Karyn Lima Souza e Silva, de 24 anos, foi localizada na quinta-feira (23) em São José, na Grande Florianópolis. A jovem estava desaparecida desde o dia 15 de abril. A mãe confirmou o retorno da filha, que se encontra bem e em segurança na residência da família.
A secretária deixou o trabalho no bairro Praia Comprida dizendo que iria ao dentista. Ela pegou um carro de aplicativo e não deu mais notícias. O caso mobilizou buscas da Polícia Civil e da família durante oito dias.
Localização encerra registro de desaparecimento
A informação sobre o reaparecimento veio diretamente da mãe de Karyn. Ela contou à NSC que a filha voltou para casa e passa bem. A família agora acompanha a jovem em um momento descrito como delicado.
Karyn é natural de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Ela morava em Santa Catarina desde agosto do ano passado. O companheiro registrou o desaparecimento após a ausência prolongada.
- A jovem saiu da escola por volta das 9h do dia 15 de abril
- Disse a colegas que precisava resolver um problema no dentista
- Entrou em veículo de aplicativo no bairro Praia Comprida
- Não compareceu à consulta agendada, segundo boletim de ocorrência
- Mensagens foram enviadas à família após o sumiço, conforme apuração
A Polícia Civil tratava o caso inicialmente como desaparecimento. Investigadores analisaram imagens de câmeras e conversas relatadas no boletim.
Escola registra ocorrência por suposto desvio de dinheiro
A instituição de ensino onde Karyn trabalhava como secretária procurou a polícia. Funcionários apontaram movimentações suspeitas que somariam cerca de R$ 40 mil. A 3ª Delegacia de Polícia de São José abriu procedimento para apurar a possível fraude.
A mãe negou qualquer envolvimento da filha com desvio de valores. Ela afirmou que Karyn não possuía o dinheiro e que o foco agora é o bem-estar da jovem. A família planeja buscar apoio psicológico.
A Polícia Civil mantém investigações paralelas. Uma apura o desaparecimento e as circunstâncias do retorno. Outra examina os relatos da escola sobre as transações.
Mensagens enviadas à família durante o período
Boletins de ocorrência registraram que Karyn enviou mensagens para a mãe. Em uma delas, a jovem mencionou a necessidade de colocar as coisas em ordem. A conversa ocorreu por rede social na noite do desaparecimento.
Investigadores verificam a autenticidade e o conteúdo completo dessas trocas. A hipótese de fuga voluntária ganhou força com o reaparecimento sem sinais de violência.
Nenhum ferimento ou situação de risco foi relatado pela família ao reencontro. Karyn não prestou depoimento público até o fechamento desta reportagem.
Investigação segue em duas frentes na Grande Florianópolis
A Delegacia de Pessoas Desaparecidas e a 3ª DP de São José dividem as apurações. A polícia ainda não detalhou novos passos após a localização da jovem. Contatos com a 3ª DP não foram respondidos.
A escola particular não se manifestou publicamente sobre o caso. O valor mencionado no boletim refere-se a transferências via Pix, segundo relatos iniciais.
Familiares de Campo Grande acompanharam o caso à distância. A mãe destacou o apoio emocional que a filha receberá a partir de agora.
Detalhes do último dia de trabalho
Karyn atuava na secretaria da unidade de ensino no litoral catarinense. Colegas notaram a saída normal pela manhã. Ela citou um ferimento na boca como motivo da consulta.
O carro de aplicativo foi chamado no local de trabalho. Imagens de segurança da região foram solicitadas pela polícia nos primeiros dias. O destino informado ao motorista não foi divulgado.
Oito dias se passaram até o retorno. A família evitou dar mais declarações além da confirmação do reencontro e da negativa sobre o dinheiro.
A Polícia Civil deve colher depoimento formal de Karyn nos próximos dias. O procedimento sobre o suposto desvio continua em andamento.

