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BYD reduz preços do Song Pro e adiciona tecnologia semiautônoma para liderar segmento de SUVs

BYD Song Pro
Foto: BYD Song Pro - Foto: Divulgação

A montadora chinesa BYD intensificou sua ofensiva comercial no Brasil ao aplicar uma reestruturação estratégica na linha do SUV híbrido Song Pro. A medida combina um corte nos valores de tabela com a introdução de recursos de condução semiautônoma na versão mais completa, visando aumentar a competitividade contra rivais diretos no segmento de utilitários médios e consolidar a liderança da marca entre os veículos eletrificados.

Novos valores e equipamentos de série

As alterações posicionam o modelo de forma agressiva no mercado nacional, com a versão de entrada GL passando a custar R$ 189.990 e a configuração topo de linha GS fixada em R$ 199.990. O reajuste representa uma diminuição de R$ 4.810 em relação aos preços praticados anteriormente, movimento que ocorre simultaneamente aos preparativos da marca para iniciar a produção local em sua nova unidade industrial na Bahia.

BYD Song Pro foto -
BYD Song pro – Foto: Divulgação

O diferencial competitivo da versão GS foi ampliado com a inclusão do pacote Adas de nível 2, que antes não equipava o veículo. A atualização tecnológica responde a uma demanda crescente dos consumidores por segurança ativa e coloca o SUV em paridade com concorrentes que já ofereciam esses assistentes, como o Toyota Corolla Cross e o Jeep Compass.

Tecnologia de assistência e conforto

A introdução do sistema avançado de assistência ao condutor transforma a experiência de dirigibilidade na estrada e no trânsito urbano. O pacote tecnológico agora integrado à versão mais cara inclui o piloto automático adaptativo (ACC), capaz de manter a distância segura do veículo à frente, e o assistente de permanência em faixa (LKA), que atua na direção para evitar saídas involuntárias da pista. Outros recursos vitais para a segurança incluem a frenagem autônoma de emergência (AEB) e o alerta de tráfego cruzado traseiro. Internamente, o modelo mantém a tela giratória de 12,8 polegadas com conectividade total, além de um sistema de filtragem de ar PM2.5, garantindo um ambiente mais saudável para os ocupantes.

Motorização híbrida e autonomia

O conjunto mecânico permanece focado na eficiência do sistema plug-in, unindo um motor 1.5 a gasolina de 98 cv a um propulsor elétrico. A potência combinada entrega 223 cv na opção GL e sobe para 235 cv na GS, permitindo acelerações de 0 a 100 km/h em cerca de 8 segundos, números expressivos para um veículo familiar.

Houve uma atualização nos dados de alcance elétrico conforme as novas aferições do Inmetro para o mercado brasileiro. A bateria de 12,9 kWh da versão de entrada agora projeta 39 km de autonomia puramente elétrica, enquanto o pacote de 18,3 kWh da versão superior oferece 62 km sem uso de combustível, mantendo a autonomia total combinada acima de 1.000 km.

A recarga das baterias Blade pode ser realizada em aproximadamente duas ou três horas, dependendo da versão, utilizando carregadores de corrente alternada de até 6,6 kW. Essa flexibilidade reforça a proposta do carro como uma solução de transição para a mobilidade elétrica.

Perspectivas industriais no Nordeste

O cenário para a BYD no Brasil envolve a consolidação de sua fábrica em Camaçari, que já iniciou as fases de testes para a montagem de veículos. A nacionalização da produção é vista como um passo crucial para blindar a operação contra variações cambiais e custos logísticos de importação.

A planta baiana deve acelerar a entrega de unidades e permitir adaptações futuras, como o desenvolvimento de motores híbridos flex. Enquanto a produção em larga escala não se concretiza, a estratégia de preços e equipamentos serve para manter o aquecimento das vendas e a fidelização dos clientes.