Uma nova onda de calor começa a atuar sobre o Brasil nesta segunda-feira. O fenômeno deve elevar as temperaturas em várias regiões até o próximo domingo. As áreas mais afetadas incluem o Sudeste, o Centro-Oeste e o Sul do país.
O sistema também traz baixa umidade relativa do ar em pontos específicos. A Climatempo identificou atuação mais intensa em partes do Mato Grosso do Sul, sul de Goiás, sul e sudeste de Mato Grosso, oeste e noroeste de São Paulo e extremo noroeste do Paraná. Campo Grande aparece como a única capital dentro da zona principal de influência.
Onda de calor definida por temperaturas cinco graus acima da média
O conceito de onda de calor considera elevação sustentada de ao menos cinco graus em relação à média histórica para o período. Essa condição se aplica às áreas indicadas pela consultoria meteorológica. O episódio atual ganha força a partir de hoje e segue com intensidade variável até o dia 26.
Em regiões vizinhas, o calor também se faz presente, embora sem configuração exata de onda. O centro-oeste de Minas Gerais, centro e norte de São Paulo, centro, oeste, leste e norte de Goiás, Distrito Federal, centro e leste de Mato Grosso, centro-norte e oeste do Paraná, extremo sul do Tocantins e sudoeste da Bahia registram tardes mais quentes.
As capitais Curitiba, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro devem ter dias quentes, mas o período consecutivo não ultrapassa cinco dias na maioria dos casos.
- Partes do centro, norte e leste de Mato Grosso do Sul
- Sul de Goiás
- Partes do sul e sudeste de Mato Grosso
- Metade oeste do Triângulo Mineiro
- Oeste e noroeste de São Paulo
- Extremo noroeste do Paraná
Alerta vermelho do Inmet sinaliza grande perigo até sábado
O Instituto Nacional de Meteorologia mantém alerta vermelho ativo para onda de calor com validade até as 18h de sábado, dia 25. O comunicado abrange o oeste de Mato Grosso, do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.
Esse nível indica situação de grande perigo. A combinação de calor persistente e baixa umidade aumenta riscos à saúde, especialmente para grupos mais vulneráveis. A umidade relativa do ar pode cair abaixo de 30% em várias localidades afetadas pela falta de chuva.
Meteorologistas acompanham o deslocamento do sistema de alta pressão que sustenta o padrão. Ele bloqueia a entrada de frentes frias e mantém o ar quente sobre o centro-sul do país.
Previsão aponta possível prolongamento além de 26 de abril
A Climatempo avalia que a onda pode se estender até os últimos dias de abril nas mesmas regiões. O cenário depende da evolução dos sistemas atmosféricos nos próximos dias.
Outras áreas do país registram influência indireta do calor. No entanto, o foco principal permanece nas zonas já mapeadas. A ausência de chuva contribui para a secura do ar e eleva a sensação térmica em muitos municípios.
Equipes de meteorologia continuam a monitorar os índices diários. Atualizações devem ocorrer conforme o comportamento da massa de ar quente.
Recomendações para enfrentar o período de calor e baixa umidade
Autoridades orientam a população a adotar medidas simples de proteção. Beber bastante água ao longo do dia ajuda a manter a hidratação. Evitar exposição direta ao sol entre 10h e 16h reduz os riscos de insolação.
O uso de roupas leves e claras facilita a transpiração. Em ambientes fechados, ventiladores ou ar-condicionado podem amenizar o desconforto, desde que haja manutenção regular dos equipamentos.
- Manter ambientes arejados durante as manhãs e noites
- Evitar exercícios físicos intensos nos horários mais quentes
- Observar sinais de fadiga ou tontura em crianças e idosos
- Usar protetor solar mesmo em dias nublados
Capitais e grandes centros sentem o impacto do calor
São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba registram tardes mais quentes nesta semana. O calor não deve se prolongar de forma contínua nas quatro capitais. Ainda assim, a população percebe o aumento das temperaturas em relação aos dias anteriores.
No interior, os termômetros sobem com maior intensidade. Algumas cidades do oeste paulista e do sul goiano podem ultrapassar os valores habituais para o outono. A baixa umidade agrava o quadro em locais com pouca nebulosidade.
O monitoramento diário permite ajustes na previsão conforme necessário.

