Novo filme sobre Michael Jackson divide críticas mas conquista fãs com performance do sobrinho
O filme Michael estreou em Berlin no dia 10 de abril de 2026. A distribuição nos Estados Unidos está marcada para 24 de abril pela Lionsgate, com a Universal Pictures cuidando do mercado internacional. O longa de 127 minutos acompanha a trajetória do cantor desde os primeiros passos no Jackson Five até o grande concerto no estádio de Wembley, em 1988, quando ele tinha 30 anos. Uma legenda ao final avisa que a história continua.
O diretor Antoine Fuqua assina a obra, com roteiro de John Logan. Jaafar Jackson, sobrinho de 29 anos do artista e filho de Jermaine Jackson, vive o Michael adulto. Juliano Valdi interpreta a versão criança. Colman Domingo encarna Joe Jackson e Nia Long dá vida a Katherine Jackson. Miles Teller aparece como o advogado John Branca. Outros nomes incluem Kendrick Sampson no papel de Quincy Jones e Mike Myers em uma participação como Walter Yetnikoff.
Elenco traz familiaridade e performances destacadas
Jaafar Jackson reproduz com precisão os movimentos de dança e o estilo vocal do tio nos números musicais. Críticos apontam essa sequência como um dos pontos altos do projeto. Colman Domingo entrega uma interpretação intensa de Joe Jackson, o pai autoritário que aparece com o cinto em cenas de disciplina familiar.
O roteiro passa pela casa da família em Gary, Indiana, com menções aos animais de estimação de Michael, como chimpanzé, lhama e girafa. Mostra ainda sessões de gravação, viagens de ônibus em turnê e a subida nas paradas de sucesso. Uma cena divertida retrata Michael dando orientações ao diretor John Landis durante a produção do clipe de Thriller.
- Jaafar Jackson como Michael Jackson adulto
- Juliano Valdi como Michael Jackson criança
- Colman Domingo como Joe Jackson
- Nia Long como Katherine Jackson
- Miles Teller como John Branca
- Kendrick Sampson como Quincy Jones
A produção conta com o envolvimento do espólio de Michael Jackson. Graham King, John Branca e John McClain assinam como produtores. O filme evita episódios mais controversos da vida do artista e se concentra na música e na ascensão profissional.
Críticas apontam fórmula conhecida e narrativa rasa
Diversas análises descrevem o longa como repleto de clichês comuns a filmes sobre músicos. Há sequências de espanto dos produtores no estúdio, a clássica imagem do ônibus de turnê e a montagem de ascensão nas charts. O suporte familiar, com irmãos como Jermaine, Marlon, Tito, Jackie e La Toya, recebe pouco desenvolvimento e aparece quase sem falas.
O tom geral é considerado leve e sem aprofundamento em aspectos mais complexos da biografia. A direção opta por um visual polido, com fotografia de Dion Beebe. A trilha sonora usa as canções originais de Michael Jackson, o que garante impacto emocional nas cenas de palco.
Alguns textos mencionam que o projeto passou por ajustes durante a pós-produção. Parte do material gravado inicialmente foi descartado. O resultado final prioriza uma visão celebratória da carreira até o final dos anos 1980.
Detalhes da produção e distribuição
O desenvolvimento do filme começou em 2019. As filmagens ocorreram a partir de janeiro de 2024, após atrasos causados pela greve dos atores em 2023. O custo estimado ficou na casa dos 155 milhões de dólares. Efeitos visuais envolveram estúdios como Industrial Light & Magic.
A estreia mundial aconteceu no Festival de Berlim. A versão exibida tem classificação indicativa PG-13 nos Estados Unidos. No Brasil, a chegada às salas deve ocorrer nos dias seguintes ao lançamento norte-americano, conforme padrão de distribuidoras internacionais.
O projeto recebeu elogios pontuais pela recriação de ambientes dos anos 1960, 1970 e 1980. A produção recriou estúdios, casas e palcos com atenção a detalhes de época.
Recepção inicial divide opiniões
Parte da cobertura destaca a performance de Jaafar Jackson como fiel à energia de palco do tio. Outras análises consideram o filme uma montagem de sucessos musicais com pouca dramaticidade fora das canções. O ritmo acelerado cobre décadas em pouco mais de duas horas.
Não há menção a números de bilheteria até o momento, pois o lançamento amplo ocorre nesta semana. O espólio da família Jackson acompanhou de perto todas as etapas. Produtores indicaram interesse em uma possível continuação, mas nada foi confirmado.
O longa chega em um momento em que o legado de Michael Jackson continua a gerar debate público. A obra opta por celebrar o artista através de sua música e conquistas profissionais.
Fontes cruzadas confirmam nomes do elenco, datas de estreia, duração de 127 minutos e foco na fase até 1988 em múltiplos veículos. Detalhes sobre clichês e tom leve aparecem de forma consistente nas primeiras críticas publicadas em 21 e 22 de abril de 2026.
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