Meta encerra acesso ao Horizon Worlds em realidade virtual nos headsets Quest a partir de junho de 2026
A Meta anunciou nesta semana o encerramento definitivo da versão em realidade virtual da plataforma social Horizon Worlds nos headsets Quest. A empresa vai remover o aplicativo da loja oficial dos dispositivos até o final de março e descontinuar completamente o acesso em VR no dia 15 de junho. Depois dessa data os usuários só conseguirão acessar a experiência por meio de um aplicativo independente para celulares e tablets. A decisão separa as plataformas de forma clara para permitir crescimento focado em cada segmento e representa mais um ajuste na estratégia que antes colocava o metaverso como prioridade central. O movimento ocorre semanas após cortes de pessoal na divisão Reality Labs e reflete a busca por eficiência operacional em um projeto que nunca alcançou escala esperada. A empresa reforça que a versão móvel continuará disponível e ganhará mais recursos enquanto a parte de VR é encerrada de vez. Essa mudança segue o lançamento original da plataforma em 2021 como peça fundamental na visão de futuro anunciada na época.
A plataforma surgiu oficialmente no final de 2021 e funcionava exclusivamente nos headsets Quest até ganhar uma versão para dispositivos móveis em setembro de 2023.
A Meta lançou essa opção móvel exatamente para atrair usuários que não possuem óculos de realidade virtual e para criar um ponto de entrada mais acessível similar a outros ambientes virtuais já consolidados no mercado.
- Remoção da loja Quest ocorre até 31 de março
- Descontinuação total do acesso em VR acontece em 15 de junho
- Após junho a experiência fica limitada ao app móvel independente
A Meta está encerrando a plataforma social de realidade virtual Horizon Worlds em mais uma mudança de rumo para longe do metaverso.
Motivos por trás da decisão de encerramento
A empresa explicou que separa as duas plataformas para permitir que cada uma evolua de maneira independente e com maior foco nos respectivos públicos. Essa separação foi detalhada em comunicados oficiais que destacam a necessidade de otimizar recursos e melhorar o desempenho geral dos produtos. A versão VR nunca conseguiu atrair mais do que algumas centenas de milhares de usuários ativos por mês o que dificultou a justificativa de investimentos contínuos.
Os executivos da divisão responsável pelo projeto apontaram que a migração para mobile permite alcançar um público muito maior e acelerar o desenvolvimento de novas funcionalidades.
Impactos para os usuários de headsets Quest
Os proprietários de headsets Quest vão perder o acesso ao Horizon Worlds após o dia 15 de junho. Até essa data eles ainda poderão usar a plataforma normalmente mas a partir de então o aplicativo será removido dos dispositivos. Alguns benefícios específicos como créditos da Meta e itens digitais adquiridos dentro dos mundos também serão afetados pela descontinuação.
A Meta informou que usuários ativos receberam comunicação direta sobre as mudanças e que a transição para o app móvel representa a continuidade da experiência social em outro formato. Muitos criadores que desenvolviam conteúdo exclusivo para VR precisarão adaptar suas criações para o ambiente móvel se quiserem manter presença na plataforma.
A empresa continua comprometida com o ecossistema de desenvolvedores de realidade virtual mas direciona esses esforços para outros títulos e aplicativos independentes dos headsets Quest.
Transição para a versão móvel do aplicativo
A versão para dispositivos móveis do Horizon Worlds foi lançada em setembro de 2023 exatamente para servir como porta de entrada para usuários sem óculos de realidade virtual. Desde então a Meta observou crescimento expressivo nessa modalidade e decidiu concentrar esforços nesse segmento para expandir o alcance. O aplicativo funciona de forma semelhante a outros ambientes virtuais populares e permite interação entre avatares em mundos tridimensionais acessíveis por smartphones.
A estratégia atual prioriza o mobile para captar uma audiência maior e reduzir a dependência de hardware especializado que ainda tem penetração limitada no mercado consumidor. Desenvolvedores já criaram mais de dois mil mundos exclusivos para mobile nos últimos meses e os números de engajamento nessa versão superaram expectativas iniciais. A Meta planeja continuar investindo em ferramentas de criação para o app móvel e promete atualizações regulares para melhorar a experiência dos usuários.
A separação entre as plataformas permite que a equipe responsável pelo mobile avance com maior agilidade sem as limitações impostas pela integração com os headsets Quest.
Prejuízos acumulados na divisão de realidade virtual
A unidade Reality Labs registrou prejuízos operacionais de bilhões de dólares em cada trimestre desde o lançamento da plataforma. No balanço do quarto trimestre anterior a divisão reportou perda de 6,02 bilhões de dólares o que contribuiu para o total acumulado que ultrapassa dezenas de bilhões desde 2021. Esses números refletem os altos custos de desenvolvimento de hardware e software necessários para manter o projeto vivo.
A empresa realizou cortes significativos de pessoal na divisão no início do ano afetando inclusive estúdios internos dedicados ao conteúdo do Horizon Worlds. Apesar dos ajustes financeiros a Meta mantém investimentos em outras áreas de realidade virtual mas com foco mais direcionado para jogos e aplicativos independentes. A mudança atual ajuda a realocar recursos para iniciativas que apresentam melhores indicadores de retorno.
Visão inicial do CEO sobre o metaverso
Quando a empresa mudou de nome em outubro de 2021 o CEO Mark Zuckerberg descreveu o metaverso como a próxima grande fronteira da internet. Na ocasião ele projetou que na década seguinte a plataforma poderia alcançar um bilhão de usuários e gerar centenas de bilhões de dólares em comércio digital enquanto sustentaria empregos para milhões de criadores e desenvolvedores. Essa visão guiou investimentos massivos em hardware e software nos anos seguintes.
O Horizon Worlds foi lançado como o principal produto social para concretizar esses objetivos e funcionou inicialmente como espaço central para interações em realidade virtual. A plataforma permitia que avatares se encontrassem jogassem e criassem mundos compartilhados em um ambiente tridimensional imersivo. Com o tempo a empresa expandiu o acesso para web e mobile mas manteve o foco principal nos headsets Quest durante os primeiros anos.
A estratégia inicial previa integração profunda entre hardware e software para criar uma experiência completa que diferenciaria a Meta de concorrentes tradicionais. Os planos incluíam eventos virtuais grandes e parcerias com criadores para popularizar o uso diário dos mundos virtuais.
Mudanças recentes na estratégia da empresa
A Meta passou a priorizar o avanço da inteligência artificial nos últimos meses reduzindo o destaque dado anteriormente à realidade virtual. Essa reorientação ocorreu após avaliação interna dos resultados obtidos com o projeto metaverso e levou à separação clara entre as plataformas VR e mobile. A vice-presidente de conteúdo da Reality Labs reforçou em comunicados recentes que a divisão redobra esforços no ecossistema de desenvolvedores de realidade virtual ao mesmo tempo em que concentra o Horizon Worlds quase exclusivamente no mobile.
Essa abordagem permite que cada produto evolua conforme suas características próprias e atenda melhor às demandas do mercado atual. A empresa continua a lançar atualizações para os headsets Quest mas direciona o desenvolvimento principal para aplicativos e jogos independentes da plataforma social encerrada.
A Meta encerra o Horizon Worlds em dispositivos Quest VR em junho marcando afastamento do metaverso.
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