O presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, convocou coletiva de imprensa nesta terça-feira para enfrentar a crise que assola o clube merengue. Ele reagiu ao vazamento de uma briga entre os jogadores Tchouaméni e Valverde, ocorrida na semana anterior, e anunciou a antecipação de eleições para o Conselho de Administração. Pérez garantiu que não renunciará ao cargo e afirmou que desentendimentos físicos entre atletas são naturais em times competitivos, mas criticou duramente a exposição do caso à imprensa como traição aos interesses institucionais.
A temporada do Real Madrid terminou de forma melancólica com derrota por 2 a 0 para o Barcelona no Camp Nou no último domingo. O resultado confirmou o título do Campeonato Espanhol para o rival e intensificou a instabilidade nos bastidores de Valdebebas. Além do fracasso esportivo, o clube enfrenta sucessivas confusões no vestiário ao longo do ciclo 2025/2026, criando um ambiente de tensão permanente entre jogadores e comissão técnica.
Comunicado oficial.
— Real Madrid C.F. (@realmadrid) May 12, 2026
Vazamento de briga classificado como traição interna
Florentino Pérez não poupou críticas à pessoa responsável por detalhar o soco de Tchouaméni em Valverde para veículos de comunicação. O presidente garantiu que o clube já identificou a origem da informação e sugeriu que o informante agiu por insatisfação pessoal e medo de possível demissão. Segundo o dirigente, brigas de vestiário ocorrem em todas as temporadas há mais de duas décadas, mas o sigilo sempre foi regra máxima da equipe merengue.
O caso entre o volante francês e o meia uruguaio ganhou proporções maiores devido ao diagnóstico de traumatismo craniano sofrido por Valverde. Apesar da gravidade do ferimento, Florentino tentou minimizar o impacto do episódio no ambiente de trabalho. Ele destacou que a competitividade do elenco de elite gera faíscas naturais durante treinamentos e jogos, mas enfatizou que o problema real reside na intenção de prejudicar a imagem do clube através de relatos externos.
Pérez anuncia eleições e rejeita pressão para renúncia
Mesmo diante da pressão externa e críticas da torcida, Florentino Pérez assegurou que permanecerá no comando do Real Madrid. Ele anunciou que novas eleições serão realizadas para o Conselho de Administração, permitindo que os sócios decidam o futuro da gestão institucional. O presidente lembrou que trabalha desde o ano 2000 para garantir que o clube pertença exclusivamente aos seus associados e atacou campanhas orquestradas por grupos que desejam tirá-lo da presidência à força.
A estratégia de convocar o pleito visa legitimar sua autoridade em momento de questionamento sobre os resultados em campo. Pérez afirmou que será o último dos sócios a deixar a instituição e que não se curvará diante de pressões externas. O dirigente ressaltou que o Real Madrid não possui dono único, ao contrário de muitos clubes europeus que se tornaram empresas, apontando essa estrutura democrática como maior fortaleza contra tentativas de interferência política ou financeira.
Presidente nega doença terminal e critica imprensa
Um dos momentos mais tensos da coletiva ocorreu quando Florentino Pérez abordou boatos recentes sobre seu estado de saúde. O dirigente negou de forma veemente que sofra de câncer terminal ou qualquer enfermidade grave que o impeça de trabalhar. Ele afirmou que mantém sua rotina diária na presidência do clube e também no comando de sua empresa de construção, confrontando repórteres sobre a veracidade das informações publicadas nos últimos dias.
- Pérez negou ter câncer terminal e reafirmou que sua saúde é perfeita.
- O presidente criticou a imprensa por tentar criar narrativa de caos no clube.
- O mandatário garantiu que cumpre suas funções administrativas integralmente.
- Florentino destacou as conquistas recentes de La Liga e Champions League.
- O dirigente acusou veículos de comunicação de perseguição sistemática.
A postura defensiva de Pérez serviu para tentar silenciar especulações sobre possível sucessão forçada por motivos médicos. Ele acredita que setores da mídia estão tentando se aproveitar da falta de títulos nesta temporada para desestabilizar sua gestão histórica. Ao frisar que ganhou troféus importantes há menos de dois anos, o presidente pediu respeito ao prestígio mundial da marca Real Madrid.
Real Madrid prepara dossiê contra Barcelona para Uefa
Em meio ao cenário de crise doméstica, Florentino Pérez voltou a atacar o maior rival ao mencionar o Caso Negreira. O presidente anunciou que o Real Madrid está finalizando dossiê robusto sobre pagamentos suspeitos feitos pelo Barcelona a ex-dirigentes de arbitragem entre 2011 e 2018. O documento será enviado imediatamente à Uefa com objetivo de pressionar a entidade europeia por punições severas. Pérez classificou o episódio como maior escândalo da história do futebol mundial e cobrou providências urgentes das autoridades esportivas.
A indignação do mandatário merengue reside no fato de que árbitros daquele período ainda atuam em competições organizadas pela La Liga. Ele considera incompreensível que o sistema de arbitragem espanhol não tenha passado por reformulação completa após denúncias de corrupção virem à tona. O envio das provas para a Uefa marca novo estágio na guerra fria entre os dois gigantes da Espanha, com Florentino acreditando que o problema precisa ser atacado pela raiz para preservar a integridade das competições internacionais.
