O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou, no final de janeiro de 2026, milhões de páginas adicionais relacionadas ao caso Jeffrey Epstein. Entre os nomes mencionados estão figuras associadas à Rockstar Games, estúdio responsável pela série Grand Theft Auto. As citações surgem a partir de alegações feitas por Sarah Ransome, identificada como vítima de Epstein, e envolvem o atual presidente Sam Houser e o ex-produtor Leslie Benzies, sem apresentar evidências de conexão direta dos executivos com as atividades criminosas do financista.
Conteúdo dos documentos desclassificados
Os arquivos liberados em 30 de janeiro de 2026 contêm mais de três milhões de páginas com depoimentos, emails e listas de testemunhas. As menções aos executivos da Rockstar aparecem em um email de dezembro de 2023 incluído nos materiais. Ransome dirige comentários diretos a Benzies e Houser, mas os documentos não incluem os nomes em listas de voos ou visitas à ilha privada de Epstein. As referências limitam-se a declarações pessoais sobre eventos alegadamente ocorridos anos antes.
Não há provas anexadas aos documentos que corroborem as afirmações. As alegações permanecem no campo pessoal e não estabelecem vínculo com Epstein ou suas atividades criminosas. Autoridades americanas reiteram que mera menção não constitui acusação formal, e processos judiciais seguem trâmites próprios para apuração de fatos.
Quem é Sarah Ransome e suas alegações
Sarah Ransome foi reconhecida como vítima no esquema de tráfico sexual operado por Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell. Ela relatou experiências pessoais em depoimentos judiciais ao longo dos anos. Ransome namorou Leslie Benzies no início dos anos 2000, segundo suas próprias declarações, e afirma ter conhecido Sam Houser em várias ocasiões durante esse período.
- Benzies é acusado de abuso sexual ocorrido durante o relacionamento, incluindo episódio envolvendo dinheiro jogado antes do ato.
- Ransome afirma que Benzies pagou passagem aérea para Nova York em setembro de 2006, conhecendo sua situação na época.
- Ela sugere que cena semelhante foi incorporada em jogos da série Grand Theft Auto.
- Sam Houser é citado como testemunha potencial de condutas internas na Rockstar North.
Algumas alegações anteriores de Ransome foram questionadas em processos passados. Juízes identificaram inconsistências em certos emails, o que levou a ressalvas sobre partes de seu testemunho nos tribunais americanos.
Perfil dos executivos mencionados
Sam Houser fundou a Rockstar Games ao lado do irmão Dan na década de 1990. Ele ocupa a presidência da empresa e é considerado principal força criativa por trás da franquia GTA. A série Grand Theft Auto vendeu centenas de milhões de cópias em todo o mundo, consolidando a Rockstar como uma das maiores desenvolvedoras de jogos eletrônicos.
Leslie Benzies atuou como produtor principal em diversos jogos da série até 2016, quando deixou a empresa após disputa judicial sobre royalties não pagos. Posteriormente, fundou o estúdio Build a Rocket Boy, com seu projeto mais recente, MindsEye, lançado em 2025. O próximo título da Rockstar, GTA 6, tem lançamento previsto para o segundo semestre de 2025 e gera grande expectativa entre jogadores globalmente.
Reações e impacto na indústria
A divulgação gerou debates intensos em fóruns e redes sociais especializadas em jogos. Usuários destacam a ausência de provas concretas nas alegações e defendem aguardar investigações antes de conclusões precipitadas. Empresas como Take-Two Interactive, controladora da Rockstar, não emitiram posicionamento oficial até o momento, enquanto analistas aguardam possíveis comunicados nos próximos dias.
Investidores da Take-Two acompanham o caso de perto, mas ações da companhia registraram variação mínima desde a divulgação dos documentos. Especialistas do mercado não esperam alterações significativas no planejamento de lançamento de GTA 6. A empresa possui estrutura consolidada independente de figuras individuais, mantendo foco no desenvolvimento de seus projetos enquanto o caso prossegue nos tribunais americanos.
Contexto histórico do caso Epstein
O caso Epstein continua sob escrutínio público anos após a morte do financista em 2019. Em 2008, Epstein foi condenado por crimes sexuais na Flórida. Após nova prisão federal em 2019, morreu na cadeia. Ghislaine Maxwell foi condenada em 2021. Desde 2024, desclassificações progressivas de documentos judiciais mantêm o processo vivo na esfera pública. Autoridades continuam analisando materiais restantes para possíveis ações adicionais, com novas liberações periódicas mantendo o tema em evidência.


