Brasileiras estão entre feridos em ataque a tiros nas pirâmides de Teotihuacán no México

Teotihuacan

Teotihuacan- SL-Photography/Shutterstock.com

O Ministério das Relações Exteriores confirmou que duas brasileiras foram baleadas durante um ataque nas pirâmides de Teotihuacán, no México. O episódio ocorreu na última segunda-feira e resultou na morte de uma mulher de nacionalidade canadense. Ao todo, treze pessoas foram atingidas pelos disparos efetuados por um homem que agiu de forma premeditada no sítio arqueológico. As autoridades mexicanas identificaram o autor como um jovem de 27 anos que portava armas no local.

Uma das vítimas do Brasil tem 13 anos e recebeu alta médica após o atendimento inicial. Ela permanece sob cuidados da família em território mexicano. A segunda brasileira atingida tem 55 anos e continua internada em uma unidade de saúde da região. Segundo nota oficial do Itamaraty, o quadro clínico dela é estável e não apresenta riscos imediatos de morte. O governo brasileiro monitora a assistência consular prestada às cidadãs e seus parentes desde o registro da ocorrência.

Atirador abriu fogo contra visitantes na Pirâmide da Lua

O criminoso foi identificado pela Procuradoria-Geral do Estado do México como Julio César Jasso Ramírez. Ele entrou no parque arqueológico passando-se por um visitante comum antes de iniciar os disparos. O monitoramento por câmeras de segurança registrou o momento em que ele começou a ameaçar civis na Pirâmide da Lua. Este local é um dos pontos mais frequentados por estrangeiros que visitam o complexo histórico de Teotihuacán.

Ramírez utilizou um revólver calibre 38 para realizar o atentado contra os turistas que circulavam pelas plataformas. De acordo com a perícia local, o agressor conseguiu recarregar a arma pelo menos duas vezes durante a ação. Além da arma de fogo, os agentes que atenderam o chamado encontraram munições extras e uma faca com o suspeito. Testemunhas relataram pânico generalizado enquanto os tiros eram disparados de forma sequencial no alto da estrutura de pedra.

Intervenção da Guarda Nacional e suicídio do autor

As forças de segurança mexicanas chegaram ao complexo cerca de sete minutos após o primeiro chamado de emergência. Unidades da Guarda Nacional e da polícia estadual cercaram o perímetro para tentar conter o avanço do atirador. Durante o confronto, dois agentes escalaram a pirâmide por um acesso lateral para surpreender o homem armado. Houve troca de tiros no topo da construção histórica diante de diversos reféns que estavam deitados no chão.

  • O suspeito disparou mais de 20 vezes contra o público e policiais.
  • Um agente da Guarda Nacional atingiu a perna do criminoso durante a aproximação.
  • Julio César Jasso Ramírez tirou a própria vida ao perceber que seria capturado.
  • A área foi isolada imediatamente para o trabalho da perícia e remoção do corpo.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, manifestou-se sobre o caso em entrevista coletiva. Ela destacou que as investigações preliminares apontam que o autor sofria de transtornos psicológicos evidentes. A mandatária descartou, neste primeiro momento, qualquer conexão do atentado com grupos do crime organizado que operam no país. Sheinbaum classificou o evento como algo inédito na história recente dos pontos turísticos mexicanos e pediu cautela com especulações.

Perfil das vítimas internacionais atingidas no atentado

O ataque gerou repercussão diplomática devido à diversidade de nacionalidades entre os feridos no sítio arqueológico. Além das duas brasileiras e da canadense que não resistiu aos ferimentos, cidadãos de outros cinco países foram vitimados. O serviço de emergência do Estado do México trabalhou no resgate de pessoas que apresentavam ferimentos por estilhaços e impactos diretos de bala. O atendimento hospitalar foi distribuído por centros médicos especializados em traumas na zona metropolitana.

A lista de feridos confirmada pelas autoridades locais inclui:

  • Seis cidadãos dos Estados Unidos.
  • Três turistas de nacionalidade colombiana.
  • Um visitante vindo da Rússia.
  • Uma mulher de origem holandesa.
  • Um segundo turista canadense que sobreviveu.

Relatos de sobreviventes descrevem momentos de tensão

Turistas que estavam na Pirâmide da Lua descreveram um cenário de isolamento e ameaças constantes durante o ataque. Vídeos capturados por visitantes mostram o atirador caminhando entre pessoas rendidas e ordenando que ninguém se aproximasse. O agressor teria exigido a retirada das viaturas policiais que começavam a cercar a base da pirâmide. O barulho das detonações causou correria nas vias de acesso e nas saídas principais do parque.

Laura Torres, uma das testemunhas oculares, afirmou que o ritmo dos disparos acelerou conforme a polícia avançava. Muitos visitantes se jogaram no chão das plataformas superiores para evitar a linha de tiro do agressor. O pânico dificultou a saída ordenada, já que muitos acreditavam se tratar de um ataque coordenado com mais participantes. O governo estadual confirmou que Ramírez agiu sozinho e que o local agora passa por protocolos de segurança reforçados.