Graças à equipe da Bandai Namco, participei recentemente de uma sessão hands-on com Echoes of Aincrad, o próximo action RPG ambientado no universo de Sword Art Online. Não me considerava o público-alvo exato antes da experiência e confesso que estava um pouco cético. Assisti à primeira temporada do anime há alguns anos, mas não acompanhei muito a franquia depois disso e também não joguei os títulos anteriores.
Para quem não conhece a série, Sword Art Online acompanha milhares de jogadores presos dentro de um MMORPG de realidade virtual, no qual a morte dentro do jogo resulta em morte no mundo real. A única forma de escapar é completar todos os 100 andares do enorme castelo flutuante chamado Aincrad. Apesar das minhas ressalvas iniciais, saí da sessão preview com vontade de ver mais do jogo.
Echoes of Aincrad adota uma abordagem diferente da maioria dos jogos de Sword Art Online. Em vez de colocar o jogador no papel de Kirito, o protagonista da série de anime, o título permite criar um personagem original e vivenciar o mundo de Aincrad por meio de uma história inédita. Quem já conhece a premissa de Sword Art Online entende logo o atrativo. O jogador fica preso no famoso castelo flutuante, lutando pela sobrevivência enquanto explora andares cada vez mais perigosos e fica mais forte ao lado de companheiros.
Sistema de parceiros rouba a cena no combate de Echoes of Aincrad
O combate gira em grande parte em torno da relação entre o personagem do jogador e o parceiro escolhido. Enquanto a ação em si é rápida e responsiva, as habilidades do parceiro roubam a cena. É possível alternar entre os modos “Switch” e “Free” para gerenciar a agressividade dos inimigos enquanto coordena ataques e habilidades de suporte. Segurar o gatilho esquerdo dá acesso tanto a Sword Skills quanto a Partner Skills, abrindo caminho para combinações poderosas. O jogo pareceu incentivar o uso de Iori, que se mostrou especialmente útil durante minha sessão graças às suas habilidades de suporte.
A versão de preview disponibilizada contava com vários arquivos de save de diferentes momentos da aventura, permitindo vislumbres de várias regiões, mecânicas de jogabilidade e avanços da narrativa. Embora alternar entre esses saves tenha dificultado a compreensão completa do enredo geral, a história acabou sendo uma grande surpresa. Fiquei interessado em descobrir para onde o jogo caminha. Isso não era algo que eu necessariamente esperava de uma franquia na qual nunca me aprofundei tanto. Não posso entrar em detalhes específicos aqui, então vou parar por enquanto.
Apesar do foco do jogo em sobrevivência, achei a dificuldade Very Hard bastante acessível. O ciclo de jogabilidade continua o mesmo independentemente do nível de dificuldade escolhido. Basicamente, chegar à zona segura mais próxima é a prioridade ao entrar em uma nova área. A partir dali, é possível explorar o ambiente ao redor, caçar inimigos, coletar recursos e farmar quedas de armas e blueprints antes de seguir adiante. O loop pareceu recompensador, mesmo não sendo tão punitivo quanto o marketing do jogo inicialmente sugeria.

