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Herança de cem milhões motivou execução de vencedor da loteria por ordem da própria esposa

Rene sena e Adriana
Foto: Rene sena e Adriana - Reprodução

O ex-lavrador Renné Senna perdeu a vida de forma violenta em 7 de janeiro de 2007, em Rio Bonito, no interior do Rio de Janeiro. O homem recebeu quatro tiros na cabeça enquanto bebia em um bar no distrito de Lavras. Ele havia ganhado sozinho o prêmio principal da loteria nacional dois anos antes. A execução aterrorizou os moradores da comunidade rural. O crime revelou rapidamente uma rede de interesses financeiros e conflitos familiares. A vítima mantinha uma rotina simples na região mesmo após o enriquecimento repentino. A investigação apontou a própria esposa como mandante do homicídio.

Casamento recente e desgaste na relação

A mudança de vida do ex-açougueiro ocorreu em julho de 2005. O prêmio de R$ 52 milhões transformou a realidade financeira do trabalhador rural. Ele decidiu permanecer perto dos velhos amigos e comprou propriedades na região. O casamento com a cabeleireira Adriana Ferreira de Almeida aconteceu em janeiro de 2006. A mulher tinha 25 anos na época da união. O relacionamento apresentou problemas graves em poucos meses de convivência.

Mega-Sena
Mega-Sena – rafaelnlins/ Shutterstock.com

As brigas tornaram-se frequentes na residência do casal. O milionário desconfiava da fidelidade da esposa e passou a monitorar seus passos. Ele planejava alterações drásticas em seu testamento para proteger o patrimônio. A ameaça de exclusão da herança gerou o estopim para a separação definitiva. O rompimento ocorreu poucos dias antes do ataque fatal no bar. A viúva assumiu a posição de principal suspeita logo nas primeiras horas de apuração.

Durante os interrogatórios iniciais, a mulher tentou desviar o foco dos investigadores. Ela acusou formalmente a enteada, Renata Senna, de planejar a morte do pai. A cabeleireira alegou que a vítima exigiria um exame de DNA para comprovar a paternidade da jovem. Os agentes descartaram essa versão rapidamente após cruzar os dados preliminares. A tentativa de incriminar a filha aumentou a desconfiança sobre a viúva.

Quebra de sigilo e provas contra a mandante

Os detetives concentraram os esforços na análise do patrimônio da vítima. O rastreamento bancário revelou uma movimentação atípica de R$ 1,8 milhão. A viúva realizou o saque logo após a confirmação do óbito do marido. O inquérito policial concluído em 2007 apontou que ela utilizou o dinheiro para financiar o crime. Ela contratou um ex-funcionário da família para organizar a emboscada.

O esquema criminoso envolveu uma rede de proteção armada. O atirador principal trabalhava como segurança particular do milionário meses antes do ataque. Outros agentes de segurança e policiais militares da ativa participaram da logística de monitoramento. O Ministério Público reuniu um conjunto probatório robusto contra o grupo.

Os promotores basearam a acusação em provas materiais recolhidas na cena do crime. As evidências anexadas ao processo incluíram:

  • Gravações telefônicas autorizadas pela Justiça que derrubaram os álibis dos suspeitos.
  • Apreensão de uma motocicleta com chassi adulterado usada na fuga.
  • Documentos bancários atestando a transferência de valores elevados após o crime.
  • Depoimentos de testemunhas oculares do ataque no estabelecimento de Lavras.
  • Contradições graves nos horários informados pelos seguranças durante as oitivas.

As autoridades expediram mandados de prisão contra os envolvidos em fevereiro de 2007. A complexidade da quadrilha ficou evidente com a morte paralela de um informante. O homem assassinado havia denunciado um plano de sequestro orquestrado pela mesma facção. O silenciamento da testemunha confirmou a periculosidade dos executores contratados pela viúva.

Batalha nos tribunais e captura no interior

O trâmite judicial arrastou-se por quase uma década nos tribunais fluminenses. Um conselho de sentença absolveu a viúva em um primeiro momento no ano de 2011. Os promotores recorreram da decisão imediatamente. O órgão acusador provou que os jurados ignoraram evidências técnicas fundamentais. O tribunal superior anulou o resultado e determinou a realização de um novo júri popular.

A segunda avaliação ocorreu em 2016 sob forte esquema de segurança. Os novos jurados conden

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