A princesa Eugenie deixa cargo de patrona em organização contra escravidão após sete anos de atuação

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Princesa Eugenie - @princesseugenie Foto: Princesa Eugenie - @princesseugenie

A princesa Eugenie renunciou ao cargo de patrona da Anti-Slavery International, organização beneficente sediada no Reino Unido dedicada ao combate à escravidão moderna. A decisão encerra uma parceria de sete anos, iniciada em 2019 no Dia Internacional contra a Escravidão. A instituição confirmou o fim da relação por meio de comunicado oficial, no qual expressou gratidão pelo apoio da princesa durante o período.

A saída ocorre em meio ao escrutínio crescente sobre a família real britânica, impulsionado pela divulgação recente de documentos relacionados a Jeffrey Epstein. Esses arquivos, liberados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, trouxeram à tona menções a membros da família, embora não haja indícios de irregularidades por parte da princesa Eugenie. A Anti-Slavery International destacou que espera que Eugenie prossiga em esforços para erradicar a escravidão em suas diversas formas.

A organização, fundada em 1839, atua na prevenção de práticas como trabalho forçado, tráfico de pessoas e escravidão infantil em escala global. Seu trabalho envolve campanhas, pesquisas e parcerias com governos e empresas para promover mudanças sistêmicas. O perfil da princesa foi removido do site oficial da entidade após o anúncio.

Fim da parceria com a Anti-Slavery International

A Anti-Slavery International anunciou o término do patrocínio de forma discreta. O comunicado enfatizou o reconhecimento pelo compromisso da princesa ao longo dos anos.

A instituição mantém o foco em iniciativas que combatem a exploração humana em contextos variados. Representantes da organização reiteraram a importância contínua da luta contra a escravidão moderna.

Investigação sobre outra entidade ligada à princesa

A Comissão de Caridade do Reino Unido avalia preocupações relacionadas à Anti-Slavery Collective, organização cofundada pela princesa Eugenie em 2017 junto a Julia de Boinville. A entidade concentra esforços no apoio a vítimas de tráfico sexual e trabalho forçado em cadeias de suprimentos.

Relatórios financeiros do ano encerrado em 5 de abril de 2025 indicam receitas de cerca de 92 mil libras, com despesas totais de aproximadamente 301 mil libras. Desse montante, 191 mil libras foram destinadas a salários, enquanto 97 mil libras foram aplicados em programas beneficentes diretos.

A comissão confirmou que analisa as informações divulgadas na mídia para definir eventual intervenção. Até o momento, não há prazo definido para conclusão da avaliação inicial nem indícios de conclusão formal.

Contexto da atuação da princesa no setor

Eugenie, de 35 anos, demonstrou interesse consistente no tema da escravidão moderna desde antes de assumir papéis formais. Sua participação incluiu eventos e advocacy para conscientização sobre exploração laboral e tráfico humano.

A decisão de encerrar o patronato com a Anti-Slavery International não altera o envolvimento em outras causas relacionadas. A princesa mantém posições em instituições culturais, como diretora na galeria de arte Hauser & Wirth.

Detalhes sobre a Anti-Slavery Collective

A Anti-Slavery Collective realizou um evento de gala em Londres em 2023, que gerou receitas significativas em anos anteriores. Parte dos recursos foi mantida em reservas para sustentar operações futuras.

As contas mais recentes mostram redução nas doações em comparação com períodos prévios. A organização prioriza ações contra trabalho forçado em modelos de negócios que extraem valor de pessoas para lucro.

A cofundadora Julia de Boinville participa ativamente da gestão. A entidade busca parcerias para ampliar o alcance de programas de suporte a vítimas.

Relação com eventos recentes na família real

A renúncia acontece após a prisão de Andrew Mountbatten-Windsor, pai da princesa, sob suspeita de má conduta em cargo público. A investigação policial do Vale do Tâmisa examina alegações de compartilhamento de material confidencial com Epstein.

Andrew Mountbatten-Windsor nega qualquer irregularidade. Documentos divulgados incluem e-mails e imagens, mas não implicam diretamente a princesa Eugenie ou sua irmã Beatrice em condutas inadequadas.

A mãe das princesas, Sarah Ferguson, também aparece em menções nos arquivos. Não há acusações formais contra as filhas relacionadas aos fatos.

Declarações e posicionamentos oficiais

A Anti-Slavery International expressou desejo de que a princesa continue contribuindo para o fim da escravidão. A entidade reforçou sua missão independente e de longo prazo.

Contato foi tentado com representantes da princesa Eugenie, sem resposta obtida até o momento. A Comissão de Caridade mantém a análise em curso sem conclusões divulgadas.

A princesa Eugenie não comentou publicamente sobre o término do patronato ou sobre os arquivos de Epstein. Sua atuação anterior foi reconhecida por líderes no combate à escravidão moderna.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

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