Israel elimina chefe de segurança do Irã em bombardeio em Teerã e intensifica conflito no Oriente Médio

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Ali Larijani, chefe de segurança do Irã Foto: Ali Larijani, chefe de segurança do Irã - Reprodução/Youtube

O exército de Israel anunciou a eliminação de Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, em um bombardeio direcionado na capital Teerã. O ataque ocorreu na madrugada de 17 de março de 2026 e também resultou na morte de Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij. O Irã confirmou as mortes e classificou os fatos como atos terroristas, prometendo retaliação decisiva contra os responsáveis. A operação faz parte da campanha em curso de Israel e Estados Unidos contra infraestrutura e liderança iraniana, que já dura semanas.

As Forças de Defesa de Israel afirmaram que o bombardeio visava desestabilizar a estrutura de comando do regime iraniano. Autoridades israelenses destacaram que Larijani era uma figura central na coordenação de respostas militares e de segurança interna. O Irã, por sua vez, declarou que as perdas fortalecem a determinação nacional de resistir à agressão externa. O presidente iraniano expressou condolências oficiais e reforçou a promessa de vingança proporcional.

Ataques retaliatórios iranianos contra Israel

O Irã lançou uma onda de mísseis balísticos contra Tel Aviv e outras áreas centrais de Israel horas após o anúncio da morte de Larijani. Sistemas de defesa israelenses interceptaram a maioria dos projéteis, mas fragmentos causaram danos em edifícios residenciais e ferimentos em civis. Pelo menos duas pessoas morreram e várias ficaram feridas devido a impactos de estilhaços em zonas urbanas.

Hezbollah, grupo aliado ao Irã no Líbano, coordenou ataques simultâneos com dezenas de foguetes e drones contra posições militares no norte de Israel. O exército israelense reportou interceptações bem-sucedidas na maior parte dos lançamentos, mas confirmou impactos em áreas abertas e danos leves em infraestruturas.

Escalada no Líbano e ações contra Hezbollah

Israel realizou bombardeios intensos contra alvos do Hezbollah no sul do Líbano e em Beirute durante a noite. Pelo menos dez pessoas morreram em dois ataques a edifícios na capital libanesa, com relatos de feridos em números superiores a 20. O exército israelense afirmou ter destruído mais de 80 infraestruturas do grupo paramilitar nas últimas operações.

O governo libanês registrou mais de 900 mortes totais no país desde o início das ações israelenses, incluindo 111 crianças entre as vítimas. Três militares libaneses perderam a vida em um ataque no sul do território. Autoridades israelenses ordenaram a evacuação de áreas próximas a Tiro para facilitar operações terrestres limitadas contra posições do Hezbollah.

Operações dos Estados Unidos no Golfo Pérsico

Os Estados Unidos executaram ataques com bombas antibúnker contra instalações de mísseis iranianos próximas ao Estreito de Ormuz. A ação visa reduzir a capacidade iraniana de ameaçar a navegação comercial na rota estratégica para o petróleo global. Autoridades americanas relataram que mais de 7 mil objetivos foram atingidos no Irã desde o início do conflito.

O presidente Donald Trump declarou que os aliados da Otan não precisam se envolver diretamente, mas criticou a falta de apoio para operações no estreito. Países como França, Grécia e Polônia descartaram participação em missões navais propostas pelos EUA. O bloqueio parcial do estreito continua a impactar o fluxo de petróleo, com tentativas de liberação de reservas por parte de nações produtoras.

Reações internacionais ao assassinato em Teerã

A Turquia condenou o ataque como ilegal e pediu investigação internacional sobre a eliminação de líderes iranianos. O presidente Recep Tayyip Erdogan alertou que as ações israelenses empurram a região para um desastre maior. A ONU reiterou apelos por cessar-fogo imediato no Líbano e expressou preocupação com o risco de repressão interna no Irã.

Vários países europeus manifestaram reservas sobre o envolvimento ampliado no conflito. O secretário-geral da ONU destacou a urgência de diálogos para conter a violência que se espalha pelo Oriente Médio. Autoridades iranianas afirmam que as mortes de altos oficiais aprofundam a crise de liderança, mas reforçam a unidade nacional diante da ofensiva externa.

Impacto humanitário e militar no conflito

O conflito já registra milhares de mortes e feridos em múltiplos países da região, com ataques aéreos afetando civis em áreas urbanas. Israel mantém operações para desmantelar capacidades de grupos aliados ao Irã, enquanto Teerã responde com lançamentos de mísseis e drones. A escalada inclui alvos no Golfo, onde defesas aéreas interceptaram a maioria das ameaças iranianas.

  • Ataques israelenses no Irã focam em infraestrutura de mísseis e segurança interna.
  • Retaliações iranianas atingem Israel e aliados regionais com projéteis variados.
  • Hezbollah intensifica disparos do Líbano contra o norte israelense.
  • EUA concentram esforços em instalações estratégicas perto do Estreito de Ormuz.

O confronto entra em sua terceira semana sem sinais claros de desescalada, com operações militares prosseguindo em múltiplas frentes.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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