Capcom lança Pragmata e desafia jogadores com combate estratégico e trama envolvente na Lua

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Pragmata - reprodução

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O novo título da Capcom, Pragmata, chegou ao mercado e tem conquistado a atenção por sua proposta de jogabilidade tática. O jogo transporta os jogadores para a Lua, onde um protagonista enigmático e uma androide crucial se unem para desvendar um mistério em meio ao caos. A narrativa, embora com alguns pontos a serem explorados, serve como base para um sistema de combate dinâmico e inovador.

A premissa central de Pragmata envolve uma instalação de mineração lunarita que subitamente enlouquece, transformando sua função produtiva em uma fábrica de robôs agressivos. O cenário distópico e a atmosfera de ficção científica são construídos com a poderosa RE Engine da Capcom, conhecida por sua capacidade de criar ambientes detalhados e imersivos. O game promete uma experiência que combina exploração, tiro e uma mecânica de “invasão” singular.

Pragmata – Divulgação

A complexa trama lunar e seus personagens

A história de Pragmata inicia com Hugh, um viajante com uma motivação pouco clara (“Eu simplesmente tive vontade”) para realizar a manutenção de uma gigantesca instalação de mineração de lunarita na Lua. Este mineral é o combustível para uma impressora 3D industrial de proporções colossais. Logo na chegada, a situação escala para o descontrole, com a impressora começando a produzir exclusivamente robôs agressivos, forçando uma evacuação caótica. Durante este pandemônio, Hugh cruza caminho com Diana, uma androide que rapidamente se estabelece como a peça central para decifrar a complexa situação. A trama mantém um ritmo constante, mas a profundidade emocional de Hugh permanece limitada, o que dificulta a conexão do jogador com suas motivações.

Em contraste, Diana brilha como um ponto alto da narrativa. Sua personalidade é permeada por simpatia e uma imprevisibilidade cativante, capaz de arrancar sorrisos mesmo em momentos de intensa ação. O comportamento da androide adiciona uma camada de humanidade e interesse à história, tornando-a uma figura memorável em meio ao ambiente árido e industrial. Infelizmente, a profundidade do arco narrativo de Diana não se estende consistentemente por toda a campanha, o que é uma oportunidade perdida para aprofundar ainda mais a história central do jogo. A relação entre os dois personagens, no entanto, é o motor da exploração e da resolução dos desafios que se apresentam.

Sistema de combate inovador e estratégico

A jogabilidade de Pragmata é definida por três pilares fundamentais: movimento, tiro e a mecânica de invasão. Esta última, controlada por botões físicos do controle que correspondem a direções na interface de invasão, pode parecer abstrata no início. Contudo, após as primeiras dezenas de minutos, torna-se um reflexo condicionado. Inimigos só se tornam vulneráveis a balas comuns depois de terem seus sistemas invadidos por Diana, exigindo um tempo preciso para cada ataque. Este design força o jogador a pensar estrategicamente, priorizando a sincronia entre os ataques de Hugh e a capacidade de Diana de explorar as fragilidades dos adversários. A necessidade de cronometrar cada ação cria um fluxo de combate que é constantemente envolvente e desafiador.

O jogo se destaca por um sistema de armas que desincentiva o apego a um único tipo de armamento. A maioria das armas é temporária, obtida de inimigos derrotados, e se desgasta rapidamente, com a munição acabando em pouco tempo. Até mesmo a pistola padrão exige recargas frequentes, forçando o jogador a improvisar e se adaptar. As armas são categorizadas por cores, cada uma indicando um estilo de combate distinto:

  • Vermelho: Foco puramente ofensivo, ideal para causar dano massivo em curtos períodos.
  • Verde: Permite a eliminação rápida de inimigos através de mecânicas específicas.
  • Azul: Oferece controle do campo de batalha, com a criação de escudos e o uso de iscas para manipular o posicionamento inimigo.

Essa constante alternância entre armas e estilos, aliada à variação das condições de combate, garante que nenhuma luta seja idêntica à anterior. Posicionamento, tempo de ação e inventário disponível são fatores que mudam constantemente, mantendo a experiência fresca e exigente.

Melhorias de personagens e gestão de equipamentos

O sistema de melhorias em Pragmata é projetado para fazer sentido e impactar diretamente a jogabilidade. Hugh possui uma árvore de habilidades que pode ser desenvolvida para aprimorar sua mobilidade, resistência ou poder de fogo, permitindo que os jogadores moldem o protagonista ao seu estilo de combate preferido. Essas escolhas são significativas, pois cada caminho oferece vantagens distintas para enfrentar os desafios crescentes do jogo.

