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Brics lança plataforma de pagamentos sem dólar com tecnologia brasileira de pix

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Foto: Brics - Foto: Poetra.RH / Shutterstock.com

O bloco de economias emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul implementou em 2026 uma infraestrutura financeira que permite transações comerciais diretas entre países membros sem intermediação do dólar norte-americano. A plataforma, desenvolvida com base no modelo brasileiro de pagamentos instantâneos, conecta bancos centrais e oferece liquidação em tempo real com moedas locais. O sistema reduz custos operacionais, acelera compensações bancárias e elimina a necessidade de triangulação que historicamente encarecia operações de comércio exterior.

Tecnologia brasileira como base da arquitetura

O sucesso do sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central do Brasil serviu como fundamento técnico para a engenharia da nova plataforma multilateral. A experiência nacional, validada por trilhões de reais movimentados, demonstrou ser escalável para o ambiente internacional entre economias de grande porte. A disponibilidade ininterrupta e a integração facilitada, características do modelo doméstico, foram replicadas para garantir funcionalidade entre as diferentes nações do bloco.

A interoperabilidade entre sistemas locais representa um dos principais avanços alcançados pela cooperação técnica. O Drex brasileiro, moeda digital do Banco Central, conecta-se ao yuan digital chinês e aos sistemas de pagamento dos demais membros. Analistas observam que essa exportação de conhecimento técnico posiciona o Brasil como liderança inovadora dentro do grupo econômico, transformando experiências do varejo doméstico em soluções para fluxos internacionais de capital.

Pilares operacionais da nova rede

  • Liquidação em moedas locais sem conversão forçada para dólar.
  • Proteção contra sanções econômicas e bloqueios unilaterais de ativos.
  • Processamento em tempo real com compensação financeira praticamente imediata.
  • Eliminação de taxas de câmbio excessivas que encarecem a cadeia logística.

A plataforma utiliza o Decentralized Cross-border Messaging System (DCMS), solução que opera sem autoridade centralizadora, diferentemente do padrão SWIFT tradicional. Essa estrutura descentralizada impede que pressões políticas de governos específicos interfiram no fluxo de pagamentos. A validação das operações distribui-se entre os membros, garantindo que cada país mantenha soberania sobre seus nós de conexão sem depender de servidores localizados em territórios hostis.

Segurança e capacidade de processamento

A rede utiliza blockchain para garantir que os registros sejam imutáveis e protege as transações contra tentativas de fraude cibernética. Testes de estresse confirmaram a capacidade de processar até 20 mil mensagens por segundo, mantendo estabilidade mesmo durante picos de demanda comercial. A criptografia de ponta assegura o sigilo dos dados governamentais e corporativos, estabelecendo ambiente de confiança mútua entre os participantes.

A autonomia econômica frente às sanções aplicadas por nações ocidentais acelerou o desenvolvimento desta ferramenta durante a presidência rotativa do Brasil no grupo. Os esforços diplomáticos resultaram na harmonização de regras fiscais e tecnológicas, permitindo que o dinheiro circule de forma direta entre os países membros. A redução de intermediários não apenas barateia o processo, mas também aumenta a velocidade das liquidações financeiras, fator crítico para competitividade em mercados voláteis.

Impacto no comércio e geopolítica financeira

Para o setor produtivo nacional, a ferramenta representa oportunidade estratégica de diversificação de parceiros comerciais. A capacidade de negociar diretamente em reais ou outras moedas do bloco elimina o risco cambial da dupla conversão, tornando produtos brasileiros mais competitivos na Ásia. Especialistas avaliam que a robustez do sistema atende à demanda crescente do agronegócio e do setor de commodities, setores fundamentais para a economia brasileira.

A operacionalização gerou reações nos centros financeiros tradicionais, principalmente nos Estados Unidos, onde a hegemonia do dólar é considerada pilar de influência geopolítica. Com a moeda norte-americana dominando historicamente a maior parte das transações globais, o surgimento de um concorrente estruturado oferece pela primeira vez uma saída viável para o Sul Global. O Novo Banco de Desenvolvimento também se beneficia, utilizando a infraestrutura para fomentar projetos de infraestrutura com custos financeiros reduzidos.

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