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Processadores M5 Pro e M5 Max da Apple adotam chips empilhados verticalmente para desempenho superior

Apple MacBook M5 Pro e M5 Max
Foto: Apple MacBook M5 Pro e M5 Max - - Divulgação

Os preços do tungstênio seguem em patamares recordes no mercado internacional, impulsionados pelas restrições chinesas à exportação e pela persistente preocupação com a oferta global. O paratungstato de amônio (APT), principal produto intermediário, registra cotações próximas de máximas históricas, com valores ao redor de US$ 1.944 por 10 kg de WO3 puro em transações recentes. Esse patamar reflete um aumento significativo desde o início do ano, agravado pelo controle rigoroso imposto pela China, principal produtora mundial. A escassez percebida sustenta a alta mesmo após períodos sazonais de menor atividade, como o Ano Novo Lunar.

As medidas restritivas adotadas pela China desde o ano passado limitam o fluxo de produtos de tungstênio para o exterior, exigindo licenças específicas e reduzindo volumes exportados em até 40% em comparação com períodos anteriores. A China responde por mais de 75% da produção global de tungstênio, o que amplifica o impacto dessas políticas no abastecimento mundial. Setores como defesa, aeroespacial e semicondutores enfrentam pressões crescentes para garantir suprimentos, já que o metal é essencial em aplicações de alta resistência e durabilidade.

Restrições chinesas intensificam escassez global

As autoridades chinesas implementaram controles de exportação sobre o APT e outros derivados de tungstênio a partir de fevereiro do ano passado. Essas regras exigem aprovações governamentais para cada remessa, o que reduziu drasticamente as saídas do país. Exportações de certos produtos caíram para níveis próximos de zero em alguns meses recentes.

A produção interna também enfrenta limitações, com cotas de mineração reduzidas em cerca de 6% em relação ao ano anterior. Isso contribui para o aperto na oferta upstream, afetando toda a cadeia produtiva.

Preços internacionais disparam com demanda sustentada

O APT no mercado europeu e americano registra valores acima de US$ 2.000 por unidade métrica em benchmarks recentes, mais que dobrando em comparação com o início do ano em alguns casos. A alta reflete a combinação de oferta restrita e demanda firme de indústrias estratégicas.

Consumidores globais buscam alternativas para diversificar fontes, mas a dominância chinesa torna a transição lenta e custosa. Estoques baixos em várias regiões agravam a volatilidade nos preços à vista.

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Apple logo – Michael Derrer Fuchs / Shutterstock.com

Impacto nas indústrias dependentes do tungstênio

O tungstênio é crucial para ferramentas de corte, munições perfurantes e componentes eletrônicos. A alta nos custos pressiona margens de fabricantes que ainda não conseguem repassar integralmente os aumentos.

Empresas em setores de alta tecnologia e defesa acumulam estoques preventivos, o que reforça a pressão compradora no curto prazo. Países consumidores avaliam investimentos em produção alternativa para mitigar riscos futuros.

Mercado chinês mantém tendência de alta

Mesmo com o período pós-Ano Novo Lunar, os preços domésticos na China seguem elevados, com o APT cotado em níveis equivalentes a mais de RMB 1,5 milhão por tonelada em cotações recentes. A rigidez na oferta interna sustenta o movimento ascendente.

Analistas observam que o superaquecimento inicial no mercado chinês evoluiu para uma tendência estrutural, impulsionada por fatores geopolíticos e estratégicos. A manutenção das restrições indica persistência da alta nos próximos meses.

Perspectivas para o abastecimento global

A busca por fontes fora da China ganha força, com projetos de mineração em outras regiões recebendo atenção. No entanto, o tempo necessário para expandir a produção limita alívio imediato na oferta.

O equilíbrio entre demanda industrial crescente e oferta controlada deve manter os preços em patamares elevados. Participantes do mercado monitoram de perto eventuais ajustes nas políticas chinesas.