Um casal de Belém (PA) apostou em construções modulares redondas e ecológicas. A iniciativa virou empresa especializada em domos geodésicos que atendem hospedagem e moradia. Os modelos partem de R$ 60 mil e usam materiais reciclados. A demanda aumentou após a COP30 na capital paraense no ano passado.
A arquiteta Tuane Costa e o administrador Thales Barca fundaram o negócio. Eles desenvolveram estruturas em formato de cúpula com triângulos encaixados. O resultado combina design inovador, sustentabilidade e praticidade. Os domos já chamam atenção por integrar tecnologia e recursos locais.
Estrutura geodésica permite montagem rápida e integração à natureza
O domo geodésico forma uma cúpula composta por vários triângulos. Essa configuração oferece estabilidade e aproveita espaço de forma eficiente. A montagem ocorre em poucos dias. A parte elétrica e hidráulica sai pronta da fábrica.
Paredes incorporam resíduos de açaí prensados, plásticos reciclados e madeira de manejo florestal. O acabamento inclui ladrilhos com temas regionais. O isolamento térmico e acústico mantém o conforto interno mesmo na umidade amazônica. Modelos contam ainda com automação, como comando de voz e fechadura digital.
- Madeira certificada e plásticos reaproveitados nas estruturas principais
- Isolamento térmico e acústico em todos os modelos
- Instalação elétrica e hidráulica pré-fabricada
- Opções de automação com fechadura digital e comando de voz
- Acabamentos com materiais locais, como resíduos de açaí
A forma arredondada lembra um iglu moderno. Janelas e aberturas permitem vista para o céu e integração com o entorno verde. Isso atrai quem busca experiências diferentes de hospedagem.
Demanda cresceu com visibilidade da COP30 na capital paraense
A conferência da ONU sobre clima realizada em Belém no final de 2025 colocou os domos em evidência. Visitantes e organizadores conheceram as estruturas como opção sustentável de acomodação. O interesse continuou mesmo após o evento.
Tuane Costa e Thales Barca relatam procura constante por novos projetos. Clientes incluem tanto hospedagem quanto residências particulares. A empresa planeja levar os domos para outras regiões do país. O foco permanece na sustentabilidade e no uso de recursos amazônicos.
Os empreendedores destacam que o negócio não surgiu da noite para o dia. O projeto acumula aprendizado de anos. Hoje eles colhem resultados e miram expansão. A determinação aparece nas declarações do casal sobre colocar energia no que acreditam.
Materiais reaproveitados reduzem impacto ambiental da construção
Cada domo prioriza o reaproveitamento. Plásticos reciclados ganham textura diferenciada nas paredes. Resíduos locais, como fibras de açaí, entram na composição. A escolha diminui o uso de materiais virgens e valoriza a economia circular na Amazônia.
O isolamento natural ajuda na eficiência energética. A estrutura triangular distribui cargas de forma uniforme e resiste bem ao clima local. Clientes relatam conforto térmico superior ao de construções convencionais em regiões quentes e úmidas.
A fabricação modular permite personalização. Diferentes tamanhos e configurações atendem desde suítes de hospedagem até casas completas. O custo inicial atrai quem busca alternativas mais acessíveis à construção tradicional.
Empresa mira expansão nacional com modelo testado em Belém
O casal avalia levar a tecnologia para outros estados. A experiência em Belém serve de base para adaptações regionais. Eles pretendem manter o DNA sustentável, com materiais locais sempre que possível.
Projetos futuros incluem parcerias com hotéis e empreendimentos turísticos. A automação embutida facilita a operação em locações de curta temporada. O apelo visual e a funcionalidade tornam os domos opção para glamping e turismo ecológico.
Tuane Costa, com formação em arquitetura, cuida do design e das soluções técnicas. Thales Barca gerencia a parte administrativa e comercial. A divisão de tarefas impulsionou o crescimento da operação.
O que define um domo geodésico e por que ele ganha espaço
A construção segue princípios de Buckminster Fuller, que popularizou as cúpulas geodésicas. No Brasil, a versão paraense adapta o conceito à realidade local. Madeira sustentável, plásticos reciclados e elementos amazônicos criam identidade própria.
Vantagens incluem:
- Menor geração de entulho durante a montagem
- Eficiência energética superior graças ao isolamento
- Rapidez na instalação comparada a métodos convencionais
- Possibilidade de desmontagem e realocação
- Integração estética com paisagens naturais
O preço parte de R$ 60 mil para modelos básicos. Valores sobem conforme tamanho, acabamento e automação. A empresa oferece opções completas para quem deseja morar ou hospedar visitantes de forma diferente.
O negócio de Tuane e Thales mostra como inovação e sustentabilidade podem andar juntas na Amazônia. Os domos redondos saem do conceito e viram realidade comercial com potencial de crescimento.

