Polícia Federal permitiu a execução dos mandados sem intercorrências.
Pertences pessoais passaram por revista detalhada. O delegado-geral Ulisses Gabriel destacou que as apreensões visam comparar elementos com registros já coletados na investigação.
A defesa dos adolescentes informou que o retorno foi coordenado com as autoridades. A nota enfatizou colaboração total com o inquérito em andamento.
Avanços na investigação principal
A apuração sobre a agressão ao cão Orelha segue em fase avançada. Dezenas de testemunhas já foram ouvidas, incluindo maiores e menores de idade.
A Polícia Científica utilizará tecnologia israelense para recuperar arquivos dos dispositivos apreendidos. O software permite acesso a conteúdos excluídos, o que pode trazer elementos decisivos.
Depoimentos dos dois adolescentes estão agendados para os próximos dias. As oitivas ocorreram na Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei e na Delegacia de Proteção Animal.
Indiciamentos por coação de testemunha
Três adultos foram indiciados por coação no curso do processo. Os envolvidos são familiares diretos dos adolescentes investigados.
Um dos indiciados exerce a advocacia, enquanto os outros dois atuam como empresários. Dois são pais dos jovens e um é tio de um deles.
O inquérito específico sobre a coação foi concluído recentemente. As tentativas de influência ocorreram contra pelo menos uma testemunha que presenciou fatos relacionados ao caso.
Contexto da agressão ao animal
O cão Orelha vivia há cerca de dez anos na Praia Brava, norte da Ilha de Florianópolis. Moradores e frequentadores da área cuidavam do animal, que se tornou referência local.
A agressão aconteceu no início de janeiro, com uso de pauladas que causaram lesões graves na cabeça. O animal foi encontrado agonizando e não resistiu aos ferimentos.
Quatro adolescentes são apontados como participantes diretos do ato. Dois deles viajaram para os Estados Unidos logo após o ocorrido, enquanto os outros permaneceram no país.
A família de um dos investigados afirmou que a excursão estava agendada anteriormente. A nota reforçou que não houve intenção de evasão.
Medidas judiciais complementares
A Justiça determinou a remoção de imagens dos adolescentes das redes sociais. A decisão visa proteger a identificação dos menores envolvidos.
Outros vídeos de atos de vandalismo na mesma região também entraram na apuração. A Polícia Civil analisa câmeras de segurança para confirmar autoria em diferentes ocorrências.
Análise pericial em andamento
Especialistas realizam exames nos materiais apreendidos no retorno dos adolescentes. A comparação de roupas com frames de vídeo coletados anteriormente ganhou prioridade.
A recuperação de dados dos celulares pode esclarecer trocas de mensagens relacionadas ao caso. Técnicos utilizam ferramentas avançadas para acessar informações apagadas.
Colab jogos da defesa
As famílias dos investigados mantêm contato constante com as autoridades. Elas expressaram confiança na condução técnica do inquérito.
A defesa destacou que os jovens prestam apoio irrestrito às investigações. O objetivo é demonstrar inocência por meio de provas apresentadas.
Repercussão do caso
A morte do cão Orelha mobilizou a comunidade local desde o início de janeiro. Protestos pacíficos ocorreram na Praia Brava em defesa da causa animal.
Autoridades reforçaram o compromisso com a proteção animal em Santa Catarina. Delegacias especializadas continuam atuando em casos semelhantes em todo o estado.
A investigação principal segue sob sigilo para preservar a integridade do processo. Novas fases dependem dos resultados periciais e dos depoimentos marcados.
Próximos passos processuais
A conclusão do inquérito sobre os atos infracionais depende das oitivas finais. Representantes do Ministério Público acompanham o andamento.
Medidas socioeducativas poderão ser aplicadas conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente. A gravidade dos fatos será avaliada em todas as instâncias.
Proteção aos envolvidos
Esquemas de segurança foram mantidos em todos os deslocamentos dos adolescentes. A medida evitou confrontos e preservou a ordem nos aeroportos.
Autoridades priorizaram o cumprimento das determinações judiciais sem exposição desnecessária. O procedimento seguiu protocolos estabelecidos para menores em conflito com a lei.
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