Palmeiras deixa a Libra por divergências e critica atitudes predatórias de clubesPor Thiago Lemos
4 min de leitura
![]() |
O Palmeiras formalizou a sua saída da Libra na tarde desta terça-feira após discordâncias profundas sobre a condução do bloco de clubes. A decisão foi comunicada oficialmente pela diretoria alviverde. O clube alegou que o grupo se distanciou dos objetivos iniciais de cooperação. De acordo com o posicionamento palmeirense, a saída ocorre por causa de posturas individuais que prejudicaram o coletivo. A movimentação marca um rompimento estratégico importante nos bastidores do futebol nacional.
A gestão liderada por Leila Pereira afirmou que não pretende aderir a outro grupo de imediato. O foco agora será acompanhar as discussões lideradas pela Confederação Brasileira de Futebol para uma futura liga. O clube participava das reuniões da Libra desde a fundação do bloco em 2022. Naquela época, a meta era unificar o calendário e os direitos comerciais do Campeonato Brasileiro. Contudo, o cenário atual de negociações fragmentadas acelerou o processo de desligamento.
Motivos do rompimento citam condutas predatórias entre membros
A nota oficial divulgada pelo Palmeiras utiliza termos fortes para descrever a convivência interna entre as equipes que compõem a Libra. O texto menciona que atitudes egoístas inviabilizaram a criação de um modelo de gestão compartilhado. Para a diretoria alviverde, o bloco passou a priorizar benefícios individuais em detrimento do fortalecimento do futebol brasileiro como um todo.
- Ruptura definitiva com o estatuto da Libra.
- Críticas diretas à governança do grupo de clubes.
- Monitoramento de novas propostas via CBF.
- Manutenção da independência política no curto prazo.
- Rejeição ao modelo de divisão de receitas atual.
O descontentamento palmeirense já vinha sendo sinalizado em reuniões anteriores. A presidente Leila Pereira questionava publicamente o peso de certas agremiações nas tomadas de decisão. O documento publicado hoje reforça que a coesão necessária para um avanço estrutural foi perdida ao longo do processo. O clube acredita que o grupo se tornou heterogêneo demais para sustentar o projeto original de 2022.
Histórico de atritos com o Flamengo influenciou decisão alviverde
A relação entre Palmeiras e Flamengo foi um ponto central de desgaste nos últimos meses dentro do ambiente da Libra. O clube paulista chegou a ameaçar uma ação judicial contra os cariocas devido ao bloqueio de repasses financeiros. O conflito envolveu uma disputa jurídica no Rio de Janeiro sobre parcelas de direitos de transmissão. Na ocasião, a cúpula do Palmeiras classificou a estratégia rubro-negra como torpe.
Leila Pereira já havia criticado o que chamou de tentativa de asfixia financeira dos outros membros. Esse clima de desconfiança mútua impediu que o bloco avançasse em acordos de longo prazo para a liga. A presidente defende que um modelo sustentável não pode permitir que um clube subjugue os demais parceiros de mesa. Sem um consenso sobre a partilha de valores, o Palmeiras optou por recuperar sua autonomia total de negociação.
Clube foca em diálogo com a CBF para liga unificada
Apesar do abandono do bloco, o Palmeiras reforçou que continua interessado na modernização do futebol no país. O objetivo agora é aguardar uma estrutura que seja conduzida institucionalmente pela CBF. O Alviverde entende que a entidade máxima pode oferecer um terreno mais neutro para o diálogo. A ideia de uma liga única ainda é vista como o caminho para o crescimento do produto Brasileirão.
O cenário das transmissões de TV também entra em uma nova fase para o clube. Embora a Libra tenha fechado acordos recentes, o Palmeiras avaliará suas opções de forma independente. O clube reiterou que segue aberto ao debate, desde que as medidas promovam uma evolução real e não apenas ganhos isolados. Analistas apontam que essa saída pode gerar um efeito cascata em outras equipes descontentes com o atual arranjo político dos clubes.







