Roger Machado justifica escalação reserva e celebra empate do São Paulo em Bogotá

Roger Machado - X.com/ São Paulo

Roger Machado - X.com/ São Paulo

Roger Machado utilizou o empate sem gols entre São Paulo e Millonarios para realizar testes estruturais no elenco. Na noite desta terça-feira, uma equipe com mudanças profundas garantiu um ponto em Bogotá, na Colômbia. O resultado manteve o Tricolor na liderança isolada do Grupo C da Copa Sul-Americana.

A estratégia do treinador envolveu a preservação de seis titulares absolutos para o duelo no estádio El Campín. Rafael Tolói, Lucas Ramon, Danielzinho, Artur, Luciano e Calleri sequer iniciaram a partida. Apenas Alan Franco e Sabino foram mantidos na base defensiva original. Roger explicou que as escolhas foram pautadas pelas características do adversário e pelas condições geográficas da capital colombiana.

Estratégia tática priorizou controle de bolas aéreas e inversões

O São Paulo abandonou sua formação habitual para atuar no esquema 3-5-2 durante o primeiro tempo. A intenção era bloquear o principal ponto forte do Millonarios: os cruzamentos laterais. Roger Machado pontuou que o time colombiano é o que mais utiliza esse recurso no campeonato local. A linha de três zagueiros visava dar maior sustentação aérea.

No setor ofensivo, a dupla formada por André Silva e Tapia teve a missão de explorar as costas da defesa adversária. O treinador destacou a doação coletiva de Tapia, que se movimentou por diversas faixas do campo para abrir espaços. Entretanto, o desgaste físico provocado pelos 2.640 metros de altitude em relação ao nível do mar cobrou seu preço na etapa final.

Mudança de postura no segundo tempo e efeitos da altitude

Com a queda de rendimento físico, o São Paulo passou a ser mais pressionado e viu o Millonarios controlar a posse de bola. Roger Machado reagiu alterando o desenho da equipe para o 5-4-1. O objetivo era fechar os corredores laterais com pontas rápidos para conter as inversões de jogo. A falta de oxigênio foi citada pelo comandante como fator determinante para decisões equivocadas nos minutos derradeiros.

Abaixo, os principais pontos destacados pelo treinador sobre o desempenho em Bogotá:

  • Adaptação ao ambiente de competição Sul-Americana e atmosfera do estádio.
  • Utilização de jogadores jovens como Nicolas e Djhordney para ganhar rodagem internacional.
  • Estreia segura do goleiro reserva Coronel em contexto de alta pressão.
  • Manutenção da liderança do grupo mesmo com time alternativo.
  • Minimização dos efeitos físicos através de organização defensiva.

Processo de renovação e chances para jogadores da base

A viagem para a Colômbia serviu para Roger Machado observar atletas que vinham se destacando nos treinamentos diários. O técnico reforçou que as oportunidades para jogadores como Nicolas e Djhordney são frutos de merecimento técnico. Segundo ele, o processo de crescimento desses jovens ocorre de forma natural quando inseridos em uma estrutura com atletas experientes.

A situação dos centroavantes Ryan e Paulinho também foi comentada após o apito final. Enquanto Paulinho já está integrado à rotina normal do banco de reservas, Ryan segue um cronograma de transição após longo período de lesão. O treinador frisou que o dia a dia de atividades no CT continuará sendo o critério principal para definir quem recebe minutos nas próximas rodadas.

Situação do grupo e próximos desafios na temporada

O ponto somado em território estrangeiro deixou o São Paulo com sete pontos na tabela de classificação. A equipe agora possui uma folga no calendário continental, voltando a campo pela Sul-Americana apenas no dia 7 de maio. O adversário será o O’Higgins, em jogo que será disputado no Chile sob condições climáticas distintas das encontradas em Bogotá.

O foco imediato do elenco volta-se agora para as competições nacionais. O Tricolor encara o Bahia neste domingo, às 16h, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro. O confronto será realizado em Bragança Paulista e deve marcar o retorno dos titulares que foram poupados da logística desgastante da última viagem internacional. Roger Machado reiterou que resultados conquistados na altitude devem ser sempre comemorados pela dificuldade inerente ao local.