Bank of America eleva recomendação da Tesla para compra com alvo de US$ 460 por ação

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Bank of America Foto: Bank of America - Jonathan Weiss/ Shutterstock.com

O Bank of America retomou a cobertura das ações da Tesla com recomendação de compra e estabeleceu um preço-alvo de US$ 460. A decisão ocorreu em 4 de março de 2026, com os analistas destacando a posição da empresa como líder incontestável no setor de direção autônoma. Essa visão otimista baseia-se principalmente nos avanços em serviços de robotaxi e na vantagem tecnológica da companhia. Os especialistas consideram que o negócio de veículos elétricos representa apenas parte do valor, enquanto a autonomia e a robótica impulsionam o crescimento futuro.

A mudança reflete uma reavaliação após uma postura mais cautelosa em períodos anteriores. Os analistas apontam que o foco agora deve estar na extração de valor da plataforma de software, na superioridade em dados coletados pela frota e na implementação escalável do Robotaxi. Tesla opera serviços pagos em cidades como São Francisco e Austin desde 2025. A expansão para sete novos mercados está prevista para o primeiro semestre de 2026.

Liderança em direção autônoma consolidada

Os analistas do Bank of America classificam a Tesla como a atual líder em autonomia voltada ao consumidor. A abordagem baseada apenas em câmeras diferencia a empresa de concorrentes que utilizam sensores mais caros, como LiDAR e radar. Essa estratégia permite custos menores e escalabilidade maior em robotaxi.

A frota da Tesla gera volumes massivos de dados reais de direção. Esses dados aprimoram continuamente o software Full Self-Driving. Cerca de 1,1 milhão de assinaturas do FSD representam aproximadamente 12% da frota atual.

Expansão do Robotaxi ganha destaque

O serviço de robotaxi da Tesla já funciona em mercados iniciais nos Estados Unidos. A companhia planeja adicionar sete novas cidades no primeiro semestre de 2026. Analistas esperam que a Tesla se torne rapidamente líder nesse segmento devido à capacidade de escalar com maior lucratividade.

O Bank of America atribui cerca de 52% da valuation total da empresa ao potencial do robotaxi. Essa parcela reflete expectativas de que os serviços autônomos gerem receitas significativas nos próximos anos. A análise soma das partes considera o negócio tradicional de veículos elétricos junto com novas verticais como robótica e energia.

Vantagens competitivas em software e dados

A plataforma de software da Tesla integra avanços em inteligência artificial para autonomia. Os dados coletados pela frota em uso real fornecem uma vantagem difícil de replicar por rivais. Essa combinação posiciona a companhia para extrair valor além das vendas de carros.

Os analistas minimizam o impacto de variações trimestrais nas entregas de veículos. O foco recai sobre o desenvolvimento de longo prazo em autonomia. A Tesla é vista como uma combinação de montadora tradicional e plataforma de IA.

Repercussão no mercado de ações

As ações da Tesla reagiram positivamente à retomada da cobertura. O preço-alvo de US$ 460 sugere potencial de alta de cerca de 13-16% em relação aos níveis recentes próximos de US$ 400. O consenso médio de analistas permanece abaixo desse valor, mas a visão do Bank of America destaca otimismo maior com a autonomia.

O debate sobre a valoração da Tesla continua entre especialistas de Wall Street. Alguns veem upside maior, enquanto outros questionam aspectos regulatórios e de segurança. A liderança em direção autônoma permanece tema central nas discussões.

Bruna Santos é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve e colabora para o portal desde 2024. Formação: Professora.

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