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Biatleta italiana Rebecca Passler liberada para Olimpíadas após doping por Nutella

Rebecca Passler - @rebeccapassler
Foto: Rebecca Passler - @rebeccapassler

A biatleta italiana Rebecca Passler, de 24 anos, foi liberada para competir nos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 após recurso bem-sucedido contra um teste antidoping positivo para letrozol. O exame, realizado em 26 de janeiro de 2026, detectou a substância proibida classificada como modulador hormonal pela Agência Mundial Antidoping. A suspensão provisória aplicada pela Nado Italia impediu inicialmente sua participação na competição em casa.

A contaminação aconteceu de maneira involuntária durante o período de recuperação em família. Passler convivia com a mãe, Herlinde Kargruber, que enfrenta tratamento contra câncer de mama desde junho de 2025 e utiliza medicamentos contendo letrozol. As duas compartilharam a mesma colher ao consumir Nutella, o que transferiu traços mínimos da substância para o organismo da atleta antes do teste.

Recurso e decisão da agência antidoping

A defesa apresentou recurso imediato alegando contaminação acidental. A Nado Italia analisou os níveis baixos detectados na amostra de urina e concluiu pela ausência de intenção ou benefício esportivo. A suspensão foi revogada na sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, permitindo o retorno da biatleta ao grupo olímpico.

Passler retornou aos treinamentos na segunda-feira seguinte em Anterselva. Ela expressou gratidão pelo apoio recebido durante o processo. A federação italiana de esportes de inverno acompanhou todo o trâmite e confirmou a readmissão.

Principais pontos do caso confirmados

  • Substância detectada: letrozol, usada no tratamento oncológico da mãe
  • Forma de contaminação: compartilhamento de colher ao comer Nutella
  • Níveis encontrados: compatíveis com exposição inadvertida e mínimos
  • Decisão: suspensão provisória revogada pela Nado Italia
  • Risco atual: processo final ainda em andamento, sem punição confirmada

Preparação para a estreia olímpica

A atleta se prepara para possível participação no revezamento feminino 4×6 km do biatlo, marcado para quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, no horário local italiano. A comissão técnica italiana avalia sua condição física após os dias de incerteza. Passler acumula experiência em Copas do Mundo e busca sua melhor colocação na carreira olímpica.

O biatlo exige combinação de resistência no esqui cross-country e precisão no tiro. A edição Milão-Cortina 2026 representa a primeira participação olímpica de inverno para Passler. A equipe italiana conta com o apoio do público nas arenas nacionais.

Declarações da atleta e da federação

A Federação Italiana de Esportes de Inverno divulgou nota reforçando a confiança na boa-fé da atleta. Passler destacou os momentos difíceis vividos e o alívio com a liberação. Ela agora concentra esforços na recuperação do ritmo competitivo para as provas restantes.

A Agência Mundial Antidoping monitora o caso, mas ainda não emitiu posicionamento definitivo. Especialistas reconhecem que situações de convívio familiar com medicamentos controlados podem gerar traços detectáveis em exames antidoping.

Contexto da modalidade nos Jogos

O biatlo italiano busca resultados expressivos na competição sediada no país. Anterselva, sede tradicional da modalidade, recebe várias provas olímpicas. O caso de Passler ilustra os protocolos rigorosos aplicados mesmo em períodos de preparação fora de competições oficiais.

A atleta mantém rotina intensa de treinos para recuperar forma ideal. Seu melhor resultado prévio foi o 11º lugar no revezamento 4×6 km na etapa francesa da Copa do Mundo de 2024.