DHS confirma que Lewandowski deixou departamento após saída de Noem
O Departamento de Segurança Interna confirmou que Corey Lewandowski não ocupa mais nenhum cargo na agência. A informação veio por meio de comunicado oficial divulgado na sexta-feira. Ele atuava como conselheiro não remunerado da ex-secretária Kristi Noem durante o último ano.
Lewandowski acompanhou Noem em uma visita oficial à Guiana esta semana. Fotos divulgadas pela Embaixada dos Estados Unidos no país mostraram os dois em reuniões com autoridades locais. O departamento não detalhou razões específicas para a saída nem indicou cargo futuro para o ex-assessor.
- Atuação como conselheiro político junto a Noem desde o período de governadora da Dakota do Sul
- Influência em decisões de contratos acima de US$ 100 mil na agência
- Participação em operações de fiscalização de imigração durante o mandato
Atuação controversa no Departamento de Segurança Interna
Corey Lewandowski ingressou no Departamento de Segurança Interna como funcionário governamental especial. Essa modalidade impõe limite de 130 dias de trabalho não remunerado por ano segundo a legislação americana. No entanto ele permaneceu na agência desde fevereiro de 2025 quando Noem assumiu o cargo.
Sua presença gerou questionamentos sobre o cumprimento das regras de tempo de serviço. Lewandowski exercia poder de veto em contratos de alto valor e participava de decisões estratégicas. Funcionários da agência relataram que ele influenciava operações de segurança interna de forma significativa.
Viagem à Guiana e novas atribuições de Noem
Kristi Noem foi nomeada enviada especial para assuntos de segurança no Hemisfério Ocidental após deixar o comando do departamento. A viagem à Guiana integrou agenda de cooperação regional em temas como combate ao crime organizado e narcotráfico. Lewandowski apareceu ao lado dela em eventos oficiais durante a visita.
O Departamento de Segurança Interna não esclareceu o motivo da presença de Lewandowski na comitiva. Autoridades da embaixada registraram os encontros com o presidente da Guiana Irfaan Ali. A agenda incluiu discussões sobre iniciativas de segurança compartilhadas entre os países.
Histórico de Lewandowski na campanha de Trump
Lewandowski atuou como gerente da campanha presidencial de Donald Trump em 2016. Ele foi creditado por estratégias que contribuíram para vitórias em primárias importantes como a de New Hampshire. Posteriormente ocupou papel secundário na campanha de 2024.
Sua trajetória incluiu controvérsias públicas como o incidente com uma repórter durante evento de campanha. Lewandowski negou irregularidades na ocasião e manteve proximidade com Trump ao longo dos anos. Ele também fez lobby para a indicação de Noem ao cargo de secretária.
Questões orçamentárias e decisões polêmicas no Dhs
O departamento enfrentou impasse orçamentário desde fevereiro deste ano. Uma decisão breve de encerrar o programa TSA PreCheck gerou críticas e foi interpretada como pressão para liberação de recursos. Lewandowski esteve sob pressão interna relacionada a essa medida.
Noem recusou-se a responder perguntas de deputados democratas sobre o relacionamento com Lewandowski durante audiência no início do mês. Relatos da mídia mencionaram supostas relações pessoais entre os dois o que ambos negaram publicamente. O foco permaneceu nas operações de fiscalização de imigração conduzidas pela agência.
Saída confirmada e ausência de detalhes futuros
O comunicado do Departamento de Segurança Interna limitou-se a afirmar que Lewandowski não ocupa mais cargo na instituição. Não houve menção a possível transferência para outra área do governo ou para o novo papel de Noem como enviada especial. A Casa Branca também não emitiu comentários imediatos sobre o tema.
Lewandowski não respondeu a pedidos anteriores de esclarecimento sobre sua permanência no governo. A confirmação da saída ocorreu dias após as imagens da viagem à Guiana serem divulgadas. O episódio encerra uma fase marcada por debates sobre influência informal dentro do departamento.
Contexto das operações de imigração
Durante o mandato de Noem o Departamento de Segurança Interna priorizou ações de fiscalização migratória. Lewandowski participou ativamente dessas iniciativas segundo relatos de funcionários. A agência lidou com desafios operacionais e debates congressionais sobre financiamento.
A transição para o novo enviado especial representa mudança na abordagem de segurança regional. Noem agora coordena esforços relacionados ao Hemisfério Ocidental com foco em cooperação internacional. A presença de Lewandowski na viagem gerou questionamentos sobre continuidade de influência.
O Departamento de Segurança Interna mantém foco em suas atribuições principais apesar das mudanças recentes na liderança. Autoridades continuam a executar políticas estabelecidas sem interrupções reportadas. A saída de Lewandowski foi tratada de forma administrativa conforme o comunicado oficial.
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