Macy’s confirma fechamento de 14 lojas até o fim de 2026 com duas unidades na Califórnia

5 min de leitura
Macy’s Foto: Macy’s - Bruce VanLoon/Shutterstock.com

A rede de lojas de departamento Macy’s confirmou o encerramento das atividades de 14 unidades nos Estados Unidos até o final de 2026. A medida faz parte de uma estratégia de reestruturação ampla que atinge diretamente o estado da Califórnia, onde duas lojas serão desativadas. O anúncio foi realizado na tarde desta terça-feira e reforça o cronograma de redução física da companhia para os próximos meses.

O movimento ocorre após um período de ajustes intensos na operação da empresa varejista. No ano de 2025, a Macy’s já havia efetuado o fechamento de 66 pontos de venda em território americano, incluindo uma unidade relevante na cidade de Los Angeles. A gestão atual busca otimizar a presença da marca em mercados considerados mais rentáveis e com maior fluxo de consumidores presenciais.

Cronograma de desativação das unidades sob nova gestão

A decisão de reduzir o número de lojas físicas está vinculada ao plano estratégico anunciado pela companhia em 2024. A meta estabelecida pela diretoria é o fechamento total de 150 estabelecimentos com desempenho abaixo do esperado até o encerramento do ano de 2026. Este processo de triagem operacional ganhou velocidade após Tony Spring assumir o cargo de CEO da empresa, implementando uma visão focada em eficiência administrativa.

Fundada em 1858, a Macy’s enfrenta um cenário de transformação no varejo global, onde o comportamento de compra migrou parcialmente para plataformas digitais. A escolha das 14 lojas para este novo ciclo de cortes baseou-se em métricas rigorosas de faturamento e custos de manutenção imobiliária. A empresa não detalhou, no comunicado oficial, o impacto total no quadro de funcionários destas localidades específicas, mas informou que o processo seguirá as normas vigentes em cada estado.

Macy’s
Macy’s – Ian Dewar Photography / Shutterstock.com

Impacto operacional e foco no mercado da Califórnia

A Califórnia aparece como um dos pontos centrais desta nova fase de encerramentos com a confirmação de que duas unidades deixarão de operar. O estado já havia registrado perdas no ano anterior e segue sob monitoramento da gestão central da marca. A saída de pontos físicos em regiões de alto custo operacional é vista por analistas de mercado como uma tentativa de preservar o caixa da empresa para investimentos em tecnologia e logística de distribuição.

  • Encerramento de 14 lojas em diversos estados americanos.
  • Confirmação de dois fechamentos específicos na Califórnia.
  • Meta de 150 unidades desativadas até o final do próximo ano.
  • Substituição de pontos de venda com baixo volume de vendas por operações digitais.
  • Foco em unidades remanescentes com maior potencial de lucro.
  • Ajuste logístico após a transição na presidência executiva da rede.

A estratégia de Tony Spring visa concentrar recursos nas lojas que possuem relevância histórica e volume de vendas que justifiquem os altos aluguéis em centros comerciais. O encerramento das 14 unidades deve ser concluído de forma escalonada, evitando interrupções bruscas no atendimento aos clientes fiéis da marca nestas regiões. A companhia reforçou que o suporte ao consumidor continuará disponível por meio do comércio eletrônico oficial e das lojas vizinhas que permanecerão abertas.

Desempenho financeiro e histórico de cortes recentes

O setor de varejo de vestuário e utilidades domésticas tem passado por uma retração nos espaços físicos em favor de centros de distribuição menores e mais ágeis. Em 2025, o fechamento das 66 lojas serviu como um teste para a capacidade da rede em manter sua fatia de mercado sem depender exclusivamente da capilaridade geográfica. A Macy’s relatou que os pontos fechados anteriormente apresentavam margens de lucro negativas ou estagnação no crescimento de clientes novos.

Mesmo com a tradição secular que carrega desde o século 19, a rede precisa adaptar seu modelo de negócios para competir com gigantes do setor e com o avanço de marcas exclusivas do ambiente virtual. O plano de cortes de 150 lojas representa uma redução significativa da pegada física da marca no país, mas é defendido pela administração como o único caminho para garantir a sustentabilidade financeira a longo prazo. Os próximos passos dependem da recepção do público às novas lojas conceito que a empresa pretende testar em áreas metropolitanas selecionadas.

As duas lojas na Califórnia que estão na lista de fechamento representam um desafio logístico, dado o peso econômico do estado para o varejo nacional. A empresa ainda não divulgou as datas exatas em que as portas serão fechadas definitivamente para o público, mas a expectativa é que o processo ocorra ao longo do segundo semestre deste ano e no início do próximo. A administração central continuará revisando o portfólio de imóveis periodicamente para identificar outras unidades que não atinjam as metas internas de produtividade.

Maria Clara é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2016: Formação: Atriz.

Notícias relacionadas