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Ranking da Forbes destaca líderes globais em 2025 e traz presidente do Banco do Brasil na lista

Lisa Su
Foto: Lisa Su - jamesonwu1972 / shutterstock.com

A revista Forbes publicou a edição de 2025 do ranking anual que mapeia as cem mulheres mais poderosas do mundo. O levantamento destaca executivas, políticas e artistas que, juntas, administram cerca de US$ 37 trilhões em poder econômico. As decisões tomadas por essas profissionais impactam diretamente a vida de mais de um bilhão de pessoas em diferentes continentes. A publicação ocorreu em Nova York, nos Estados Unidos, e avaliou critérios como patrimônio, presença na mídia e esferas de influência. O grupo selecionado atua na linha de frente de corporações e governos.

O cenário global deste ano reflete os desafios impostos pela transição energética e pelos avanços tecnológicos. As líderes listadas ocupam posições estratégicas em bancos centrais, instituições financeiras e empresas de tecnologia. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, garantiu a primeira colocação pelo seu papel nas políticas de defesa e energia no continente europeu. O Brasil conta com uma representante na lista, a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, que figura na décima oitava posição. A seleção evidencia a concentração de poder em setores que definem o futuro da economia mundial.

Lideranças políticas ditam rumos da economia e segurança

O topo do ranking demonstra a força das mulheres na política internacional e na formulação de diretrizes macroeconômicas. Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, ocupa o segundo lugar e detém a responsabilidade de definir as taxas de juros para os vinte países da zona do euro. A política monetária adotada por ela afeta o controle da inflação, as exportações e o volume de investimentos na região. As decisões tomadas em Frankfurt, na Alemanha, reverberam nos mercados financeiros globais de forma imediata.

A terceira posição pertence a Sanae Takaichi, que assumiu o cargo de primeira-ministra do Japão em outubro de 2025. Ela é a primeira mulher a comandar o país asiático e gerencia uma economia avaliada em US$ 4,2 trilhões. O plano de governo da premiê prioriza o realinhamento da defesa nacional e a busca por soluções para a pressão demográfica japonesa. As medidas implementadas em Tóquio influenciam a cadeia de manufatura asiática e os fluxos de comércio internacional. O mandato exige respostas rápidas para manter a competitividade do país.

O cenário político conta ainda com nomes de peso na América Latina, na Europa e na África. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, aparece no quinto lugar e concentra esforços na atração de investimentos estrangeiros. O objetivo é consolidar o território mexicano como um polo de manufatura para a América do Norte. Na Itália, a primeira-ministra Giorgia Meloni, quarta colocada, trabalha para equilibrar as políticas de imigração com as metas de crescimento econômico estabelecidas em Roma. Na Namíbia, a primeira-ministra Netumbo Nandi-Ndaitwah, na septuagésima nona posição, gerencia a exploração de minerais raros essenciais para a fabricação de baterias de veículos elétricos.

Setor de tecnologia e inteligência artificial atrai bilhões

As empresas de tecnologia dominam grande parte das posições de destaque devido aos investimentos massivos em infraestrutura digital. Executivas do setor controlam orçamentos que ultrapassam a marca de US$ 400 bilhões anuais, destinados principalmente ao desenvolvimento de inteligência artificial. Lisa Su, diretora executiva da AMD, conquistou a décima posição ao gerenciar a produção de semicondutores. Os componentes são essenciais para o funcionamento de sistemas complexos e abastecem gigantes como Google e Nvidia. A cadeia de suprimentos depende da eficiência dessas operações.

O fluxo de capital para a inovação passa pelas mãos de diretoras financeiras de grandes corporações americanas. Ruth Porat, presidente e diretora financeira da Alphabet, ocupa o décimo segundo lugar e aloca recursos bilionários para a construção de data centers. A executiva também supervisiona as operações do Google diante das regulamentações antitruste. No mesmo segmento, Sarah Friar, diretora financeira da OpenAI na quinquagésima posição, administra os recursos que aceleram a criação de novas ferramentas generativas e chatbots. O mercado exige aportes contínuos para sustentar a pesquisa.

O mercado de tecnologia conta com outras figuras centrais na gestão de capital e desenvolvimento de sistemas.

