Nike vai eliminar cerca de 1.400 cargos na divisão de operações globais. A maior parte das demissões ocorre no departamento de tecnologia. A empresa informou a decisão na quinta-feira.
O movimento integra o plano de turnaround batizado de Win Now. Executivos buscam tornar a companhia mais rápida, simples e precisa na execução. A Nike enfrenta queda prolongada nas vendas após apostar demais em produtos de lifestyle e se afastar do foco em performance.
Demissões concentram-se em tecnologia e afetam várias regiões
A nota interna enviada aos funcionários veio do diretor de operações Venkatesh Alagirisamy. Ele afirmou que a reorganização da empresa está quase concluída. O objetivo é simplificar processos em várias frentes.
Os cortes vão atingir trabalhadores na América do Norte, Europa e Ásia. Parte da equipe de tecnologia será realocada para o quartel-general em Beaverton, no Oregon, e para o centro tecnológico em Bengaluru, na Índia.
- A maioria das vagas eliminadas pertence ao time de tecnologia na divisão de operações.
- Mudanças também ocorrem em fábricas do sistema Air, de amortecimento proprietário.
- Equipes de suprimentos de matéria-prima serão integradas aos times de calçados e vestuário.
- A empresa já havia cortado cerca de 800 vagas em centros de distribuição em janeiro.
- Demissões anteriores atingiram staff corporativo ao longo do ano passado.
Contexto de vendas em queda pressiona resultados
A Nike é a maior empresa de artigos esportivos do mundo. Nos últimos anos, a marca perdeu espaço ao reduzir o ritmo de inovação em produtos de desempenho. O CEO Elliott Hill assumiu a tarefa de realinhar a companhia ao esporte e acelerar o desenvolvimento de novos itens.
Em março, a empresa avisou investidores que espera queda nas vendas neste ano. O desempenho fraco na Ásia, especialmente na China, pesa sobre o resultado. Crescimento na América do Norte não compensa as perdas.
Executivos mencionaram ainda impactos de volatilidade causada por conflitos no Oriente Médio e alta nos preços do petróleo. Esses fatores podem continuar a afetar o negócio.
Reestruturação inclui ajustes em manufatura e cadeia de suprimentos
Além das demissões, a Nike reorganiza operações em fábricas e logística. Funcionários que trabalham com fornecimento de materiais serão realocados para times de produto. A ideia é reduzir complexidade e ganhar velocidade na entrega ao mercado.
A companhia já realizou cortes em anos anteriores. Este é o mais recente de uma série de ajustes para conter custos e recuperar margem. A Nike emprega dezenas de milhares de pessoas globalmente. Os 1.400 cortes representam menos de 2% do total de funcionários.
Impacto em Beaverton e centros internacionais
O quartel-general em Beaverton, no Oregon, também sente os efeitos da reestruturação. Parte das vagas cortadas estava localizada ali. A empresa mantém presença forte na região, mas busca eficiência em todos os mercados.
Na Ásia, o foco está em recuperar vendas na China. Na Europa, ajustes visam agilizar distribuição. A Nike não detalhou números exatos por país para proteger a privacidade dos trabalhadores.
Próximos passos da empresa no plano de virada
Executivos indicam que a fase atual de reorganização está avançada. O plano Win Now inclui ainda modernização de tecnologia e simplificação de processos internos. A meta é lançar produtos mais inovadores com maior rapidez.
A companhia segue monitorando o cenário externo. Analistas do mercado acompanham os resultados trimestrais para medir o progresso da estratégia. A Nike não forneceu estimativa de economia com os cortes.