Diana, por sua vez, possui habilidades que aprimoram sua crucial mecânica de invasão, adicionando bônus variados que otimizam sua eficácia em batalha. No entanto, ela só pode utilizar algumas melhorias por vez, e essas se desgastam com o uso, exigindo que o jogador alterne constantemente entre os equipamentos disponíveis. Essa dinâmica de gestão de recursos e habilidades garante que o progresso seja sentido, mas sem aliviar a pressão tática que permeia cada combate. Os desenvolvedores conseguiram balancear a sensação de evolução com a necessidade contínua de adaptação e estratégia por parte do jogador.

Caos projetado exemplar e batalhas épicas

O combate em Pragmata não se resume a uma sucessão de encontros isolados, mas sim a um estado contínuo de alerta máximo. O campo de batalha é um turbilhão de balas voando de todas as direções, inimigos aplicando pressão incessante, e o jogador é forçado a realizar análises rápidas da situação. A tarefa é encontrar o momento exato para invadir os sistemas inimigos com Diana e, simultaneamente, selecionar a arma mais adequada para o confronto. Essa combinação de elementos táticos e de reflexo transforma cada batalha em um quebra-cabeça sob extrema pressão, distanciando-se do formato tradicional dos jogos de tiro.

As batalhas contra chefes elevam essa intensidade a um novo patamar, transcendendo o combate convencional. As arenas de confronto se desintegram em tempo real, lasers gigantescos cruzam os céus, e elementos do cenário se transformam em perigosos projéteis. A escala desses confrontos é impressionante, e a engenharia por trás deles garante que as lutas nunca pareçam artificialmente prolongadas ou repetitivas. Entre os combates frenéticos, o jogo oferece um refúgio na base do protagonista, proporcionando momentos de descanso tanto em termos de jogabilidade quanto de narrativa. Esses interlúdios mais tranquilos com Diana adicionam um toque intimista e essencial, permitindo ao jogador respirar e aprofundar-se na relação entre os personagens, enriquecendo o mundo do jogo.

Longevidade e o valor do lançamento

Pragmata oferece uma campanha principal que pode ser concluída em aproximadamente 15 horas, um tempo considerado razoável para uma experiência de jogo única no gênero. Contudo, o título recompensa a rejogabilidade, seguindo a tradição de outros sucessos da Capcom. Os jogadores são incentivados a revisitar a campanha para experimentar diferentes combinações de melhorias, explorar árvores de habilidades alternativas para Hugh e enfrentar níveis de dificuldade mais elevados. Essa abordagem garante que a experiência continue fresca e desafiadora mesmo após a primeira conclusão.

Além do conteúdo robusto, o preço de lançamento de Pragmata se destaca como uma grata surpresa. Posicionado como um título AAA, o jogo custou 259 PLN na PlayStation Store polonesa, um valor competitivo para uma produção de grande porte. A acessibilidade do preço, combinada com a qualidade técnica e a profundidade da jogabilidade, posiciona Pragmata como um lançamento notável no cenário atual dos videogames. É um testemunho do compromisso da Capcom em oferecer experiências de alta qualidade a um custo que reflete o valor para o consumidor.

Qualidade visual e técnica

Os visuais de Pragmata são de altíssima qualidade, impulsionados pela aclamada RE Engine, a mesma tecnologia que underpinja séries como Resident Evil e o recente Dragon’s Dogma 2. Os cenários lunares são representados com um realismo impressionante, alternando entre ambientes áridos, estruturas industriais e seções claustrofóbicas que juntos criam um pano de fundo coeso e imersivo para a ação. A atenção aos detalhes visuais contribui significativamente para a atmosfera de ficção científica do jogo.

As animações de combate, apesar do caos constante na tela, permanecem claras e eficazes, permitindo que o jogador acompanhe a ação sem dificuldade. O design dos inimigos é outro ponto forte, comunicando visualmente seus comportamentos e padrões de ataque, o que é crucial para a estratégia em batalha. Diana, a androide coprotagonista, se destaca visualmente do restante do elenco; sua aparência e movimentos são meticulosamente detalhados, chamando a atenção mesmo em momentos narrativos mais calmos e solidificando sua importância na experiência geral do jogo.

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