  • Colette Kress (37ª): Controla as finanças da Nvidia em meio à alta demanda por processadores gráficos avançados.
  • Amy Hood (16ª): Atua como diretora financeira da Microsoft e gerencia investimentos estratégicos em computação em nuvem.
  • Daniela Amodei (73ª): Cofundadora da Anthropic, foca na criação de modelos de inteligência artificial seguros e alcançou status de bilionária.

O valor de mercado combinado das principais empresas de tecnologia sob a influência dessas executivas ultrapassa a marca de US$ 8 trilhões. As escolhas estratégicas feitas por elas garantem a conformidade com as exigências de governos e investidores. A expansão da conectividade global também ganha força com Gwynne Shotwell, presidente da SpaceX, na vigésima posição. A empresa implantou o satélite de número três mil da rede Starlink até dezembro de 2025. A operação amplia o acesso à internet e fortalece a defesa espacial a partir da base na Califórnia.

Executivas financeiras e o controle do capital global

O setor bancário e de investimentos apresenta líderes que determinam a distribuição de crédito em escala global. Jane Fraser, diretora executiva do Citi, figura no oitavo lugar e comanda a reestruturação da instituição financeira em Nova York. A executiva supervisiona cerca de US$ 2,4 trilhões em ativos, e suas diretrizes para empréstimos corporativos afetam as cadeias de suprimentos internacionais. A estabilidade do banco durante períodos de volatilidade depende das estratégias traçadas por sua equipe de gestão.

No mercado asiático, Tan Su Shan assumiu a presidência do DBS em Singapura em março de 2025 e garantiu a vigésima nona posição. Ela dirige o maior banco do Sudeste Asiático, com US$ 637 bilhões em ativos sob sua administração. A instituição facilita o acesso ao crédito para impulsionar o crescimento regional nos setores de comércio e tecnologia. Nos Estados Unidos, Abigail Johnson, diretora executiva da Fidelity Investments no nono lugar, administra US$ 13,7 trilhões. A executiva influencia fundos de aposentadoria e grandes investimentos a partir de seu escritório em Boston.

A indústria automotiva e de consultoria também apresenta números expressivos sob o comando feminino. Mary Barra, diretora executiva da General Motors no sétimo lugar, lidera a transição da montadora para a produção de veículos elétricos em Detroit. O plano de negócios prevê investimentos de US$ 35 bilhões até o fim do ano. Julie Sweet, diretora executiva da Accenture na sexta posição, integra soluções de inteligência artificial nas operações de sete mil clientes. A estratégia gera uma receita anual de US$ 64 bilhões para a empresa de consultoria.

Representação brasileira e o impacto cultural na economia

A presença do Brasil no ranking ocorre por meio de Tarciana Medeiros, que assumiu a presidência do Banco do Brasil em janeiro de 2023. Ela é a primeira mulher a comandar a instituição em duzentos e quinze anos de história e ocupa a décima oitava posição global. A executiva supervisiona US$ 600 bilhões em ativos e direciona financiamentos para projetos sustentáveis. A agricultura de baixo carbono, apoiada pela instituição, representa vinte e cinco por cento das exportações brasileiras. O banco atua como pilar do agronegócio nacional.

A gestão de Medeiros resultou na expansão de empréstimos para o setor de energias renováveis em quinze por cento no ano de 2024. A medida alinha a instituição financeira às metas globais de redução de emissões de carbono. A executiva paraibana possui trinta anos de experiência no banco e foca na inovação digital para atender cinquenta milhões de clientes. A influência dela se estende às políticas da América Latina, com participação ativa em fóruns internacionais como o G20. Os debates priorizam a equidade de gênero no sistema financeiro.

Além do setor corporativo, o entretenimento demonstra capacidade de gerar valor econômico e movimentar mercados. Taylor Swift, na vigésima primeira posição, impulsiona a indústria musical com turnês que arrecadaram US$ 2 bilhões recentemente. Oprah Winfrey, no trigésimo lugar, mantém um império midiático avaliado em US$ 3 bilhões a partir de Chicago. Kim Kardashian, na septuagésima primeira colocação, captou US$ 225 milhões para sua marca de roupas em Los Angeles. As personalidades convertem a influência cultural em negócios globais consolidados, engajando milhões de consumidores diariamente.

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