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Pesquisa aponta celulares com maior emissão de radiação SAR e parâmetros de segurança vigentes

Radiação
Foto: Radiação - Jerry Vermanen/Shutterstock.com

O Escritório Federal Alemão para Proteção contra Radiação (Bundesamt für Strahlenschutz – BfS) divulgou uma compilação que identifica os modelos de smartphones que registram as maiores taxas de radiação. Esta iniciativa visa informar os consumidores sobre os níveis de absorção de energia eletromagnética pelos tecidos do corpo humano, medidos pela Taxa de Absorção Específica (SAR). É fundamental ressaltar que todos os aparelhos mencionados operam dentro dos limites de segurança estabelecidos pelas normas internacionais.

A análise do BfS oferece uma visão detalhada dos índices de SAR (Specific Absorption Rate) de diversos dispositivos, contribuindo para uma compreensão mais clara sobre a interação entre a tecnologia móvel e a saúde humana. A medição é um padrão global que avalia a quantidade de energia de radiofrequência absorvida pelo corpo quando se usa um telefone celular. As informações são cruciais para quem busca tomar decisões conscientes sobre o uso e a escolha de seus aparelhos.

Apesar dos índices elevados para alguns modelos, a agência governamental alemã reitera que os valores estão em conformidade com as diretrizes de proteção radiológica. Os limites estabelecidos garantem que a exposição à radiação dos celulares não represente um risco significativo à saúde dos usuários em condições normais de uso.

Entendendo a Taxa de Absorção Específica (SAR) e seus limites

A Taxa de Absorção Específica, ou SAR, é uma medida padronizada da taxa na qual a energia de radiofrequência é absorvida pelo corpo humano de um telefone celular. É expressa em watts por quilograma (W/kg). No contexto europeu e na maioria dos países que seguem os padrões da Comissão Internacional de Proteção contra Radiações Não Ionizantes (ICNIRP), o limite máximo de SAR para a cabeça e o tronco é de 2,0 W/kg. Nos Estados Unidos, a Federal Communications Commission (FCC) adota um limite de 1,6 W/kg, ligeiramente mais restritivo.

Esses limites são estabelecidos com uma margem de segurança considerável para proteger os usuários de potenciais efeitos térmicos da radiação, que são o principal mecanismo de interação conhecido em níveis de exposição de celulares. A pesquisa científica contínua monitora quaisquer outros efeitos não térmicos, mas até o momento, as agências reguladoras internacionais consideram os limites atuais como adequados para a proteção da saúde pública.

Modelos de telefones com os maiores índices de SAR aferidos

A lista divulgada pelo Escritório Federal Alemão para Proteção contra Radiação destaca alguns modelos específicos que apresentaram as maiores taxas de SAR, sempre dentro dos limites permitidos. Entre eles, o Motorola Edge (2020) se posicionou com um índice de 1,79 W/kg, representando um dos valores mais altos detectados na avaliação da agência. Este aparelho, embora tenha sido lançado em 2020, permanece como um exemplo relevante nas discussões sobre emissão.

Outros dispositivos notáveis na pesquisa incluem o ZTE Axon 11 5G, que registrou 1,59 W/kg, e o OnePlus 6T, com 1,55 W/kg. A lista também apontou modelos como o Xiaomi Mi A1 (1,75 W/kg) e o Xiaomi Mi Max 3 (1,58 W/kg), reforçando que o desempenho de radiofrequência varia consideravelmente entre as diferentes marcas e gerações de produtos.

A presença de múltiplos modelos de fabricantes variados na lista sublinha que a emissão de radiação é uma característica inerente à tecnologia de comunicação sem fio, e não está restrita a uma única marca. O desenho da antena, a eficiência do chip de comunicação e a proximidade de componentes internos influenciam diretamente esses valores.

Completando o panorama dos aparelhos com índices mais elevados, outros modelos frequentemente citados em listas similares do BfS incluem:
– Huawei Mate 9: 1,73 W/kg
– OnePlus 5T: 1,68 W/kg
– HTC U12 Life: 1,48 W/kg
– Google Pixel 3 XL: 1,39 W/kg
– Google Pixel 3: 1,33 W/kg
– Sony Xperia XA2 Plus: 1,41 W/kg
– iPhone 7: 1,38 W/kg

É importante notar que, mesmo estando entre os mais altos, todos esses valores estão abaixo do limite legal de 2,0 W/kg, conforme as normas europeias. A transparência na divulgação desses dados permite que os consumidores avaliem e comparem os dispositivos de acordo com suas preferências e preocupações pessoais.

Impacto da tecnologia 5G e as atuais preocupações com a emissão

A chegada e expansão da tecnologia 5G trouxe novas discussões sobre a emissão de radiação por smartphones e infraestruturas de rede. As redes 5G operam em diferentes bandas de frequência, algumas das quais são mais altas que as utilizadas pelas gerações anteriores (4G, 3G). Essa mudança gerou questionamentos sobre um possível aumento na exposição à radiação eletromagnética.

No entanto, especialistas e agências reguladoras internacionais, incluindo o BfS, têm continuamente afirmado que, apesar das novas frequências, os níveis de exposição à radiação de dispositivos 5G e infraestruturas permanecem bem abaixo dos limites de segurança estabelecidos. A tecnologia 5G é projetada para ser mais eficiente, utilizando técnicas como o beamforming, que direciona os sinais de forma mais precisa para os dispositivos, o que pode até resultar em menor emissão de energia em algumas situações, comparado a transmissões omnidirecionais.

Recomendações para minimizar a exposição diária

Embora os níveis de radiação estejam dentro dos padrões de segurança, algumas práticas simples podem ser adotadas para minimizar a exposição, especialmente para usuários preocupados ou que utilizam seus dispositivos por longos períodos. Essas recomendações são baseadas em princípios de precaução e buscam reduzir o contato direto e prolongado com as fontes de emissão:

  • Utilize fones de ouvido: O uso de fones de ouvido com fio ou Bluetooth afasta o telefone da cabeça e do corpo durante chamadas, reduzindo significativamente a exposição direta.
  • Mantenha distância: Sempre que possível, mantenha o telefone a alguns centímetros de distância do corpo, por exemplo, usando o viva-voz durante as chamadas ou evitando guardar o aparelho em bolsos muito próximos ao corpo.
  • Envie mensagens de texto: Optar por mensagens de texto em vez de chamadas de voz prolongadas diminui o tempo de exposição direta do aparelho à cabeça.
  • Verifique a cobertura: Em áreas com sinal fraco, os telefones tendem a operar com maior potência para se conectar à rede, o que pode aumentar a emissão de SAR. Evite longas chamadas em locais com baixa cobertura.
  • Modo avião: Ativar o modo avião quando não for necessário usar a conexão de rede (por exemplo, ao dormir) desabilita as transmissões de radiofrequência do aparelho.
  • O papel das fabricantes e a constante evolução tecnológica

    As fabricantes de smartphones estão constantemente buscando inovações que não apenas aprimorem o desempenho e as funcionalidades dos dispositivos, mas também garantam a conformidade com as normas de segurança. O design das antenas, a otimização dos componentes internos e o desenvolvimento de softwares mais eficientes são fatores cruciais para gerenciar os níveis de SAR. A competição no mercado e a crescente conscientização dos consumidores incentivam as empresas a manterem a segurança como prioridade no desenvolvimento de novos modelos.